Ambiente é moda e faz "nascer" fauna variada.

Afinal respiram-se bons ares por cá, o ambiente é bom, o clima é ameno, as coisas não estão assim mal, aliás nem se nota assim tanto agravamento da situação.

"Não há uma tendência marcada de piorar o ambiente. Reconheço que estamos muito longe da sustentabilidade, apesar do progresso das políticas de ambiente ", afirmou o Sr. Secretario de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, em relação ao relatório de 100 páginas sobre o ambiente em Portugal, relativo ao ano de 2006 (de acordo com a agência Lusa).

Segundo o relatório 73% dos 26 itens estudados, apresentam maus resultados, ou seja 19 itens mostram que as coisas não estiveram nada bem.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), responsável pelo documento, e citada pelo semanário "Sol", considera como "tendência desfavorável" sete parâmetros classificados a vermelho, entre os quais a emissão de gases com efeito de estufa, a qualidade das massas de água de superfícies e subterrâneas, episódios de poluição por ozono troposférico e poluição por partículas inaláveis.

A amarelo, traduzindo o registo de desenvolvimentos positivos mas ainda insuficientes, a APA classifica a eco-eficiência dos sectores económicos, a despesa e rendimentos das famílias, a precipitação e temperatura do ar à superfície e a população servida por sistemas públicos de drenagem e tratamento de águas residuais.

Claro que em 26 acertarmos 7 é muito bom, segundo se percebe e embora estejamos um pouco longe do desejado, a politica ambiental de José Sócrates e do seu Governo, está bem e recomenda-se.

Não se pode negar o excelente investimento que tem sido efeito nas energias renováveis, o qual permitiu que elas representassem 40 por cento do consumo de electricidade nacional em 2007, evidentemente que o brotar de "ventoinhas" por tudo quanto é local, também já começa a ser irritante, um dia destes não vai existir monte ou serra que não tenha a sua. Assim como o estranho o plano Hidrológico Nacional, que pretende construir barragens por todo o lado.

Se a aposta é louvável, o que é demais também chateia.

Para quando politicas que nos tirem da posição de um dos países mais poluidores da Europa ?

Entretanto para provar que Portugal está bem, chega-nos uma série de informações sobre os terrenos de Alcochete, OTA e da Portela.

Segundo as notícias, discutem-se os impactos ambientais para os locais, a especulação imobiliária e destino dos terrenos.

No entanto o motivo de alegria é outro, pelo que se pôde apurar são zonas onde estão a surgir vários tipos de fauna, espécies que não estavam instaladas, ou que estavam instaladas mas escondidas à espera que o clima mudasse.

Assim "animadoras" notícias falam do surgimento à superfície de tubarões, a chegada de bandos de abutres e alguns patos bravos, todos à procura do melhor local para se instalarem.

Segundo entendidos na matéria, este tipo de fauna encontra-se em grande crescimento e prevê-se o aparecimento de mais e se calhar ainda piores espécies.

52 comentarios:

António de Almeida disse...

Assim "animadoras" notícias falam do surgimento à superfície de tubarões, a chegada de bandos de abutres e alguns patos bravos, todos à procura do melhor local para se instalarem.
-Tiago, esqueceu-se de escrever que no final, toda esta fauna fica reduzida ao elefante branco, espécie em vias de extinção por toda a Europa, que os governos procuram erradicar, mas por cá é muito bem vinda. Também o TGV, algo que países do terceiro mundo, como Finlândia, Suécia, Dinamarca, Noruega, Áustria e Suíça não têm, mas que nós, vamos construir, encurtando em 20 min. o percurso Lisboa-Porto, para mostrar a esses pacóvios como se faz. Nem sequer é a primeira vez, que mostramos a nossa superioridade a esses miseráveis, lembra-se do Euro 2004? poderia ter sido realizado com 6 estádios, mas a nossa engenharia provou ser capaz de construir 10. E a Expo? Não provoquem muito o governo, porque duma assentada, além duma nova ponte no Tejo, ainda podem pensar construir também o túnel Algés-Trafaria, o projecto existe, bem talvez Socrates venha a guardar este para a próxima legislatura, afinal as próximas eleições devem estar mais que ganhas!!!

Manuel Rocha disse...

Muito bem, Tiago, mas há um problema, na minha modesta opinião,claro, que é o seguinte:as questões que esse relatório suscita são "neo-verdices" e pouco ou nada têm a ver com o Ambiente! Esse requeria outra avaliação, que passaria pelo estado de ordenamento do território, pelo uso da plataforma costeira, pela capacidade de uso dos solos agricolas...


Quanto aqueles 40 % de electricidade "renovável" não se esqueça de subtrair as hidricas que já cá estavam e a hidrica que se importa de la France...:)

A fauna que bem refere já aí estava, não reparou ? Prolifera nas eólicas e nos biocombustiveis, e são os chamados "filhos do aquecimento global"...:))

Sobre essa dos "mais poluidores da Europa", duvide disso !!! Como tudo depende da perspectiva. Se entrar em conta com a poluição das águas subterrâneas e de superficie por nitratos ou com a salinização de solos pela agro-indústria intensiva, vai ver como a tabela se vira de pernas para o ar...e é esse tipo de poluição a que realmente conta, porque não há como resolvé-la a médio prazo...

NINHO DE CUCO disse...

As tecnologias mais poluentes são também as mais baratas razão pela qual as emissões de CO2 têm, segundo o protocolo de Kioto, o seu plafond mais baixo nos Países desenvolvidos.
Portugal atrasou muito nesta matéria tal como em muitas outras.
José Sócrates tem tido uma preocupação regeneradora, bastante louvável, e a mim não incomoda nada os tais moinhos. Não desfeiam a paisagem. Também considero que as barragens são a solução do futuro dado que se adivinha que a água venha a escassear num futuro próximo.
O que eu acho feio não são os moinhos mas as lixeiras, os ribeiros poluídos, essa paisagem degradante com que nos confrontamos em várias localidades sobretudo no litoral e nas regiões suburbanas.
Penso que, se estamos ainda longe das metas de Kioto, tal se deve a nosso atraso. Atraso este que o actual governo tem procurado vencer com as políticas ambientais em tudo correctas.
Pudessemos nós dizer o mesmo de outros sectores de actividade.

bluegift disse...

Estás a tocar num dos assuntos mais sagrados, bem camuflados e deturpados da Europa. Sem Poluição não há dinheiro rápido e esse é mais que prioritário para toda a fauna selvagem (leia-se: empresários sem escrúpulos) da Europa.
Nota que a maior parte dos relatórios sobre o sagrado assunto fala em estatísticas dos ESFORCOS realizados em cada país para diminuir a poluição, muito raramente se fala em poluição real. Calcula a ironia que é ler num relatório do projecto CAFE (para melhoria da qualidade do ar na EU) que Portugal é o país que registou o nível mais elevado de poluição do ar, sendo o ponto registado a 1000 metros de altitude... já se está mesmo a ver a quantidade de pessoas que vive a 1000m de altitude am Portugal, né? O pior é que de vez em quando os tipos escorregam e deixam sair dados como os obtidos pelo "Baseline Scenarios for the Clean Air For Europe (CAFE)" de 2005, em que os Países Baixos aparecem com a maior percentagem de redução de esperança de vida devido à poluição atmosférica, numa relação de cerca de 13% para 3/4% em Portugal, um dos melhores resultados da EU a seguir à Filândia e Irlanda. Assinalo que o Luxemburgo era até há bem pouco tempo o país com a poluição do ar mais elevada do MUNDO! "Felizmente" apareceu a China, Rússia e India para o pouparem... Ah! E os tais "esforços" foram um dos mais elevados ultimamente...
Não digo com isto que o nosso país não terá que fazer "esforços" (ai a costela alentejana...) e que não há casos chocantes a eliminar urgentemente, mas daí a afirmar que somos o país mais poluído da Europa dos 15 há uma grande distância de conveniência e (falta de) força política a considerar... Isto de ser "pequenino e fraco" num meio de tubarões experimentados é muito complicado...
Mais uma coisa: prefiro mil vezes uma invasão de "moinhos" e de barragens às centrais nucleares! Sem a mínima dúvida!
"Pequenino e fraco" sim, mas exigente!

Carol disse...

Ambiente, Tiago, o que é isso?
Mania de virem para aqui falar de coisas que ninguém conhece...

Agora, a sério.
O ambiente em Portugal não tem, de todo, o tratamento que lhe deve ser dado e que merece. Mas não é só o governo que tem culpa! Aí, os grandes culpados somos todos nós: os que não fecham a torneira quando lavam os dentes, os que insistem em tomar banhos de imersão, os que não reciclam, os que sujam e vandalizam, os que não sabem o que é um caixote do lixo...
Com um povo assim, depois estamos à espera de um tecido empresarial e de um Estado que apostem nesse sector?! Não me parece.
No nosso país, o impacto ambiental deve ser a última coisa a ser analisada quando uma decisão tem de ser tomada. Aliás, ontem o srº presidente da câmara das Caldas da Rainha dizia que os estudos e pareceres, quando são pedidos, são feitos à medida de quem os solicita. A audiência riu-se, mas pergunto-me se não será mesmo assim?
Quanto a essa nova fauna, olha que ela já não é assim tão nova. Perdeu foi a vergonha e deixou de se camuflar!

quin[tarantino] disse...

Penso que não se pode esquecer que existe a necessidade imperiosa de se combater (ou começar a combater) e debelar alguns dos graves problemas de poluição que enfrentamos.

Qualidade da água? Basta ver a já tristemente célebre ribeira dos Milagres onde não deve haver suinicultor que se preze que não mande... água!

Qualidade do ar? Basta ver as chaminés de algumas fábricas ou sentir o cheiro de certas padarias onde os fornos a lenha (que ainda os hã) recebem toda a espécie de detritos... ou olhar para o céu e constatar da impossibilidade de ver as estrelas por causa da permanente névoa que anda no ar...

Tendo-se apercebido disto, rapidamente nos surgiram com propostas de lâmpadas economizadoras, veículos híbridos, eólicas e quejandos... mas se por ali não conseguissem sacar algum, aposto que se estavam borrifando para o vento, o preço do petróleo (como estão) ou se a electricidade vem de centrais nucleares ou não...

Carol disse...

Esqueci-me de discordar, no entanto, com um ponto: nós somos o país mais poluído da CE? Não acredito!
Somos um país de gente sem civismo e que não se coíbe de atirar lixo para tudo quanto é sítio, mas parece-me que essa conclusão é um pouco exagerada.
Relativamente à implementação do aproveitamento de recursos naturais (como as famosas ventoínhas) nada contra!

bluegift disse...

Acho que não fui muito clara nos resultados do tal relatório sobre a esperança de vida na EU. Nos Países Baixos a esperança de vida é cerca de 13% mais curta que o normal devido à poluição do ar, enquanto que em Portugal é apenas de 3/4% mais curta. Ou seja, o ar é mais saudável em Portugal.

bluegift disse...

(Quint, há coisa melhor que um forno a lenha? Eu sei que polui, mas prefiro que se reduza noutras fontes menos... comment dire... saborosas)

Carol disse...

Nessa do forno a lenha, estou com a Bluegift. O problema é que há muito quem o uso, mas se esqueça da lenha e coloque lá outras coisas...

quin[tarantino] disse...

Blue, nisso toda a razão.
Desde que seja só lenha e não resíduos impregnados de cola, tintas e diluentes.

Carol disse...

Queria eu dizer: ... quem o use...

Metamorfose disse...

Também concordo que Portugal não pode ser um dos países mais poluídos da Europa, eu não posso me queixar, porque onde vivo (Açores) podemos dizer que é um paraíso em termos ambientais, embora esteja longe da perfeição, a mentalidade do Português porco, também reina por cá... resultado, praias e ribeiras cheias de lixo, depois na alturas das chuvas queixam-se por causa das enchurradas. Confesso que quando viajo para Lisboa ou Porto, impressiona-me a dita névoa de poluição por cima de nós.Um beijo

antonio disse...

"...excelente investimento que tem sido efeito nas energias renováveis..."

Felizmente nós só vamos pagar uma parte desta factura, mas daqui a 30 anos o negócio vai ser libertar a nossa paisagem daqueles monstros eólicos, obsoletos e inúteis.

Blondewithaphd disse...

Of course we're not the most polluted/polluting (whatever) country in Europe. Heavy industry is not in Portugal, for example. We might have bad civil behaviour towards the environment and insufficient legislation, but not the density of, let's say, soil pollution there is in Germany. However, as I've been repeating, each time the environment is the topic we get into the realm of controversy, lobbying, statistic manipulation and misinformation.
Well, at least there's a place on Earth where new or rare species abound;)

Rui Caetano disse...

As temáticas do ambiente são uma moda, mas esperemos que essa moda não passe sem deixar as suas raízes, pois estas preocupações e iniciativas novas são o garante de um futuro para a humanidade.

Manuel Rocha disse...

...e essa moda e as respectivas mistificações continuarão enquanto os tópicos de referência em uso nas discussões alinharem pelo argumentário que usamos nestes comentários !

O que aqui fazemos é discutir as questões de fait-divers ( eólicas ou nuclear ? ) deixando intocada as suas raizes (gasto de energia ) e as respectivas motivações ( sociedade da abundância ).

Em termos ambientais não se pode definir um problema com a mesma ligeireza com que nos referimos a um engarrafamento na A1. Um problema ambiental resulta de conjugações de factores que se podem repercurtir de forma duradoura ( longo prazo ) no futuro!

Na perspectiva da ecologia humana, os grandes problemas resultam todos eles de um paradigma e uma atitude pouco racionais. A qualidade do ar na cidade não é um problema; problema é o conceito de cidade e o uso que dela se faz. O resto são consequências...

alf disse...

manuel, a falares assim estás a problema em cima de nós... ainda vai sobrar para nós... nós queremos ter tudo a que temos direito, quem manda que arranje soluções, ora essa... o bom é estar sempre a dizer que quem manda é malandro antes que alguém olhe para nós..

(já há muitos anos, numa discussão em casa de uma amiga sobre as questões energéticas, eu propus que se apagasse a luz, lutar contra o problema começa por ser reduzir o consumo. Não quiz! Não quer centrais nucleares mas quer poder gastar toda a electricidade que lhe apetecer!)

sniqper ® disse...

A solução para esse problema, que talvez não seja o de maior gravidade neste planeta, começa na nossa casa. O modo como utilizamos a água, a electicidade e afins, bem como o tratamento que damos ao nosso lixo e onde o colocamos.
O resto terá de ser feito pelos respectivos serviços e empresas, mas a grande verdade é que vamos continuando a ouvir, quer em casa quer em quem governa conversa. Utilizando umas palavras do texto do Tiago, direi que continuamos a ouvir:
"patos bravos, todos à procura do melhor local para se instalarem..."

Espero que melhores dias nasçam e bem menos poluidos em todas as vertentes...

Shark disse...

Pego no que diz o comentador moralista mais moralista da blogosfera e afirmo "amén!" pois cada um sabe o que tem em casa e a conversa que ouve e a ladainha que debita, pois em matéria de Ambiente é ver quem pontifica nas empresas que andam para aí a semear eólicas em tudo quanto é sitio.

bluegift disse...

manuel rocha, "A qualidade do ar na cidade não é um problema"? Deve ser por isso que quando o céu está limpo e a temperatura está abaixo dos 5 graus salta o alarme em Bruxelas para que as pessoas evitem sair de casa e os veículos reduzam a velocidade sob perigo de multa...

Daniel J Santos disse...

Já à muito que o ambiente deveria ter deixado de ser uma questão de moda, devia efectivamente ser algo que preocupa-se as pessoas.
No entanto se calhar para muitos a ignorância é a felicidade, muitos não sabem nem querem saber sobre problemas ambientais, acreditam que a existir problemas já não será para eles, enganam-se, pois a não existir alterações na situação, dentro de 10 a 20 anos a coisa realmente vai aquecer.

Manuel Rocha disse...

Blue:

Eu escrevi mal e você não leu tudo:) Queria ter escrito "o problema"...a questão que queria deixar era a de que qd se ordena o território com cidades para milhões de habitantes o estranho seria se essas situações não ocorressem ( consequência , esse é o problema ( no sentido de tipo de problema ): a escala das cidades !

Esclarecidos ?

Obrigado !

:)

sniqper ® disse...

Fico muito grato pela classificação que me foi oferecida, mas meu caro tubarão, eu não debito moralidades ocas, dessas estou cheio de as ouvir de patos bravos que enchem jornais, revistas, televisões e blogues.
Simplesmente reafirmo que se cada um não se tratar e pela lógica viver num ambiente limpo, esta treta de Mundo vai ser um imenso caixote de lixo, simples.

M.M.MENDONÇA disse...

Gostava de perceber por que é que o Shark critica o Sniqper e não a Bluegift que não faz senão ir impondo a sua opinião? Bem, mas adiante.
Sabe, Tiago, neste país é-se preso por ter cão e é-se por o não ter. Quem faz alguma coisa é sempre criticado. Com todas as desvantagens visíveis o governo empenhou-se em minimizar os impactos ambientais negativos.
Bom trabalho.

Zé Povinho disse...

Lembram-se que o nosso 1º até já passou pela pasta do Ambiente, antes mesmo de causar tão maus efeitos ao ambiente em que vivemos? Ambiente e Cultura são duas pastas ao serviço das vaidades, pelas quais nada se faz na realidade, mas que se exibem de quando em vez, para que os contribuintes julguem (coitados) que algo está a ser feito. É a tal fachada que fica bem, só isso.
Abraço do Zé

SILÊNCIO CULPADO disse...

Salvo a questão do TGV e quase subscreveria o que disse o António Almeida.
Efectivamente, e embora reconheça que governo tem tido algumas preocupações ambientais, há aspectos que têm sido descurados e que são fundamentais para o cumprimento das metas de Quioto.
Estou a falar de políticas de transportes e da necessidade de desincentivar o uso do transporte individual automóvel e da necessidade de ter um plano de transportes a nível nacional estruturante da economia e capaz de garantir satisfatoriamente a mobilidade doa cidadãos.
Relativamente ao transporte individual seria aconselhável que o executivo começasse a dar exemplos de boas práticas nomeadamente utilizando os transportes públicos como o fazem muitos dos ministros dos países mais desenvolvidos do mundo. Agora quando a preocupação são as mordomias e a distintividade em relação ao comum dos cidadãos, não se pode exigir que estes adoptem outras práticas que não sejam a de lhes seguir o exemplo. Pobres, mas com sinais exteriores de riqueza.
Ou então, a nível de empresas, fazer como, por exemplo, as Estradas de Portugal que com uma escandalosa frota de carros para uso individual e respectivos cartões de combustível agride todas as boas práticas que seriam aconselháveis.
É que os impactos ambientais não estão apenas no aparecimento de certas espécies quase em extinção, ou nos moinhos eólicos. As boas práticas ambientais são muito mais que isso e exigem uma revolução de mentalidades e que se mexam em muitos dos interesses instalados.

sniqper ® disse...

Relendo e comentando de novo...
Quando um texto é publicado na blogosfera e o respectivo blogue abre as suas portas a comentários nascem opiniões, é a essência da discussão, a qual deveria ser um instrumento para clarificar e/ou no caso encontrar soluções.
Mas de facto na maioria dos casos, melhor dizendo, blogues, os comentários servem para subir a cotação na praça dos respectivos comentadores.
No caso do Notas Soltas, onde podemos ler que é um blogue aberto, onde cada um é responsável pelo que escreve, desde os autores dos textos aos comentadores, vemos dia a dia que talvez não seja bem esse o caso, mas essa é a minha opinião, mais nada.
Jogos de palavras fazem parte de uma disciplina que se chama “Manipulação de Mentes” , mas para tal jogo é preciso ter bases, o que de facto muitas vezes tal não acontece por aqui, ou será que estou enganado?
As minhas afirmações são simples e baseadas no que li, por exemplo no caso da bluegift que nos diz que ...(leia-se: empresários sem escrúpulos) da Europa., e que tal falar claramente e denunciar esses tais senhores? Bem como as restantes afirmações sobre o uso de substâncias perigosas em fornos onde deveria ser colocada lenha, porque raio ficamos sempre nas bocas atiradas para o ar e nunca em afirmações com base e nomes, será medo ou falta de conhecimento?
Quando se escreve matérias deste tipo, é bom ter em conta que se acusamos, então vamos lá colocar os nomes, locais e datas dos respectivos delitos, ou não seria o correcto?
Falar é fácil, mas coragem para denunciar é mais complicado. A vida está complicada, como tal usar o tirinho ao lado é giro e seguro, mas de facto não ajuda nada nem ninguém, ou será que ajuda?
Carpe Diem...

bluegift disse...

manuel, assim já compreendi melhor. E dou-lhe razão, o mau planeamento urbanístico e rodoviário tem muitas culpas neste assunto.

m.m.mendonça, não entendi muito bem o que entende por "imposição", importa-se de explicar melhor? Acho que os seus comentários em relação a mim, se existiram, nunca foram censurados, ou estou enganada?

bluegift disse...

sniqper,

"A solução para esse problema, que talvez não seja o de maior gravidade neste planeta, começa na nossa casa."
Pergunto: na casa de quem, mais especificamente?

"O modo como utilizamos a água, a electicidade e afins, bem como o tratamento que damos ao nosso lixo e onde o colocamos."
Pergunto: Há alguém que não utiliza bem estes recursos? Quem?

"O resto terá de ser feito pelos respectivos serviços e empresas"
Pergunto: Quais?

"mas a grande verdade é que vamos continuando a ouvir, quer em casa quer em quem governa conversa."
Pergunto: Quem é que tem essa conversa em casa? E quem é que tem essa conversa no governo?

"Utilizando umas palavras do texto do Tiago, direi que continuamos a ouvir:
'patos bravos, todos à procura do melhor local para se instalarem...'"
Pergunto: Quem são estes patos bravos?

Acho que estamos conversados...

Guilherme Santos disse...

Voltando ao que realmente importa O DEBATE, de facto as politicas por cá têm sido interessantes, louváveis em muitos aspectos.
Seria no entanto necessário que se avançasse com politicas que nos tirassem realmente da posição de um dos piores poluidores da Europa.

sniqper ® disse...

bluegift,
Se de facto a sua forma de conversar é colocar questões, desculpe que lhe diga mas já não é novidade. Mas como já não fico admirado com tal tipo de atitude, vou tentar clarificar a sua mente.

Pergunto: na casa de quem, mais especificamente?
Precisa de nomes moradas e telefones ou consegue imaginar que tal acontece!

Pergunto: Há alguém que não utiliza bem estes recursos? Quem?
Desconhece que neste país, do qual fala com tanta sapiência ainda existem aldeias sem água ou luz? Como tal muito menos devem ter os recursos que quem mora na cidade pode usufruir.

Pergunto: Quais?
Se não sabe responder a tal questão, pergunto eu: "Porque raio fala sobre politica e má governação em Portugal? Quem não sabe como se faz não pode falar que mal feito está, não será?"

Pergunto: Quem é que tem essa conversa em casa? E quem é que tem essa conversa no governo?
Em casa de quem desgoverna este país deve ser o local onde essas conversas são feitas, que acha?

Pergunto: Quem são estes patos bravos?
Simples de responder, sabia. São precisamente aqueles que passam a vida a criticar mas vivem da politica, simples.

Estou ao seu inteiro dispôr para mais esclarecimentos sobre esta matéria ou outra que desejar, claro que respeitando o texto hoje publicado, ou em futuros textos, sem problema algum, posso dizer-lhe que por mim... Podemos continuar a conversar.

Blondewithaphd disse...

Don't I say this is highly polemical? If in this blog the controversy is unavoidable, imagine how can world leaders reasonably sit at the table and negociate the solutions for the environment? If there isn't even a consensus on what is polluting or not the atmosphere, is there or not an ozone layer, the rise in temperature is it natural or man-made?, how can people debate this topic without polemics? How can we name names (or name and shame) if everything regarding environmental hazzards is still so confused and blurred?
One thing I'm sure, however, it is that these debates DO help people's awareness to something that concerns us all. And here, difference of opinions suggests we are ALL seriously concerned about the future ahead.

quin[tarantino] disse...

Os textos que aqui são publicados visam precisamente obter comentários, que cada um exprima a sua opinião, em respeito pela opinião alheia sem cair no dito fácil ou no chiste.

Há, contudo, quem persista e teime em querer fazer aqui no NOTAS um espaço onde se desenhem soluções; pois bem, estamos abertos a isso conquanto os comentadores também o façam.

Não nos peçam é que sejamos nós os salvadores da pátria, quando os peticionantes nem o querem ou não conseguem ser.

Os comentários servem para subir a cotação na praça dos respectivos comentadores? Não sabemos!

Não acreditamos é que seja o que procuram.

Queiram ou não, cada um é responsável pelo que escreve. Desde os autores dos textos aos comentadores.

Aqui nãos se fazem "mind games" pela simples razão que nenhum dos autores é o Special One.

Será talvez ainda oportuno recordar a algumas pessoas que pode muito bem dar-se o caso de alguns estarem obrigados ao sigilo profissional, de justiça ou até enquanto funcionários.

Ou, como bem sabem, simplesmente não quererem dizer.

E como um dos nossos comentadores de primeira hora gosta de afirmar, liberdade de expressão e de opinião (coisas ligeiramente diferentes como sabe) ainda existem.

No mais, e quanto à chaminé dos fumos sempre poderei asseverar ao inquiridor que o estabelecimento comercial em causa foi alvo de uma medida de tutela da legalidade urbanística, aplicação das devidas contra-ordenações e inspecção higio-sanitária.

Havia prometido a mim mesmo que procuraria evitar responder, mas a estima e a consideração que o/a Sniqper me merecem impedem-me de ter essa postura.

Já agora, caro/a Sniqper, não se esqueça do texto...

sniqper ® disse...

E porque a vida também não é um mar de aborrecimentos, aproveito para um curto intervalo, deixando a tradução do comentário em Ingl~es para Chinês Simples, já volto...

我不说这是高度辩论的吗?如果在这个博客中辩论是不可避免的,想象怎么能世界领袖相当在桌旁坐和 negociate 用于环境的解决方案?如果甚至在污染的没有一个共识或者不是空气,在那里或者不是臭氧层,温度方面的上升它自然或者人造的?,怎么能人争论这个主题无争论?怎么能我们名字命名(或者命名和可耻的事)如果一切关于环保 hazzards 还这样被混淆和模糊不清?
一件事情我是一定的,可是,它是这些争论到关心我们大家的某物帮助人的了解。以及在这里,见解的差异表明我们严重地是全部提前关心未来。

quin[tarantino] disse...

We shall wait...

Blondewithaphd disse...

Lol!

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá Querido Tiago, grata pelas tuas palavras simpáticas e amorosas.
Beijinho de carinho e amizade.
Fernandinha

ana disse...

É por estas e por outras que este projecto anda por aí a circular.

Textos excelentes (sem desprimor para os restantes destaco em especial a Silêncio Culpado), comentadores acutilantes e até uma ou outra troca de galhardetes quase à maneira antiga dos polemistas.

Noto que alguns começam a incomodar, sem que se perceba porquê.

Tiago, uma oportuna abordagem que permitiu que aqui se falasse na necessidade de um projecto como o TGV, túneis e afins, e centrais nucleares.

Rosa disse...

Aqui não faltam profissionais... do comentário e da análsie, mas fiquei sem perceber uma ou outra coisa.
Eu pergunto, mas gostaria de ser bem tratada se fazem favor.

Quem vive da política não pode criticar? Porquê? Não é assim que se ajuda à discussão?

O que acham, afinal, da questão das eólicas descaracterizarem a paisagem?

E uma padaria que queima madeiras com diluentes e químicos não deve ser penalizada?

Espectadora Atenta disse...

Caro Tiago
Parabéns pelo post!

SILÊNCIO CULPADO disse...

Rosa
Vou dar-lhe uma opinião sincera.
1- Quem vive da política pode, e deve, criticar mas deve demarcar-se dessa condição quando critica. A crítica não deve ir no sentido de defender a sua posição enquanto actor de um determinado quadro de interesses.
2- Não acho que as questões eólicas descaracterizam a paisagem. Também os moinhos de outrora foram introduzidos artificialmente pelo homem. O que importa, em meu entender, é aproveitar as condições excepcionais da energia eólica que tem vantagens extraordinárias, como é sabido.
3- Claro que deve ser penalizada. Mas antes deverão ser estabelecidas regras claras de actuação de forma a que, nas mesmas circunstâncias, todos tenham o mesmo nível de tratamento.
Esta é a minha opinião, Rosa,conforme a sei dar.

NÓMADA disse...

Não se pode dizer que o actual governo não tenha apostado no ambiente. Também, diga-se de passagem, não lhe restava muita alternativa tendo em conta o não cumprimento do protocolo de Kioto.Mas o "ambiente" envolve grandes negociatas.
Combata-se, em simultâneo, a corrupção.

quin[tarantino] disse...

Lídia, obrigado pelo assumir da responsabilidade em responder ás questões colocadas.

Sobre a crítica de quem vive da política, penso que viver da política é tão nobre como viver de vender peixe na feira. Desde que se aja e se actue em conformidade com a nossa consciência e respeitando as regras e normas estatutárias do grupo a que se pertence. Como sabe, vivi uns tempos na política e não tenho problema em assumir isso. E também critiquei quando tinha de criticar.

No resto, o princípio da igualdade deve presidir a actuação da Administração nas suas relaçóes com os particulares assim como o princípio da legalidade. Daí que naquela situação da padaria, tenha havido actuação. Mas todos os dias se fazem despachos de reposição da legalidade urbanística onde laboro. E se concretizam medidas!

bluegift disse...

sniqper, muito obrigada. Não sei se reparaste, mas deste a resposta à pergunta que me colocaste sobre quem eram os empresários sem escrúpulos...
Visto isto, está respondido.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Quint
Não pretendi substituir-te na resposta.Também não gosto de entrar em diálogo com os comentadores quando o que está em causa é o texto. A título excepcional achei de transmitir o meu pensamento sobre essa matéria.

Lampejo disse...

Tiago,

Eu adoro te ler, mas sem muito barulho.

(a)braços e flores.

antonio disse...

Aqui os textos desmultipilcam-se e crescem em comentários. Existe neste blog um verdadeiro exercício de cidadania. Parabéns!

Tiago R. Cardoso disse...

Tive pena, afazeres, de não poder ter participado neste excelente fórum que se criou aqui neste local.

Apesar de em alguns momento se ter entrado em assuntos laterais ao que eu pretendia debater, consegui-se trocar ideias e mostrar posições.

Todos temos personalidades diferentes, opiniões diferentes e ainda bem, de outra forma pouca piada teria vivermos todos em conjunto.

Agradeço a TODOS por terem participado e que continuem a participar no Notas Soltas.

Tchivinguiro: onde nasci. disse...

Mas sabemos que muito do que os políticos dizem está muito longe de ser dogma de fé.

Já diz o povo e terá as suas razões: "fia-te na virgem mas não corras".

Beijinho.

Dalaila disse...

De facto estamos muito longe de um modelo de sustentabilidade ideal, porque estamos a pagar anos e anos de maus tratos, de dispersão dos concelhos, de mau urbanismo, de más políticas ambientais, ou inesxistentes, mas parece-me que esta é uma das poucas áreas, onde se começa a evoluir a passos largos, até porque a comunidade europeia assim obriga.
A qualidade das águas dos rios tem melhorado, as descargas directas no mar, estão a diminuir, cada vez se recicla mais, já temos uma percentagem de energias renovaveis, que logicamente têm inconvenientes, mas julgo que a factura é sempre melhor.
Já há uma consciência ambiental.

C Valente disse...

Saudações amigas com um abraço