Todos querem um lugar ao sol...

Este país é de modas, durante alguns dias fala-se de um assunto que rapidamente é esquecido a favor de outro assuntos mais mediático, sendo que este mediatismo não é pela importância do assunto mas sim pelo "que está a dar".

Subitamente todos se lembraram que existe crime, quer dizer, foram lembrados pela onda de crimes que ocorreu no Porto.

Já escrevi AQUI sobre a forma como cada um pinta a situação dependendo da posição em que está, mas interessante é ver até que ponto se estica a cabeça para aparecer nas notícias.

O que seria de esperar era que todos convergissem numa união em torno da justiça, mas ao invés todos a criticam e quando se faz alguma coisa logo aparecem para tirar algo dessa situação.

Depois das detenções feitas anteontem, muitos apareceram para a fotografia, para darem a sua opinião e mostrarem como estão sempre do lado da razão, evidentemente nunca com segundas intenções.

Como sempre e chegando a reboque do momento, o PSD (que na imagem do seu líder Luís Filipe Menezes, avançou há dias que a culpa da situação era toda do governo e do Sr. José Sócrates, que não se faz nada, que o crime anda à solta), após as detenções avança que o mérito é todo da Polícia Judiciaria, mesmo assim avançando com algumas ideias, diga-se um pouco para o gasto… "Manifestamente estamos com problemas graves ao nível da coordenação da investigação criminal no que respeita à articulação das diversas forças que têm responsabilidades".

Ou seja, se nada é feito a culpa é toda do Governo, se é feito algo, é claro que o mérito não é do Governo.

Parece é que o Sr. Menezes esquece-se que a única a actuação da parte do Governo é a obrigação de colocar à disposição da investigação, meios suficientes para que ela seja feita da melhor forma possível.

Criticar falta de meios ainda se admite, agora criticar por não se verem acções dum órgão independente do Governo é que me parece um pouco demais.

No entanto alguns põem-se a jeito, como é o caso do Sr. Ministro da Justiça, Alberto Costa, que tratou logo de aparecer na Comunicação Social a dar um abraço ao director da PJ, Alípio Ribeiro, mostrando uma enorme satisfação, dando a entender que o Governo é que agiu e conseguiu estes resultados, depois quando houve umas criticas avança que as policias são órgãos independentes.

Não entrando pelo tema da violência no Porto, mas sim pela forma de actuar, tanto das autoridades como dos políticos, e após estes dois casos específicos que falei, gostaria de avançar com algumas questões:

Porque razão teve o director geral da Polícia Judiciária ir ao Porto assumir a direcção de uma operação que já vinha sendo planeada à semanas?

Não seria a PJ do Porto competente o suficiente para conduzir a operação?

Porque razão o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, mandou uma equipa especial de procuradores de Lisboa para o Porto, para tomarem conta da situação?

Falta de confiança nos procuradores ou simplesmente passagem de um atestado de incompetência a procuradoria do Porto?

Porque razão o Sr. Rui Rio veio dar uma entrevista, onde dá a entender, que só se fez algo tão depressa porque ele falou com o Procurador?

Já agora que estou numa de perguntas, alguém é capaz de explicar como é que um julgamento pode demorar vinte anos e no final serem todos inocentes e onde o único que poderia ter cometido algum ilícito é mandado embora porque o crime prescreveu?

35 comentarios:

Sniqper ® disse...

Quando será o dia em que neste blogue alguém escreve sem a tónica DO BOTA ABAIXO ou de falar PARA NADA DIZER, é simplesmente o que tenho a comentar sobre este tipo de textos, deixando no entanto um simples conselho, falem do que sabem e não se metam com quem não conhecem, não vá cair alguma estrela de natal do céu infinito que está por cima das vossas cabeças.
Mas, no entanto também podiam escrever um livro para crianças, está na moda, é bonito, ajuda a minimizar a fome e as carências e o mais importante, o vosso LUGAR AO SOL está garantido, pensem nisso e já agora umas Santas Festinhas para o Notas e a sua equipa.
Que a Luz do Natal vos ilumine e vou guie no caminho certo!

Tiago R Cardoso disse...

De algum tempo para cá o Notas tem vindo a trilhar o seu caminho, sem ceder a condicionalismos de ninguém, à uma semana o Notas, mais propriamente eu, Tiago, foi alvo de uma ameaça física directa, por alguém que assumiu o nome, ao que parece volto outra vez a ser ameaçado desta vez sem dar o nome.
Como tem sido meu habito eu não respondo a provocações seja de quem for, apenas gosto de contribuir para o debate, parece que para muitos o criticar o levantar o pensamento incomoda, mas eu vou continuar no meu caminho
indiferente a "estadistas", "donos da verdade" e supostos "lideres espirituais".

Esta é a primeira e a ultima vez que respondo a provocações, isto deveu-se a facto de já ter passado para a fase da ameaça.

Tiago Cardoso

Daniel J Santos disse...

O conjunto de questões que coloca são de facto pertinentes, não é a toa que o sindicato dos magistrados do ministério publico, foi apresentar uma reclamação ao procurador geral da republica.
Neste país continua-se a procurar protagonismos e a aproveitarem-se situações de grande gravidade, para se tirem dividendos, infelizmente é o país que temos, mas para o melhorar impõe-se a critica e o debate, muitas vezes é com a critica forte que se levanta consciências e é isso que este blogue tem vindo a fazer.

Já agora também dou a cara.

Daniel João Santos

Sniqper ® disse...

Vitimização é uma das armas mais utilizadas, bem como jogos de palavras, como tal essa da ameaça, se diz respeito ao meu comentário, durmo descansado.
Se colocarem a mão na vossa consciência, vejam só quantas são as vezes que acusam veladamente instituições e pessoas!!!
Realmente haja pachorra para estes blogues de pseudo-lutadores da Liberdade de Expressão!!!

Guilherme Santos disse...

De facto é importante discutir a justiça, como é importante discutir o aproveitamento politico das situações, muito bem.

adrianeites disse...

parece me que a pj portuense daria conta do recado...

na minha opinião pinto monteiro quis salvaguardar a sua posição.. mando alguém para ali e a opinião publica logo pensa que não estou a dormir..

Parece-me falta de confiança nos procuradores e tb atestado de imcompetência..

O rui rio tb tinha de mandar o bitaite...

qto à última perunta passo a batata ao teu sócio quintarantino..

cp's

Manuel Rocha disse...

São preocupações legitimas as do Tiago e são muito razoáveis as questões que coloca.

O comentário do sniqper já devia vir pré formatado para atirar, porque o que de substancial refere tb o bloguista o faz, ou seja, que " há mais governos para além do governo".

E é por sabermos que existem esses outros governos que ontem aqui deixei a questão de saber " quem é o Estado?".

Porque o estado a que isto chegou e de que todos se queixam com mais ou menos razão,não muda com os governos mas com a nossa cidadania activa, desde logo pelo que fazemos das portas de casa para dentro, desde o lixo que reciclamos ou não, ao apoio aos filhos que damos ao não, aos cuidados elementares de saude que temos ou não, ás opções de consumo, ao civismo no predio, na rua, na estrada...

Dizia o Gandhi algo como isto . " sê a mudança que pretendes..."

Todos queremos alguma mudança, mas a maioria espera sentada que alguém a faça por nós...

Dá-me gozo, por exemplo, ouvir falar de insegurança quando dentro de uma carruagem cheia um idiota qualquer espanca uma mulher indefesa e ninguém faz nada...

Não será este o problema ?

Shark disse...

Sinceramente não percebo, e se calhar não é para compreender, porque é que certas "marias" se dão sequer ao trabalho de ler o que se escreve neste blogue se acham que o mesmo de pouco vale.
Ou não têm mesmo mais nada para fazer ou então são alguma luminária incandescente que por aí anda a armar-se em farol da consciência humana.

Quanto à questão colocada no post -e que, pelos vistos, é assunto tabu - penso que a abordagem efectuada pretende criticar os que vieram a correr apresentar-se como potenciais dinamizadores da acção da Polícia Judiciária.

Chegados ao ponto em que estamos, a todos os níveis, a acção policial devia ser uma mera operação de combate ao crime e nunca uma acção com mediatização excessiva (nunca vi uma televisão acompanhar quase a passo e passo a acção).

quintarantino disse...

Não creio que a acção da Polícia Judiciária seja passível de qualquer crítica.
Foi e resultou do cumprimento do dever legal de prevenir e combater o crime.
Nada mais que isso.

Já quanto ao enquadramento que pretendem efectuar, indo ao ponto da dita "associação terrorista", aparentemente, e como os parcos elementos que são do conhecimento público, parece que se estará a ir longe de mais. Mas, como disse, quem conduz a investigação é que sabe e, no caso vertente, penso que sabe bem.

Não creio ainda que a acção de Pinto Monteiro, enquanto Procurador-Geral da República, visasse desautorizar qualquer elemento do Ministério Público, quiçã ajudar no reforço e coordenação das acções em curso e/ou a encetar.

Uma das dificuldades dos actores do nosso panorama judicial é lidarem com uma pressão exarcebada por parte da Comunicação Social que, não tendo com que alimentar o fogo, especula e, por outro lado, com as fugas de informação. Admito que, aqui e ali, existam algumas vaidades mas não penso que sejam suficientes para ofuscar a actuação da Justiça.

Quanto ao restante ruído de fundo é o mesmo normal numa sociedade ainda carente de alguma serenidade nas posturas e de mais cidadania. O exemplo que é referido por parte do Manuel Rocha quanto a assistir-se impávidos e serenos a uma agressão a uma mulher é sintomático disso mesmo.

Sobre a pergunta que o Adrianeites coloca apenas posso responder que os mecanismos processuais existentes (e que se existem é legítimo que sejam utilizados), conjuntamente com as dificuldades de um caso deste calibre, podem ajudar a entender algumas prescrições. No caso vertente, não sei é se os réus foram mandados embora apenas por isso. Penso que não. O que é substancialmente diferente.

No mais, ruído de fundo. Conforme habitual.

Carol disse...

Assunto caliente, mais uma vez...
Parece-me que, mais uma vez, a PJ mostrou que sabe o que faz e que o faz bem.
Quanto à procura de protagonismo, ela existiu e existirá sempre, com este ou outro Ministro da Justiça. Aliás, até aqui, na área dos comentadores, se vêm alguns à cata disso... Rui Rio não me merece comentários... Não lhe dou crédito para isso!
A vinda de pessoas de fora do Porto parece-me muito bem, já quehá a suspeita de envolvimento de magistrados e polícias nestes negócios da noite.
Que continuem com o bom trabalho, vocês e eles que investigam o caso!

carlos alberto martins disse...

Senhor Tiago Cardoso, não o conheço pessoalmente mas atrevo-me a dar-lhe uma sugestão, antes, duas:

- o que escreveu não ofende, questiona;

- mude o título deste post para "Todos querem um lugar ao sol... até o Sniqper"

O Guardião disse...

O protagonismo de que muitos estão sedentos, prejudica muito a acção da Justiça e dos seus agentes. O ruido é habitual quando se abordam temas destes, mesmo quando quase tudo o que aqui foi escrito, é dito nas conversas que temos com os amigos.
A Justiça tem demonstrado bastantes problemas, há que mudar algumas coisas, e isso penso que é consensual. A política não tem contribuido para ajudar, pelo contrário, tem sido parte do problema.
Cumps

António de Almeida disse...

-Descontando os policiamentos e ameaças á liberdade de escrita, a que alguns pseudo-iluminados se arvoram, como se fossem titulares da razão, ou portadores duma moral que manifestamente não têm, deixemos o fait divers, e vamos á substância, claro que em Portugal tudo é possível, ainda que no tocante ao processo UGT que demorou perto de 20 anos, também existiram manobras jurídicas por parte dos réus, mas não existe justiça passado este tempo, por este andar, teremos o processo Casa Pia resolvido lá para 2025! O restante é cultural, a sociedade consome informação tabloide, entretém-se com reality shows e futebol, gastando o que tem e o que não tem, invejando o que outros conseguem, e lamentando-se por não obter o que não se trabalha para alcançar. Portugal vive hoje, uma espécie de sociedade pimba, os políticos? francamente não diferem muito, qualquer inquérito de rua, e dá logo vontade de rir, os políticos são um reflexo da sociedade em que vivemos! As razões para este estado de coisas, já as temos debatido, são muitas e variadas.

Blondewithaphd disse...

In these cases I thank the English language! Gibberish is what this all debate is! People wanting the spotlight just to talk gibberish!

SILÊNCIO CULPADO disse...

Antes de entrar propriamente no comentário ao texto, considero oportuno fazer um ponto de situação sobre o que deve ser a crítica, a validade da crítica e a forma como ela é recepcionada.
Ora eu entendo que não existindo uma verdade absoluta, nem uma única versão válida dos factos, é de todo o interesse que se dominem as diferentes variáveis para que se compreenda um determinado acontecimento. Quer isto dizer que um texto é uma versão particular, de um ou mais factos, em que o autor dá uma visão que é acrescentada com outras visões. Todos os contributos são igualmente importantes e válidos desde que sejam entendidos exactamente conforme são: simples contributos. Uma critica construtiva de forma alguma se assemelha a um deitar abaixo.
Relativamente ao texto digamos que as sociedades actuais lutam com um excesso de individualismo em que o indivíduo é valorizado pelos feitos conseguidos, pelos poderes adquiridos e pela capacidade de acesso a bens de consumo supérfluos. Embora não haja nas escolas, nem nas universidades, uma disciplina de "religião neo-liberal" os valores desta doutrina têm sido interiorizados através duma comunicação social comprometida e de práticas de convívio que começam nas escolas e que o nosso sistema educativo nada tem feito para contrariar. As crianças discriminam colegas que não possuem certos materiais e peças de vestuário e os professores em muitos casos alimentam essas práticas de forma directa e indirecta. Portanto nós temos aquilo que construimos. Quando tudo corre bem chamanos a nós os louros e, quando tudo corre mal imputamos aos outros as culpas. Quando se confirma algo que nós preconizámos lembramos logo que "já o tinhamos dito" mas quando o que dissemos falha por completo nós renegamos ter afirmado o que dissemos. É a pobreza absoluta dos valores e das convicções.
Bom, e quanto à independência da investigação em relação ao governo.... Tiago, eu tenho muitas dúvidas, sempre as tive e sempre as terei em relação a este governo ou a qualquer outro protagonizado por outros partidos. Há o poder formal e o informal e a dependência formal e a informal e mais o raio que os parta.

Fa menor disse...

Bom post, Tiago!

Tiago, aproveito para te desejar um feliz Natal repleto de amor, alegria, paz e de tudo aquilo por que mais ansiares.

Estes votos são extensivos a toda a equipa do Notas e suas famílias.

Fa-

NINHO DE CUCO disse...

Reflectir sobre o que acontece à nossa volta e sobre as implicações no desenvolvimento do País, parece-me sempre um exercício salutar.Um dos papeis importantes dum blogue que se preze, é relevar noticias que a comunicação social passa frequentemente em nota de rodapé ou em notícia a despachar para que os telespectadores não se fixem nelas.A cabeça das pessoas é formata pelas noticias e por criteriosas ausências. Estes espaços de opinião cumprem assim deveres de cidadania.
Eu gosto do Pinto Monteiro e se algo merece reparo é porque ele se encontra numa posição central com todos os holofotes virados. E nós sabemos que o poder/governo sempre teve a sua mãozinha em cima das investigações. Claro que não podemos provar mas quem nos arranca essa convicção quando olhamos para os casos "Moderna" e Casa Pia?
Tiago, eu acho que não é propriamente um lugar ao sol o que esses senhores procuram. Um lugar ao sol é uma figura de retórica que quer significar o usufruto dum êxito conseguído por mérito e reconhecido socialmente. O que estes senhores querem é, pondo-se em bico dos pés, obterem uma notoriedade que não conseguiriam pela sua competência.E isso é lamentável. E mais lamentável ainda é que se lhes estenda o tapete vermelho como se de grandes personagens se tratassem.

antonio disse...

Tiago, não veja aqui a "mão" de Lisboa. O que está em jogo é demasiado perigoso para que se deixe a quem vive, com a sua família, no local a reolução dos problemas.

Assim o braço da vingança fica curto. A meu ver não tem nada a ver com competências.

sol poente disse...

Todos querem um lugar ao sol mas o sol está cada vez mais distante dos que lutam por ele com trabalho rigor e competência.
O sol é para quem tem padrinhos, expedientes e faz parte da rede de poderes instituídos.

C Valente disse...

E isto est� tudo de pantanas, H� dias fazem entrevista com um Pit� que aparece como um anjo, agora um criminoso, mas com servia de noticiai l� foi, isto na TV, depois entre pol�ticos a situa�o ainda � mais rid�cula .
Amigo as suas palavras s�o imagens, s�o musica s�o verdades
Sauda�es amigas com paz. E sa�de

missixty disse...

Feliz Natal a Todos!
beijinhos missixty

JOY disse...

Boas Tiago,

Aptece-me dizer que tudo isto não passa de um circo de natal,concordo na quase totalidade com tudo o que dizes no teu post,mas deixo mais uma perguntinha ,não acham estranho que uma operação que teóricamente deveria ser no minimo confidêncial tenha ás sete horas da mãnha a comunicação social em peso á espera no sitio certo .

JOY

NÓMADA disse...

Nada é confidencial neste País atado ás pernas duma UE falida.
Nada é confidencial porque os actos são justificados não pela sua racionalidade mas pelos interesses que os guiam.
Mas começo a ter medo. Medo das tensões que se vão acumulando.

Compadre Alentejano disse...

É um bom texto com muita actualidade. Concordo plenamente com as suas considerações.
Quanto ao SNIQPER, temos que o perdoar. Coitado, ainda não ultrapassou os maus tratos da Casa Pia...
Compadre Alentejano

Sniqper ® disse...

Pimba, cairam do pedestal, o photoshop vai fazer luz na blogosfera, mais uns que se espalharam.Boas Festas

quintarantino disse...

Então pessoal, quem de vocês é que caiu do pedestal?

Ah, e arranjem uma foto bonita, que há aqui uma pessoa que parece interessada em fazer não sei com o Photoshop (podia dizer a versão), mas deve ser brilhante pois vai meter luz e tudo...

E ele até manda Boas Festas, mas não devem ser para mim que não costumo receber desejos desses de desconhecidos.

Ó Tiago, é para ti?

Peter disse...

Julgo já ser mais que tempo dos clubes de futebol controlarem as respectivas claques se, por acaso,
estas não controlam já os respectivos clubes.
Os ingleses conseguiram, em boa medida, controlarem os "hooligans".
É estranho que alguns dos suspeitos de "terrorismo" (penso que os actos praticados podem ter esse enquadramento legal) desempenhem funções importantes na claque do FCP.

Quanto ao julgamento do caso da UGT ao fim de 20 anos é puro "surrealismo", embora pudesse vir alinhavar para aqui alguns considerandos.

Podia falar aqui dum problema que se arrastou desde 1976 até 2000, causando-me imensos prejuizos, que não foram ressarcidos, mas não falo. Já me livrei "deles" e que se "lixe" o prejuizo.

Que podemos fazer? É a Justiça que temos e da qual tomamos conhecimento através dos media, ou, o que é bem pior, quando nos "bate à porta".

Bruno Pinto disse...

Parece-me que anda aqui um invejoso a tentar minar o trabalho dos outros... Triste!!

Lampejo disse...

........
:)

Moço de palavras afiadas e cravadas neste blog ....
"Apesar de tudo" não existe explicação para a impunidade.

E para que os direitos humanos sejam efetivamente respeitados no país, são necessárias profundas mudanças sociais, pois há impunidade também quando o governo não atua para acabar com a situação de desigualdade.

Tiago, estou admirada com o teu percurso nos textos.
Belíssimo!

(a)braços :)))

Carol disse...

Não sei porque é que o F.C.Porto há-de estar envolvido no assunto... Só porque um dos suspeitos pertence a uma das claques?! Por favor, em todo o lado há gente boa e gente má, não é porque há uma ovelha ranhosa que todos têm que o ser!
Senão, os bloggers também tinham que ser como alguns que por aqui aparecem...

Joshua disse...

«Ó pá, quando é que avançamos com a operação 'Noite Branca'?»

«Não sei. Para já não. Os tipos conhecem-nos. À noite, em vez de andar aí a metralhar a concorrência, começam é a metralhar-nos a nós.»

«É melhor protelar esta merda, olhem para o que eu digo.»

«A não ser que o sótôr Rio pressione o Poder Central. Os tipos são desconhecidos de cá da zona, vêm de todo o lugar e um gajo aqui fica com as costas quentes.»

«Foda-se, boa ideia. Sabes o número do dótôr Rio?»

«Sei. Vou já ligar... Pronto!»

«Bai ser uma operação do caralho e um gajo até pode fingir-se feridos nas susceptibilidades regionais da PJ e tal, que até dá notícia e bons directos. Bai ser um sucesso.»

«Ó Pidá, ó filho da puta, sabes quem eu sou?»

«Não, Boi, Xibo, Cu-Lasso, não sei. Deves ser um bófias da Capital pelo sotaque. Pode ser que te foda-trate da saúde com jeitinho, pode!»

Em suma, é uma questão de logística e humanística. Quanto ao mais, enquanto o maior Palhaço Triste for assunto lateral de este Fórum, continuará o maior Palhaço Triste a ser assunto de este Fórum: o Sniper já não tem alvos. Bem pode continuar a snipar o próprio olho do cu que gente fica de fora a aplaudir.

quintarantino disse...

Não vale a pena, não vale a pena...

Cati disse...

Noite. Política. Futebol. Grandes "padrinhos".

Isto é um cocktail molotov prestes a explodir... e eu gostava de estar longe!

Portanto, o meu comentário por aqui fica...

Um enormebeijo para o Tiago e pessoal do Notas!

7 Pecados Mortais disse...

É um assunto e delicado e posso concordar com parte do que dizes, mas ao mesmo tempo, não percebo quando e como funciona a nossa PJ. Eu já fui arguido e nunca aceitei bem o facto. São casos diferentes, mas por vezes acusa-se mais depressa o inocente e o verdadeiro culpado "anda a monte". É para ver os próximos passos? É estranho...depois todos sabiam (C.Social) a hora das intervenções. Sei lá...não sei no que posso acreditar. Abraços.

Um Momento disse...

Bom texto Tiago!
mas quanto á tua pergunta...
Durante 20 anos muita coisa acontece e de facto...nada se faz a não ser escrever e escrever...acções... ah pois ... devem ser as da bolsa que mesmo assim...

Beijo grande!!!
(*)