Reflexões iletradas do Zé... sobre o Primeiro e o BCP...

Levantara-se, como habitualmente, pelas sete da manhã.
Era, embora poucos o soubessem, um homem de rotinas.
Tivesse ele sido bafejado pela fortuna de ser filósofo e haveria de ser um Kant, homem, também ele, dado a incríveis rotinas.
Suspirava, de vez em quando, por soltar amarras é certo, mas para isso precisaria de um novo par de asas…

Andara por ali meio ensonado ainda, tomara o pequeno-almoço… aliás, enquanto esperava paciente que o café fumegante amainasse um pouco a sua temperatura, perpassou-lhe um daqueles pensamentos inúteis que, estava convencido, a maior parte das pessoas também tinham… aqueles que o são fruto das conversas com os botões…

“Onde raio é que esta gente vive?” – perguntara-se.

Esta interrogação surgiu-lhe enquanto rememorava os principais tópicos da alocução televisiva do ainda Primeiro-Ministro deste nosso Portugal.

A economia está "mais bem preparada para enfrentar os desafios e as incertezas da economia global"; primeira certeza lá do homem.
O crescimento económico "já próximo dos 2%, é o maior dos últimos seis anos"; segunda certeza.
A reforma da Segurança Social permitiu a Portugal sair "da lista dos países de alto risco"; terceira certeza.
Desde 2005 já foram criados, e "em termos líquidos, 106 mil novos empregos"; quarta certeza.
"O maior aumento do salário mínimo da década"; quinta certeza.
O complemento para "os idosos mais pobres que desta forma contarão com o apoio do Estado"; sexta certeza.
"Há quem diga que tudo isto é pouco ou que conta pouco. Será sempre pouco, é verdade, para quem não precisa ou para aqueles que apenas insistem em desmantelar a protecção social que o Estado tem a obrigação de garantir na nossa sociedade"; sétima certeza.

“Se o homem assegura que tudo isto é verdade, ou a parvónia onde moro deixou de ser Portugal ou qualquer coisa não bate certo”, discorreu o nosso homem, certamente iletrado aos olhos de muitos.
Mas, lá de dentro, do mais abissal das suas entranhas, uma voz murmurava-lhe: "Que queres? Se o homem viesse lamuriar-se, tu e os que são como tu era um berreio do carago. Fala em coisas positivas e lá estás tu com trampices... safa!"

Já com meia chávena de café no bucho, saltou-lhe outra da tampa…

O Vara, essa instituição nacional, corria o sério risco de ter de ir para o BCP.
Ele nunca fora muito de amores pelo Vara, embora tivesse de lhe reconhecer a argúcia suficiente para ser um quase Lacão do PS, mas daí até andarem a falar em OPA’s e pressões políticas na lavandaria em que o BCP se transformou?

Então, pensou o nosso homem, o BCP não é maioritariamente de capital privado?
A Caixa Geral de Depósitos e a EDP (se é que a este monstro ainda se pode chamar público) têm quanto na estrutura accionista do BCP?
Se não têm 50% mais 1 como diabo vão conseguir impor o nome do Vara?
Ou será que os privados, agora, andam todos ao mando do PS?

"Pronto, lá me está esta besta outra vez. Se o Vara vai, aqui d' el rei que os catraios do PS estão a apoderar-se do BCP. Olha o Ulrich... quem manda, escolhe a equipa, mas disto não falas tu. Nem tu, nem os profissionais do bitaite", ouviu outra vez vindo lá do fundo.

Assim entretido nestes pensamentos nem se apercebeu que a mulher procurava desesperada, as chaves duma coisa qualquer…
Quer dizer, devia ser isso porque aquilo já ia pela casa um mar de carteiras donde saíam, em sucessivas vagas, chaveiros, chaves… aos molhos ou sozinhas…

O melhor é levantar-me muito calmamente e ir-me escanhoar, pensou.
Não vá o diabo tecê-las e ainda me vir perguntar, naquele jeito capcioso de interrogação que é meia acusação, se não vi as chaves…

E lá foi, pensando que ainda anteontem o Menino Jesus passara em sua casa. Devia ter sido de raspão. Com tão rápido regresso ao escárnio e maldizer...

35 comentarios:

Shark disse...

Este cidadão admite que existam medidas impopulares que devam e tenham de ser tomadas; admite que nem tudo o que se fez e tem feito em Portugal está mal feito; este cidadão só quer é que os poderes públicos e políticos tenham a ousadia de, uma vez na vida, falarem claro e verdade ao País.

O que infelizmente acontece muito poucas vezes.

Quanto à opereta do BCP, não se desse o caso de ser um dos maiores bancos privados e dava para rir. Tão sérios que eles pareciam ser...

ana disse...

Um político deve procurar vender um discurso de optimismo. Moderado. Sem esquecer a realidade em que se movimenta.

A intervenção de José Sócrates ao país (que desconfio mais de 80% desse mesmo país nem sequer se deu ao trabalho de ver e ouvir) caiu no exagero do optimismo em excesso.

Daí a pergunta da personagem sobre em que país vive esta gente.

Basta estar atento aos jornais: gás, electricidade (agora a pretexto de que têm de enterrar cabos de alta tensão), água, transportes públicos, portagens, pão e até os ovos, tudo com aumentos largamente superiores ao valor da infalação e aos aumentos salariais impostos à função pública e que vão servir de referência ao sector privado.

Quanto ao BCP, a verdade, doa a quem doer, é que aquilo é o espelho de Portugal no seu melhor. Cheira a "chico espertismo" à distância.

Quanto ao Senhor Armando Vara se não tem capacidade, se não tem competência e se é um frete político, não é melhor que vá "fretar" para um local onde o vencimento lhe será paga pelos clientes do banco em causa e não por todos nós como sucedia na CGD?

O Guardião disse...

Os discursos são muito bonitos, a realidade é que é uma grande porra! O aumento da minha reforma por exemplo, será inferior ao aumento do ordenado mínimo, já os aumentos anunciados são todos superiores ao valor calculado para a inflação do próximo ano. Será que é preciso ser um génio em finanças ou em economia para topar à légua que Sócrates vive num mundo diferente com colorações rosa e nem percebeu ainda o que se passa no país que é suposto estar a governar?
Lamento que ainda haja quem persista em proferir comentários politicamente correctos, porque a verdade não se compadece com esses paliativos.
Cumps

Manuel Rocha disse...

Sobre a politica económica em geral, e para me sentir habilitado a comentar com propriedade o que quer que fosse, eu gostaria de ler algo que tivesse mais a ver com a gestão dos recursos e menos com os critérios da sua distribuição.

Alguém que me demonstre que estratégicamente temos a economia no caminho desejável. Depois de perceber que modelo de sociedade pretendemos para o futuro e que recursos temos capacidade de gerar para a suportar, estarei interessadissimo em discutir a sua distribuição.

Entretanto andei dois meses à procura de um servente de pedreiro. Pagava 50€ por dia e os respectivos descontos e não arranjei ninguém, sendo certo que as pessoas inscritas no centro de emprego e a cobrar por isso à SS recusaram por ser longe ( 8 km ).

Independentemente de se ser pró ou contra qualquer governo, teremos de convir que algo de muito errado se passa no reino dos governados, sob pena de nos eternizarmos em infinitas lamúrias.

Quanto ao Sr Vara. Bem, Quint, Varas há muitos. Desde logo nos nossos locais de trabalho, na secretária do lado. Porque é que não nos insurgimos antes contra esses, lhes desmascaramos os oportunismos e pomos a casa em ordem antes de atirar pedras aos telhados dos vizinhos ?

Os senhores professores, por exemplo, que passaram anos a reclamar em privado dos colegas que eram uns baldas e que no fim tinham a mesma classificação dos que davam o litro, pois todos eram classsificados por igual, porque ficaram tão preocupados quando alguém tentou meter justiça no sistema e valorizar o mérito de quem o tem ?

António de Almeida disse...

-Para influenciar uma nomeação não é forçosamente necessário deter a maioria do capital accionista, o estado tem muitos negócios com alguns dos accionistas do BCP, logo existe capacidade de influenciar, talvez seja exagerado falarmos numa OPA, tecnicamente está muito longe disso. Quanto ao cenário pintado na mensagem de Natal, foi a leitura do conto "Socrates no país das maravilhas"!

Maria P. disse...

Não foi o Menino Jesus que passou, foi o Pai Natal...

Bem escrito.
Um bom dia*

Cati disse...

Uau!
Mas que bela maneira de reflectir sobre os acontecimentos dos últimos dias... Quase literário, quase crónica... Fantástico!

Foi uma maneira bem agradável de saber as baboseiras que o nosso "primeiro" foi debitar à TV... Como era dia de Natal, assim que o senhor começou a falar, desliguei a TV... e fui comer mais um sonho (e sonhar mais um pouco!)

Um grande beijinho com desejos de um FANTÁSTICO 2008!

antonio disse...

Quint, belo texto, mas tudo se resume a uma única questão: não podemos ser salvos pela fé? Mesmo que ela seja uma fé socratina?

Daniel J Santos disse...

Voltarei logo mais para comentar o texto, por agora dou os parabéns ao Notas Soltas e respectivos autores,pelo o destaque que é dado a este blogue no jornal Publico, na P2, na rubrica blogues em papel.
Só mostra o excelente trabalho que aqui tem sido feito.

Tiago R Cardoso disse...

Com esta fiquei surpreendido o Notas Soltas em destaque no publico, tenho de ir ler.

Mas quem terá sido o inteligente que se lembrou de por o teleponto em cima da câmara de televisão, tivemos o Sr. Sócrates a falar para o país, contando estas bonitas historias, onde estamos perto do paraíso, com um olhar para o infinito.

Eu quando liguei a televisão e levei com semelhante imagem, pensei, queres ver que o homem esta a tentar-se ver a um espelho para ver se ao menos consegue que um acredite nele.

bluegift disse...

Muito jogo, muito jogo, meu caro Quint. Sem produção não vamos a lado nenhum e os senhores agiotas do dinheiro pantanoso, vulgo Bancos, lá se vão entretendo com os jogos de poder enquanto aproveitam para seduzir o Zé povinho e sugá-lo até ao tutano. Todos da mesma malha.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Pois, eu acho que os discursos têm que ser optimistas e que até há medidas anti-populares que teriam que ser tomadas. Mas o que acho também é que a postura do Primeiro-Ministro deve ser uma postura de transparência, proximidade e verdade para com o País. A postura do Primeiro Ministro não pode ser, pura e simplesmente, o resultado dum trabalho de marketing e imagem ainda por cima bastante comprometido do ponto de vista ético. Sim, porque os portugueses ainda conseguem ver o país em que se inserem e as dificuldades que sofrem. Tanta maravilha não condiz minimamente. Claro que, ao aproximar-se a data das novas legislativas, fartam-se de aparecer luzes ao fundo do túnel. Depois das legislativas as luzes apagam-se muito rapidamente.Assim nos habituaram os dois principais partidos do poder.
Relativamente ao BCP é o casamento perfeito da política e da economia que gera filhos corruptos.
Todos nós devemos pensar no que é que realmente queremos para este Portugal açoitado por maus ventos do centro e da Europa.

Blondewithaphd disse...

Thank God I didn't watch the PM's speech to the Nation! I had better and much more important things to do! Besides, it's always the same old story! We live in Wonderland!

A very good text in a very personal style (hard to catalog). "Com tão rápido regresso ao escárnio e maldizer...", that's the salt of the Earth, come back anytime!

Manuel Rocha disse...

Silêncio:

Sábias palavras as suas sobre o marketing de imagem. Mas, pergunto, há consumidores para produtos não promovidos ?

Dá-me exemplos de projectos politicos recentes bem sucedidos com base no marketing de ideias ?

E quem são os consumidores do marketing de imagem ? Marcianos ?

Subscrevo sem ler qualquer revisão da promoção dos projectos politicos, que podem até ser apenas numerados, prescindirem de rostos e siglas. Mas garante-me que depois os votantes irão escolher o melhor projecto e não apenas aquele que melhor parece resolver as questões imediatas da sua própria agenda ?

A ideia cândida que somos todos manipuláveis e manipulados parece-me carecer de revisão. Não acha ?

SILÊNCIO CULPADO disse...

Manuel Rocha
Não, não acho. E sabe por quê? Porque fui durante 10 anos responsável pelo marketing e imagem duma grande empresa do país. Procurei sempre demonstrar a validade dos produtos que punha no mercado esclarecendo o consumidor. Mas nunca utilizei técnicas pouco éticas de manipulação. O marketing é bom se for feito com honestidade. Esclarece o consumidor sobre todo um conjunto de opções de que dispõe. Mas é fundamental que seja credível.
Digo, sem falsas modéstias, que era boa naquilo que fazia. Quando decidi sair da empresa fui substituída por alguém que procurou resultados mais rápidos sem se preocupar demasiado com certas questões que eram preocupação minha. Teve melhores resultados que eu no curto prazo mas, rapidamente, se deu o declínio e as vendas começaram a cair.Eu estive no cargo durante 10 anos e saí porque quis. Em 4 anos já passaram pelo lugar 3 responsáveis e, inclusive, já me contactaram para prestar serviços de consultoria ou voltar a ser contratada. E isto porque para fidelizar um cliente é preciso oferecer-lhe credibilidade e segurança.
Claro que o que não se comunica não existe, como diz Vicente Rodrigues.
José Sócrates tem que se apoiar no marketing e imagem e perceber a recepção dos seus públicos. Porém a validade da mensagem não é a técnica de marketing mas a veracidade do seu conteúdo. E o que se passa é que não diz a bota com a perdigota. Em situação normal o produto "José Sócrates" poderia passar rapidamente da maturação ao declínio. Porém, dadas as circunstâncias de poder exercer pressão sobre órgãos de comunicação de massas e dispondo de verbas que pode usar a seu bel prazer sem levar à falência "a empresa que gere", vai demorar mais tempo até porque os produtos concorrentes são de fraca qualidade.

NÓMADA disse...

Estou em crer que José Sócrates acabará por ganhar as próximas eleições e até com a maioria absoluta. Não porque os portugueses lhe dêem crédito mas porque a imagem dos políticos está muito desgastada e não me parece que tenha opositores à altura para lhe disputarem o lugar.
Verificando a actual situação do país e o discurso preferido, chegamos a sentir arripios pela desfaçatez da comunicação.
É o que eu sinto.
Acho que este é um espaço livre, ou não será?

quintarantino disse...

Nómada, caríssima visitante, aresposta está logo na nossa caixa de comentários.
Penso eu que tem sido evidente que este é um espaço livre. E de polémica.

Carol disse...

Estava a ler o post e a visualizar-te na pele do personagem. Talvez seja por isso que o Blogue em questão tem alcançada este sucesso. As palavras são sentidas pelos autores, falam da vida real, daquilo que a grande maioria da população sente, mas com sapiência dos temas abordados. Aqui, não se debita por debitar. Há, de facto, uma mensagem a querer ser trnsmitida.

P.S.: Maria, em minha casa também é o Menino Jesus que traz as prendas, a paz, o amor... Afinal, não é o seu nascimento que celebramos?!

quintarantino disse...

Manuel Rocha, meu caro e arguto comentador:

Tem toda a razão quando diz que Varas há muitos.
No local de trabalho, por exemplo, existem Varas, Zitas, Louçãs e quejandos.

No entanto, e desculpar-me-ã, Varas como aquele só conheço este e poucos mais.

Depois de uma Fundação (ainda se recorda), sobrevieram as questões lá com a Independente, por exemplo.

Pode ser só azar, e eu admito que é, mas o homem tem o condão de aparecer sempre associado a certas trapalhadas.
No caso do BCP, penso que fica evidente que me é indiferente. Não sou nem accionista, nem interessado. Se o querem lá, problema deles.

No resto, meu caro, não é questão de mais reforma, menos reforma. É que pântano de que falou Guterres, mas acharmos que mais vale berrar que falta aquele estar cá dentro em vez de lutar por sairmos dele!

NINHO DE CUCO disse...

Sabem o que eu acho do discurso de PM e do que se passa no BCP? Só isto: crise de valores e consequente falta de vergonha dos políticos.
E ainda por cima querem passar um atestado de menoridade mental à quase totalidade dos portugueses! Tenham dó!...

Pata Negra disse...

Das duas uma, ou o BCP é público ou o governo é privado!

C Valente disse...

Saudações amigas com votos de
Bom Ano Novo

Vieira Calado disse...

Olá, meu caro!
Acabo de chegar de férias e apresso-me a cumprimentar os amigos.
UM FORTE ABRAÇO.

Peter disse...

Quando se mente sistematicamente acaba-se por acreditar nas próprias mentiras.

Pelo caminho que as coisas levam, vou comprar um porquinho-mealheiro para guardar os Euros que comecei a poupar desde que deixámos de jantar.

Esta é verídica:
- O pai dum amigo meu tinha um amigo que era um forreta desgraçado que andava num autêntico"chasso".
- Um dia disse-lhe:
"Oh fulano, se um dia alguém vir o teu carro numa estrada e com a chave na ignição, deixa-o lá ficar".
- Resposta do outro:
"Pois é, mas nem tu imaginas a massa que tenho no banco."
- Resposta do pai do meu amigo:
"Tens, tens, mas quem se goza dela é o banco."

Rui Caetano disse...

Uma excelente reflexão.
A política económica é um mundo demasiado complexo de se perceber os seus contornos.
Estes entendidos consideram-se uns especialistas e são muito bem pagos pelos cargos que ocupam, quanto a nós, os contribuintes simples, só nos resta assistir e esperar que não nos retirem o resto dos nossos euros.

Manuel Rocha disse...

Quint:

Estamos de acordo !

Silêncio:

Eu devo ter-me explicado mal porque acho que me respondeu ao lado. Básicamente concordo com tudo o que diz, continuo é sem perceber qual é o nosso papel enquanto consumidores de marketing, e era nesse ponto que um destes dias teria todo o gosto em levar esta reflexão conjunta mais longe.

Guilherme Santos disse...

Muito bem, tive a oportunidade de ler o publico e ver que o Notas está lá.

Excelente texto com uma excelente reflexão, bem incorporado o personagem.

quintarantino disse...

Amigo Guilherme Santos sabe que, nós por cá e contrariamente a outros, não somos de grandes gabarolices. Preferimos ir lá pela força da qualidade. E da persistência.

Bruno Pinto disse...

Este é um blog de uma qualidade perfeitamente invulgar. Fico feliz por estar a crescer de forma tão rápida e consistente e congratulo-me por ter presenciado à sua implementação desde o início. Muitos parabéns e vamos todos entrar em 2008 com o pé direito.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Manuel Rocha
Tenho por princípio não entrar em diálogo com os comentadores porque, entendo que o centro da discussão deve ser o texto. Mas porque já não é a primeira vez que se me dirige, nomeadamente quando falei na condição de lobo, inerente ao homem (sociólogo Foucault e muitos têm-na referido e nada tem a ver com bases territoriais)vou sintetizar a questão do marketing ou do nosso papel como consumidores de marketing. A questão não está em nós consumirmos o marketing. O marketing existe para ser consumido. A questão está em não haver regras que impeçam que nos sirvam um marketing estragado. O que o PM José Sócrates fez com o discurso de Natal é o mesmo que fazem algumas operadoras de comunicações que oferecem tudo e mais alguma coisa por dez euros (ex. net+telefone) e depois quando o cliente está seguro levam-no a assinar um contrato por dois anos e aquele valor só se verifica por dois meses e a partir dos dois meses é mais caro do que os outros produtos equivalentes.
E aqui, para mim, é que está o cerne da questão. Estas práticas deviam ser abolidas. São desonestas.

7 Pecados Mortais disse...

O comentário do PM Sócrates foi escrito por mim....(risos). Foi fácil, sem trabalho, de grande publicidade enganadora. Foi fértil na criação da "Alice no País das Maravilhas". Assim também sei discursar...O que tu queres sei eu!!

Joshua disse...

Todo o pecado está em sequer ouvir um discurso esconso a partir de uma cara de sonso.

E a Campanha continua!

Alda Inacio disse...

Quintarantino, venho estender minha mão de paz e amoe, desejando-te um Novo Ano repleto de calma, amor e sabedoria. Com ese gesto venho dissipar as mágoas, se as tem, para que comecemos um ano leves e animados.
Convido-te a dar uma palavrinha lá no SOS num post que coloquei sobre imigrações.
Grande abraço de Alda

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá Querido Amigo, TANTARANTINO, tenho uma prendinha para ti no FOTOS-FERNANDA.
Muitos beijinhos,
Fernandinha

Metamorfose disse...

Meu amigo, venho desejar-te umas excelentes entradas e um grande Ano de 2008, com tudo de bom para ti. Beijos