Se o poder escaqueira partidos, a oposição mina-os...

O Tomás de Torquemada da política portuguesa, de seu nome Francisco Louça, começa a ver o castelo a abrir fendas.
Aparentemente, é tudo por causa do famoso acordo entre o Berloque de Esquerda e o PS para a Câmara Municipal de Lisboa, mas penso que existem razões mais recônditas que justificam esta crise larvar.

Na Assembleia Municipal de Lisboa um deputado municipal do BE ameaçou pôr em causa o acordo com os socialistas.
Só que Heitor de Sousa não é um qualquer.
Vem do PSR e integra há muito a maioria afecta ao líder do partido, Francisco Louça e ocupou funções de relevo no BE, nomeadamente a de chefe de gabinete do Grupo Parlamentar na Assembleia da República.

A contestação surgiu por ter sido anunciado que a autarquia iria rescindir com 127 funcionários avençados.

Carlos Marques (ex-UDP), também ele com assento naquele órgão, acusou o toque afirmando que "despedir trabalhadores é contra o nosso código genético".
Consta nos corredores do poder que a denúncia do contrato firmado entre os dois partidos arrastará Sá Fernandes.

Penso que é possível fazer leituras mais profundas deste episódio.

Uma, apontará no sentido de possivelmente dentro do BE, a ala mais ortodoxa que será a que aparentemente se mantém fiel a Louça, ter percebido que o capital granjeado em Lisboa se deve mais ao nome e acção de Sá Fernandes do que propriamente à eficácia da acção e propostas do BE.
Presumo que isso será inaceitável para a máquina do BE.

Outra, resultará do facto de o BE apregoando querer ser e ser um partido diferente, fora da órbita do poder, desejar efectivamente poder.
E, agora que o vai conseguindo, começar a sofrer o mesmo desgaste a que os equilíbrios e a gestão dos poderes dentro do poder levam.

A acompanhar. Digo eu.

Mais à direita do espectro, Manuel Alegre, o tal agora “enfant terrible” do PS veio a terreiro voltar a mostrar que ainda vive.
Agora questionou o Governo como se faz a outorga da concessão de toda a rede viária nacional, sem concurso público e sem qualquer debate no Parlamento, a uma única sociedade anónima, a Estradas de Portugal?
Lembra até que "o direito à livre circulação nas estradas, sem pagamento de quaisquer taxas ou impostos, está secularmente associado à liberdade individual e ao desenvolvimento económico, desde o final da Idade Média".

"As estradas sempre foram consideradas domínio público e sobre elas, nem os senhores das terras nem os mercadores tinham quaisquer direitos, cabendo ao rei e à lei garantir a liberdade de passagem de todos", frisou.

Mais à direita ainda, no PSD parece que voltam os tempos em que uns correm para um lado e outros para outro.
Marco António Costa, à revelia do desejo de Meneses, veio expressar que quer um referendo à regionalização em 2008.

"Toda a gente sabe da cumplicidade política entre mim e o doutor Menezes, só que eu pauto-me por critérios de independência de pensamento e enquanto o presidente do partido tem as suas prioridades nacionais eu tenho as minhas prioridades regionais", sustenta Marco António.

Marco António Costa discorda ainda da proposta que está em cima da mesa na revisão da lei eleitoral autárquica, que está a ser negociada entre PS e PSD. "Vai trazer instabilidade aos executivos municipais e gera desequilíbrios nas assembleias municipais, para além de lhes retirar independência. Temos um sistema calibrado que vai ser alterado", disse.

No outrora CDS, hoje apenas PP, é o ex-dirigente Pedro Melo quem vem a terreiro atacar Paulo Portas sobre a questão do Tratado de Lisboa e pelo défice de diálogo na vida do partido.

E ainda há dias me confidenciava o Tiago que não acontece nada na política lusitana.
Está bem enganado. Episódios destes há-os aos montes.

E quem os souber ver, depressa aprenderá que o poder é um cimento extraordinário.
Na hora em que se tem poder, aplaude-se o chefe embora se possa resmungar pelos corredores.

Na hora em que se começa a ver a derrocada, aparecem as ratazanas…

E quando não se tem poder, zangam-se, matam-se mas só até ao momento em que podem regressar ao poder.

Ainda há dias me dizia um amigo a propósito da vida política local: “Ó pá, isto de se ser oposição é uma chatice”.
Pois é!

45 comentarios:

Shark disse...

Não gosto de políticos. Ponto final.

Anónimo disse...

Estás-te a meter por onde não deves. Quem te avisa, teu amigo é. Vê lá se queres acabar a levar no focinho.

Fernanda e Poemas disse...

Olá amigo, li e reli o seu texto, tudo muito certiho na minha maneira de ver a política.
Agora, fiquei pasmada quando li o comentário do blogue anterior, nada......É anónimo.
Querido amigo do coração, estou contigo sempre.
Muitos beijinhos,
Fernandinha

António de Almeida disse...

-Sobre o BE já escrevi, e estamos genericamente de acordo na análise, Manuel Alegre desta vez, e bem a meu ver, absteve-se na votação em causa, porque fazer declaração de voto, e votar ao lado não é suficiente, quanto ao Marco António do PSD, ele tem eleições em breve na distrital do Porto, pelo que necessita de marcar posição, ainda que seja candidato único, mas será apenas para consumo interno, quanto á proposta da lei eleitoral autárquica, a questão é mais profunda, pretendo escrever em breve sobre o assunto, mas genericamente estou de acordo com Menezes, quanto ao PP, não há diálogo, porque não há política sequer, apenas pesca á linha, nesta ou outra causa avulsa, agora são os impostos, por sinal assinei a petição, porque estou de acordo com ela, mas o PP deveria ser um partido político, quais são mesmo as propostas?

O Guardião disse...

A fórmula partidária existente em Portugal está a mostrar-se esgotada. De facto é o poder que cimenta a coesão interna, o que demonstra que os lugares são mais importantes do que os princípios e as convicções.
É trite, mas é a verdade.
Cumps

Tiago R Cardoso disse...

Antes de comentar este texto, farei isso mais logo, venho publicamente agradecer a presença do anónimo que está mais acima.
Fico extremamente satisfeito com a presença de tão grande intelectual, que de uma forma concisa e interessante mostrou o seu ponto de vista.
Agradecemos o aviso e tenho a certeza que logo nem vou conseguir dormir com medo de tal ameaça.

quintarantino disse...

Bom, se isto não é estar a ser incómodo e a provocar o debate, então não sei o que é.
Vejo, com grande surpresa, que algum desses valentes que foram baptizados como "Anónimo" teve a maçada de aqui vir alertar para que não me metesse no que não devia sob pena de acabar a levar no "focinho".
Apesar de não ser um "sexy man", tenho o grato prazer de me ver ao espelho todos os dias e ver uma cara. Focinho não!
Isso deve ser o que lá o dito cujo "Anónimo" vê.
No resto, podia apenas ter dito onde lhe doía... no cotovelo bloquista? na costela socialista? no calcanhar social-democrata? na aorta centrista? ou no testítulo que aparenta não ter?

Joshua disse...

O poder está na rua. Blogues ao poder! Se o sistema representativo está um queijo inconsistente suíço, é preciso espevitar esta merda. Não resta alternativa senão que a oposição e a corrupção ao muro do poder seja perpetrada por novos actores ou por actores completamente inesperados e insuspeitos. Nós. Mas sobretudo a Fernanda dos Poemas e o Sniper.

Dada a marcada vertente política dos nossos blogues, nada como passar do paleio escrito ao paleio dito alto e bom som nos telhados do Portugal mediático, mediante a mediação mediadora e massiva da corajosa e atenta Bloga.

E já agora, tu que arregimentas e levas a toque de caixa o T e o S, mostra ainda mais o que vales e funda lá um movimento blogístico de intervenção opositiva e vocação de Poder, ó Tarantino. Graças a ti, poderemos mandar passear o Zé do BE e muitos outros espectros de compromisso e entalamento com a necessidade de despedir trabalhadores e de fazer cortes.

Poderia chamar-se, a esse movimento: Políticos Soltos, Portugal Tonto. Contra a confusão promíscua do Executivo socretino e das Oposições menezianas inexistentes, a blogocidadania vai passar a dar cartas.

Agora mexe-te, ó cara de cu (não desfazendo!), meu caro amigo Tarantino!

Joshua disse...

O mais natural é que esse filho da puta anonimal seja da estirpe suína da do que também tive de levar. Tarantino e Tiago, vocês não lhe dêem trela, ignorem-no simplesmente. Um anónimo é uma bosta covarde e inexistente. É para apagar ou fingir que não está ali.

Desculpem-me, mas eu tenho uma coisa com 'anónimos'.

Sniqper ® disse...

Bom Dia Caro Quin,

Começando pelo texto, o que de facto é e deverá ser sempre a razão de comentar, que mais poderei dizer, nada.
Assinar por baixo do que escreveu é o certo, porque na realidade quando por exemplo esse seu amigo lhe diz que ser da oposição é uma chatice, que dirão os portugueses que aguentam os dois lados?
Mas enfim, sofrer faz parte do crescimento humano, aumentando assim a nossa capacidade de resistência.

Como diz e muito bem o Joshua, alguns blogues neste momento estão ao que parece a incomodar muita gente, o porquê ainda não entendi, será por a tal liberdade que a Democracia nos concede não contemplar o que escrevemos? Talvez seja, mas a grande verdade é que se alguém incomoda alguém neste País não são pela certa o blogues, sim outras formas de comunicação.
Mas como já sabemos é sempre o "mexilhão" que leva com as ondas e mais nada, o nosso destino é mesmo desistir ou aguentar, eu por mim fico e vocês?

Quanto ao triste episódio do Anónimo, meu caro amigo, desses tristes não reza a história, escondem-se atrás de ip's gerados por sites de navegação anónima, tentando desse modo destabilizar, mas meu caro não passam de tristes figuras, de simples lacaios ao serviço de alguém que por falta de alguma coisa não o faz publicamente, aliás acho que deveriam começar a ter outro nome que não Anónimos, mas sim Aves Raras Em Vias De Extinção.

Que a força, clareza e boa escrita continue a dominar o Notas Soltas e todos os blogues que nas mais diversas áreas fazem o seu trabalho limpo e de consciência tranquila, quanto aos outros, o dia virá em que descuidados mordem a língua e caem que nem tordos, azulinhos pela contaminação do seu próprio veneno, é só esperar.

Márcio disse...

Olha aqui está a prova que este blog é uma referência… e o medo algumas pessoas está a começar a instalar-se. Será que esses leitores também têm telhado de vidro pobre!? E então com medo que alguma coisa das suas cabeças também chegue até cá?

A política nacional, e os políticos – nomeadamente da oposição – então todos a queimar-se a si próprios. Pelos vistos, repararam que já não têm armas – quero dizer, argumentos – de queimarem o governo. Faz-me parecer que em vez de a oposição tentar lutar para chegar ao poder, estão agora mais virados a lutar para tornarem-se apenas líderes da oposição.

bluegift disse...

Caros vizinhos, será impressão minha ou a vossa caixa de comentários está a ser atacada por um "vírus psicótico"? Ainda não parei de rir!!! G'andas doidos...

Quanto ao artigo, concordo que as ratazanas são o que mais abunda na nossa política e não só. Como já disse há uns tempos, e cada vez me convenço mais disso à medida que me apercebo melhor do que se passa nos outros países europeus, nós somos ainda muito básicos e imaturos. Precisamos crescer, amadurecer, tornarmos-nos mais adultos e informados em relação à política e à sociedade. Vai demorar mais uns bons aninhos e não sei se alguma vez lá chegaremos.

Um Momento disse...

Isto de politica...
Ai ai...
Gosto de vos ler...
Mas á vezes... comentar-vos é para mim um pouco dificil...
(é que me apetecia baptizar de novo certos"politicos" ;o)
Hum...
Bom fim de semana :))

(*)

Um Momento disse...

Hum... mas há aqui um anónimo que deve estar preocupado com algo ...é esse tipo de pseudo-gente que me "encanta",pois mereciam também ser"baptizados"
;o)

(*)

C Valente disse...

Sempre a grande verdade o poder corrompe, principalmente homens de pouca verticalidade e palavra
Bom fim de semana
Suadações amigas

Carol disse...

Quanto ao texto, excelente como sempre!
Este é o Blogue de referência e a prova são os anormais, perdão, anónimos que começam a aparecer por aqui e a ameaçar a integridade física de quem escreve e dá a cara e o nome pelo que escreve.
Caro anónimo, quero desde já dar-lhe os meus pêsames pelo nome que os seus paizinhos lhe deram. Coitado, deve ser triste chegar a qualquer sítio e fazer-se anunciar: «Diga que é o sr. Anónimo... Ele sabe quem sou.».
Depois, queria-lhe dar os parabéns pela forma como escreve. É tão sucinto... Também é parco em raciocínio, mas com o nome de Anónimo não podíamos esperar grande coisa...
Diga-me lá o que é que o incomoda... Não gosta do focinho que vê ao espelho quando se levanta pela manhã? Ou será que a falta de genitais (leia-se TOMATES!) o perturba sobremaneira?
Seja homem e assuma aquilo que diz dando, pelo menos, o nome! De cobardes está este país cheio e a assinar «anónimo» é difícil perceber qual deles é! Ou talvez não seja... Deve ser um político de trazer por casa, que é o que mais há por este país.
E se me quiser ameaçar também, pode estar à vontade. O meu nome é mesmo este. Não me escondo, não sou cobarde. Digo o que penso sem rodeios porque, apesar de ser mulher, tenho-os no sítio!!

J disse...

Estamos à espera de quê? para neutralizar este governo, que tanto mal tem causado aos portugueses.
Claro que há muito tempo se vem notando que pretende aniquilar esta nação valente e imortal, através das suas acções irracionais.
Estamos a atravessar a era passada de 45 mas de forma diferente. Não um holocausto onde predominam as bombas e os canhões, mas diversos cortes que levam os portugueses à ruina.
Quererá este, criar o Super-Homem, como já antes Hitler tencionou fazer, e este sim é que levou no focinho?

Sniqper ® disse...

Tás Feito Anónimo...

Tristes são aqueles que de si se escondem, por medo, falta de genitais (leia-se TOMATES!), citando a Carol, ou seja lá pelo que for, acho que essa raça está a proliferar em demasia, mas dia menos dia acabam atolados na porcaria (leia-se MERDA!) que tentam fazer...

Quando julgamos estar a coberto de técnicas que nos podem facilitar o insulto sob a forma do anonimato, outros podem dominar muito melhor essas mesmas técnicas, e depois?

Blondewithaphd disse...

Man, do I like a good Lusitanian fight!!!
Ignoring something is not giving it power or energy.
This time I'll have to agree with Manuel Alegre. Gimme a break, privatise roads?! Hilarious!
As for BE, it's not the first time I say this, but he represents Caviar Left, walking around in Armani coats and feeling sorry for common mortals! (not that I don't like Armani coats!)
Now, am I a candidate for having my blond face smacked?

antonio disse...

Oh, Quint tu levas esses rapazes (os políticos de que falas) demasiado a sério, é natural que alguém provido de bom senso te queira dar umas palmadas... eu própro me sinto tentado a fazê-lo.

O Manuel Alegre? Esse acorda de vez em quando para nos recordar o inconsequente e a nulidade política que é (e que pelos vistos sempre foi), quanto aos outros gosto do Louçã, faz-me rir.

Sniqper ® disse...

Já estava admirado...

Não podia faltar a Pombinha Azul nas suas maravilhosas conclusões, haja pachorra.

Bem Caro Quin, começa por levar no "focinho" logo de manhã, agora ao meio da tarde "umas palmadas", isto está a ficar grave, o que será que a noite reserva? Deportação para as Berlengas?

Sim porque isto de levar os politicos a sério não é coisa que se deva fazer, porque realmente será que a politica que fazem é merecedora de tal?

Alma Nova disse...

"Dividir para reinar"
frase antiga e que se aplica quer aos detentores do poder, quer aos outros que tudo fazem para lá chegar. Olhando bem, bem, lá fundo, são todos a mesma coisa e mal de quem não o consegue ver.
Quanto a esta amostra de gente que, seguindo as regras da má educação, entra sem se anunciar...e que tal aprender a ser Homem e ter pelo menos a coragem de dizer o seu nome?!
As verdades incomodam? Tape os olhos, os ouvidos, faça lá o que entender...mas pelo menos aprenda a respeitar os que ainda se preocupam com este País que é nosso!
Pelo que li nestes comentários, também voa por aqui uma Ave que deve ter uma vida de Rei. Então a política não é para levar a sério??? Os polítcos, pagos por todos nós, não deveriam ter uma tarefa séria e honesta a cumprir???
Ou será isto tudo uma enorme teatrada que só os que assistem de camarote conseguem apreciar??!!!

SILÊNCIO CULPADO disse...

A crise de valores está na sociedade e está na política. Está na sociedade com a sua intolerância e o seu individualismo que criam frustrações. Mas que esperar de uma sociedade em que a política passa a ser protagonizada num palco de desonestidade intelectual? Numa sociedade em que cada um procura ouvir a sua voz e impor a sua razão seja a que preço for?
Fico triste quando olho para os partidos políticos e não os vejo como uma alternativa credível. E ainda fico mais triste porque acredito nos valores da democracia e porque penso que os partidos políticos têm que ser a alternativa.
Nesta linha de pensamento eu penso que vale a pena não deitar abaixo só para deitar abaixo e satisfazer a frustração. Temos que ajudar a construir. E a construção faz-se com tolerância e solidariedade. E as pessoas ganham-se com comprensão.
Gostava de saber em relação ao anónimo que está zangado o que é que ele tem contra este blogue do qual também faço parte? Alguém foi desonesto ou incorrecto ou feriu os valores de alguém? Para mim a sua opinião é tão válida como qualquer outra. Não lhe tiro valor pelo facto de ser anónimo.Apenas não gosto da sua forma de se exprimir que, como deve concordar, não é a mais correcta. Mas gostava de perceber o que é que o revolta. É que ainda a credito no diálogo e no bom senso das pessoas.

NÓMADA disse...

Não tenho partido nem voto sempre no mesmo. Costumo dizer: sou dos cidadãos que contribuem para a mudança. Por isso não fico ao rubro, e muito menos entendo quem o fica, por se atacar este ou aquele partido. São exercícios normais de cidadania. Contudo, penso que o carácter de uma pessoa, a sua educação e os seus princípios, poderão ser lidos quando está à mesa do jogo, com uns copos a mais ou faz um comentário anónimo. Um verdadeiro(a) senhor(a)nunca passa os limites mesmo nessas circunstâncias. Todos os pontos de vista são válidos e quanto mais diferentes mais se confrontam e quanto mais se confrontam mais questionam e quanto mais questionam mais esclarecem e quanto mais esclarecem mais aproximam as pessoas?
Não concorda senhor comentador anónimo? Não gostava de comentar identificando-se e falando como pessoa civilizada? Acredito que apesar de se esconder nesse papel deve a si próprio mais do que isso. E se calhar até tem muito para dar. Não desista mas não precisa mostrar os punhos para dizer o que sente. Nós sabemos ouvir.

Tiago R Cardoso disse...

Aquilo de bloco sempre achei que tinha pouco, tentar unir diversos sectores com a cola da esquerda da esquerda, não acho que fosse uma ideia com futuro.
É claro que para que os ciumes tinham de surgir, vir reclamar dentro do próprio partido contra uma das únicas coisas que se podem gabar, parece-me que alguns querem também um pouco da luz dos holofotes.
Evidentemente que o bloco só está onde está na câmara de Lisboa, devido ao Sr. Sá Fernandes, estando portanto dependente dele.

O Sr. Alegre já nem vale a pena falar, se precisasse-mos de comprar um exemplo de falta de coerência, não seria preciso, visto que ele já representa muito bem.

Daniel J Santos disse...

Todos os dias eu leio o que se passa por aqui, mas nunca comentei, como diria o outro "pelas razões já conhecidas" mas neste caso conhecidas pelos autores deste blogue.
Resolvi comentar pela qualidade das participações nos comentários que eu tenho vindo a notar, endereçando os parabéns a todos.
Gostava de particularizar e endereçar ao senhor anónimo, os meus sinceros desejos que siga por esse caminho que mostra estar a trilhar, peço por favor que não se distrai se não perde-se do seu pastor e da sua manada.

Zé Povinho disse...

O poder corrompe e a oposição é uma desgraça. Estamos lixados, mas não é de hoje.
Abraço do Zé

Miss Vader disse...

Olha, um gajo quer bater no meu pai.

NINHO DE CUCO disse...

Deixo 3 quadras de António Aleixo como comentário ao post e aos comentários.

Tu que queres ser alguém
pelo que julgas valer
não perdoas que ninguém
seja o que tu queres ser.

Tira a máscara do teu rosto
senão serei obrigado
a dar-te o grande desgosto
de andar também mascarado.

Talvez paz no mundo houvesse
embora tal não pareça,
se o coração não estivesse
tão distante da cabeça.

23 de Novembro de 2007 19:37

GIL disse...

Nós precisamos dos partidos e da oposição para vivermos em democracia. E em democracia devemos ter liberdade para dizermos o que pensamos mas dizermos com a correcção e o respeito que os outros nos merecem. Este blogue tem muito de bom mas também tem o seu lado menos bom.Não se pode falar porque há logo quem nos caia em cima de um modo muito pouco democrático. E então os invejosos que andam preocupados se a ave é azul ou não é azul só porque sentem que ali há alguém que usufrui de uma posição que eles não têm. Revolucionários que só olham para o umbigo não me convencem. Agora há termos para se falar e expor. Um blogue é um espaço público que está aberto a quem vem e a mim apetece-me vir. Não gosto de encontrar anónimos a dizerem nojeiras nem o dono a pôr as
mãos na cintura. Se querem ter um blogue a sério devem fazer por isso.

Sniqper ® disse...

Olha, um gajo quer bater no meu pai...Miss Vader

Não te preocupes amiguita, que dos covardes não reza a história, e se caso for necessário eu tenho boas relações com o UNDERTAKER, como tal eu e ele tratamos dessa ave rara, e claro não duvido sequer que a esta hora o dito cujo ou cuja, já não vá a caminho do buraco com o rabinho entre as perninhas...

Mal sabia tal personagem onde vinha ladrar, espero que sirva de exemplo aos próximos lacaios que por aqui tentem tais manobras.

mac disse...

Eu até era simpatizante do BE, isto até às legislativas de 2005. Quando o PS temeu que teria uma minoria relativa, e começou-se a desenhar um possível acordo à esquerda, o BE, sentindo o cheiro do poder, começou a enconstar-se ao PS, e a mudar o seu discurso. A partir dessa data, estes senhores são igual a zero...

quintarantino disse...

Umas palavras apenas...

1 - O facto de aqui ter vindo um anónimo a mim não me incomóda por aí além. Respeito isso, dado que cada um sabe em que condições pode ou não comentar e até escrever.

2 - O que não apreciei na atitude foi a desfaçatez de entrar num espaço que, sendo público, acaba por ter quem sobre ele (de)tenha poderes especiais, e pura e simplesmente partir para a ameaça;

3 - Especialmente porque o dito cujo anónimo é bem capaz de ser pessoa bem conhecida de um dos autores deste blogues. Ao caso, eu próprio.

4 - Ora, se assim é, tenho o direito à indignação. Que tanto pode ser silenciosa, como expressa através da palavra.

5 - Ter colocado as mãos na cintura teria sido descer ao nível do chinelo. Optou-se antes pela ironia. Grossa, conforme se impunha.

6 - Quanto ao facto de haver por aqui quem comente, fale por si, pelos outros, desbaste aqui, bata acolá terão de convir que pouco poderemos fazer.
Bem, poderíamos sempre optar pela eliminação pura e simples dos comentários.

Já o fizemos uma vez e poderemos voltar a fazê-lo.
Não o fizemos desta vez apenas e só porque quando o visado se apercebeu, já eram sensivelmente 09.30 horas e já terceiros tinhal lido, comentado e até avisado o destinatário.

7 - Este projecto não pretende ser muito bom, bom, assim-assim, razoável, mau ou péssimo.
Pretende apenas ser um espelho de algumas opiniões dos seus autores, um fórum de discussão e uma plataforma de fraternidade, solidariedade e amizade. Pessoalmente já as granjeei.
Cada um dos que aqui vem saberá usar as palavras que aqui deixa conforme lhe aconselharem a razão e a emoção.
Preferíamos que fosse mais vezes com a razão.

8 - Nota-se que, aqui e ali, surgem picardias entre comentadores.
Não sabemos se são salutares ou não.
Depende do grau de extremismo que atinjam e de "fulanização".

9 - Apelava-se a todos que procurassem mais o comentário pelo comentário.

Quem quiser, conforme sabem, e porque algumas pessoas já decidiram associar-se ao movimento, pode sempre enviar-nos textos (apenas texto) para ser publicado.
Qem quiser, pode assim submeter-se ao sufrágio esmagador da opinião pública.

Obrigado.

ALEX disse...

Está aqui uma crítica bem feita à actuação partidária quando os partidos já não têm limites nem mão sobre os militantes a não ser o PCP que os expulsa. Gosto do texto embora bata em pessoas de quem gosto mas não queremos liberdade? Ora liberdade é isto. O que me parece é que alguns comentadores se desviam do objectivo de falar do texto para se criticarem entre si o que não me parece produtivo. Não vale a pena virem dar-me na cabeça porque isto é uma opinião livre de quem tem direito a tê-la. Acho muito bem que as opiniões constem todas mesmo as dos anónimos malcriados porque assim permite-nos avaliar o nível das pessoas que andam por aqui e as suas motivações. Os ódios são quase sempre genuínos a bajulação é que pode não ser.
O meu repúdio àquele ou àquela visitante que se aproveitou da porta estar aberta para cuspir cá dentro. É uma pessoa que para mim vale zero.

quintarantino disse...

Eu não diria mesmo mais...

TEXTOS do Tiago R. Cardoso, do Quintarantino e da Silêncio Culpado; brevemente com NOTAS EMPRESTADAS e quiçá alguma surpresa...

COMENTÁRIOS livres. Sobre textos ou comentários mas sempre no sentido de provocar reflexão.

Se fizerem o favor!

Bruno Pinto disse...

Quintino, eu até gostava de dominar melhor a cena política portuguesa e poder comentar com maior propriedade a maioria dos óptimos posts que aqui são publicados, mas a verdade é que de política percebo muito pouco. Aquilo que sei é que, não obstante o meu pouco conhecimento político, o Francisco Louçã é um tipo que me irrita cada vez que resolve abrir a boca.

PS: ó anónimo corajoso, está tudo com muito medo de ti aqui no blog! Deves ser cá um postal... Eheheh

Sniqper ® disse...

Caro Quin,

Mensagem percebida e favor feito.

Sniqper quer dizer observador, como tal comentários...

THE END.

quintarantino disse...

Perdão, SNIQPER , mas se comentários THE END (por sinal, fabulosa música dos THE DOORS com não menos excêntrica e igualmente fabulosa interpretação da NICO, então faça-me o favor de ler e reler os comentários.

Ninguém lhe pediu que se ausentasse, se é isso que quer fazer ou sequer se foi isso que percebeu.

Nem ninguém se dirigiu especificamente ao amigo. Podia ser a si, ao Joshua, ao António, ao Manuel ou ao Anónimo... só se pediu que não trouxessem para aqui picardias de outros sítios.

Há uma diferença. Certo?

Pata Negra disse...

Gostava de conhecer o Anónimo, há anos que ouço falar nele e nunca o conheci pessoalmente.
O Joshua tem razão, de Chicos, Alegres e outros que mais também já estamos fartos, não lhes passo a bola nem lhes bato a pála!
E por falar nisso, vamos à pala ou não?
Um abraço da desposição

Fernanda e Poemas disse...

Querido amigo, passei para desejar-lhe um bom fim de semana.
muitos beijinhos,
Fernandinha

Fragmentos Culturais disse...

Lamento que alguns momentos conturbados estejam a passar por aqui!

Vim agradecer sensibilizada teu olhar poisado em 'fragmentos'!
Lamento ter demorado tanto... mas a vida profissional não me deu/dá tréguas :(

Bom fim-de-semana!
Um abraço

Lampejo disse...

Quin,

Lendo –te.


Às vezes só leio o que o meu olhar pede.

O vento atravessa os quintais dos que te ameaçam, e chegam a ti como um perfume.

(a)braços :(

7 Pecados Mortais disse...

Políticos, farinha do mesmo saco. Embalagens diferentes, material idêntico. Não me de identifico com eles. Não sou de nenhum partido, sou daquele que mais se interessa pelo Povo. Neste momento ninguém se interessa. Triste apenas a forma como se pronunciou o Anónimo, que tem direito a o ser, o vocabulário é que é triste.

Peter disse...

Confesso que muitos nomes me "passam ao lado", não sei quem são.
O Manuel Alegre desiludiu-me com a sua actuação no episódio do "regresso do filho pródigo": volta que estás perdoado.
O "lesma" faz-me rir, já não é mau, mas cada vez que olho para ele faz-me lembrar um missionário protestante.
E ao Sá Fernandes não lhe perdoo os tormentos que me fez passar com o embargo das obras do túnel do MPombal.

Carol disse...

Note-se que o meu comentário não foi feito por essa pessoa assinar como «anónimo», mas antes por ser um anónimo a assinar uma ameaça!