Público e privado eis a questão

Seja qual for o modelo de sociedade que se pretenda, a globalização dos mercados e as novas tecnologias de informação, determinam uma nova forma de redimensionamento do mundo.Nada poderá ser como dantes e os governos e os países são forçados a prepararem-se para responder aos novos desafios da modernidade. A intensificação da mobilidade, e das relações de troca, e uma comunicação, que mostra cada lugar do globo, mudaram, irreversivelmente, a face da terra.

Manuel Castells (End of Millenium) defende que a queda da ex-URSS se deveu, essencialmente, ao facto desta não ter conseguido abrir-se e adaptar-se à nova era da comunicação.

Uma maior concorrência, e uma maior necessidade de produtos competitivos, obrigam as organizações a uma lógica de racionalidade até então desconhecida. As empresas de grande dimensão, que englobavam unidades distintas de serviços, foram forçadas a redimensionar-se criando uma lógica empresarial, mais flexível, que lhes permita resistir às pressões de um ambiente cada vez exigente e competitivo. Grandes empresas foram abrindo mão de algumas áreas específicas, que não se enquadravam na sua racionalidade, e optaram por contratar serviços de empresas especializadas. Estas empresas apresentam, como vantagens, um "know-how" específico que confere uma qualidade acrescida aos produtos que disponibilizam, aliados a um mais baixo custo potenciado pela racionalização dos meios.

Assiste-se, assim, ao desmembrar de empresas, em pequenas unidades de gestão empresarial, vocacionadas para nichos de mercado muito específicos.
Por muito que se questione, esta é a única forma de qualquer organização reagir e sobreviver num ambiente, em permanente mutação, e sempre a impor novos padrões de qualidade. Todas as organizações, mesmo as de carácter social, sabem que, actualmente, só sobreviverão se conseguirem convencer os seus "targets" de que a sua existência se justifica através de uma oferta diferenciada num mercado exigente.

A empresa orientada, segundo a "one best way", deixa, assim, de ter lugar e o mundo empresarial sofre profundas mutações nomeadamente a nível dos sectores do Estado. As reorganizações sucedem-se com vista a formar unidades específicas, com lógicas de gestão direccionadas, e que exigem competências para as quais muitos trabalhadores não estavam preparados. Estas unidades de gestão, que evoluem para a autonomia, ficam, através de uma lógica empresarial de gestão, em condições de passarem, sem descontinuidades, para a iniciativa privada.

Em Portugal, e porque tem faltado um planeamento estratégico adequado, assiste-se a um medir de forças entre os quadrantes políticos que defendem as privatizações a eito e os que defendem que tudo fique no Estado. Assim, nunca se assumiu, de forma transparente, o que deve, ou não, ser privatizado.

Vejamos dois exemplos: o das águas e o dos canais públicos de televisão.

O caso das águas é dos mais sensíveis pela importância estratégica, deste produto, na vida das populações, no desenvolvimento do País e no poder que o seu domínio confere. Recordo uma tese de doutoramento de um inglês, de Oxford, que defendia que, quem tem o poder sobre a água, tem um domínio absoluto. Na mão de um privado, em grande ou pequena escala, sempre que esse privado pretender uma reivindicação, o facto de poder cortar a água a uma população ou a um País, põe os governos ou as autarquias de joelhos.

Já diferente se passa com a televisão pública que, tal como muitas empresas públicas, se tornaram pólos de concentração da clientela partidária servindo interesses discutíveis da mais variada ordem. Transformaram-se também, nalguns casos, em sorvedouros dos dinheiros públicos enquanto os contribuintes, vendo agravados os seus impostos, não beneficiam das vantagens correspondentes. Temos o caso da RTP em que cada cidadão paga, anualmente, 21,35€ dos seus impostos
(225.000.000€/10.536.000 habitantes) de indemnização compensatória o que, se tomarmos como base a população activa (225.000.000€/5.523.000) subirá para qualquer coisa como 40,73€.

Porém, e porque nada é linear nem mesmo o que à primeira vista parece pacífico, um plano sobre o que deve, ou não, ficar sobre a alçada do Estado, carece de um planeamento estratégico definido, discutido e divulgado junto da opinião pública com isenção e transparência.

É que, o que pode parecer de somenos importância, representa toda a vida e futuro de um povo. E a vida e o futuro de um povo não podem ser decididos nos gabinetes, longe dos olhares e das vozes a que respeitam.

26 comentarios:

7 Pecados Mortais disse...

"Em Portugal, e porque tem faltado um planeamento estratégico adequado, assiste-se a um medir de forças entre os quadrantes políticos que defendem as privatizações a eito e os que defendem que tudo fique no Estado. Assim, nunca se assumiu, de forma transparente, o que deve, ou não, ser privatizado." - Esta frase é muito elucidativa de como estamos organizados no nosso País, ou seja, não estamos. Parece-me que são decisões que andam a passo de caracol em que os intervenientes estão perdidos. Há os mais diversos interesses financeiros para o bem de uns e para o mal de outros, o Povo. Ninguém os consulta. É com base nesta afirmação que junto o que escreve: "É que, o que pode parecer de somenos importância, representa toda a vida e futuro de um povo. E a vida e o futuro de um povo não podem ser decididos nos gabinetes, longe dos olhares e das vozes a que respeitam.". Mais vale dizer que Portugal é um País geométrico: é rectangular, com problemas bicudos, discutido em mesas redondas, por bestas quadradas. Abraços.

C Valente disse...

Como em Portugal, nada � importante, veja-se o que aconteceu com os txteis, vinham subsidios, e em vez se se modernizarem , n�o, o importante era comprar carros etc, agora abriu-se a economia � China e temos uma desgra�a,
O publico � normalmente mal gerido pois a responsabilidade do gestor � muito pouca e se for da "cor" ,quando estiver mal ainda lhe arranjam coisa melhor, o privado sem regras tambem sabemos qual ser� a situa�o.
Vem-me � ideia a historia da concorr�ncia, que ao existir, os pre�os s�o mais baratos, e que se tem provado ser falso
Sauda�es amigas

São disse...

Já não é a primeira vez que deixo umas palavritas, mas talvez seja a última : não tenho vocação para pregar no deserto nem para maçadora profissional...
Boa semana!

Sniqper ® disse...

Deixa-me pensar...antes de comentar...Já está:
Ora bem, certos textos e/ou matérias independentemente de quem os escreveu, são uma viagem ao meu passado, recordando a infância e os dias de alegria que passei na Feira Popular, onde deslumbrado pelos sons e luzes, corria para as pistas do carrinhos de choque. Ficava quieto, olhando aquele rodopiar de carros, em que o único objectivo de muitos era chocar contra os outros, mas de facto o que sempre me encantou era o som daquela voz que dizia: Mais uma corrida, mais uma voltinha, meta a moedinha, pelo simples facto que de facto era um facto que por muitas moedas que tivesse no bolso, era sempre só mais uma corrida, mais uma voltinha, que como final tinha o apito estridente da buzina, e lá vinha de novo a voz Mais uma corrida...

quintarantino disse...

No fundo, e sendo pragmáticos, parece-me que o que aqui nos é dito é que temos de ser racionais na gestão e nas opções económicas. Eu, até aqui, estou de acordo. Isto porque as mutações que o mundo sofreu nos últimos anos não se compadecem, infelizmente, com formas de gestão de outrora e a existência de unidades de grande dimensão que geravam e respondiam às suas necessidades produtivas específicas.

Sinto-me é como um dinossaúrio quando me querem induzir para certos modelos. No fundo, se a lógica das coisas é esta, então para qu~e resistir? Quando o destino está aparentemente traçado?

Mais a mais, não me recordo de nos teremo perguntado se era este o modelo que queríamos. De qualquer modo, não me agrada estar aparentemente circunscrito à não escolha.

O exemplo do sector da água é em levantado e, avançando-se para o que se anuncia por aí, vamos pagar bem caro. Ou acham o quê? Vejam bem o que se passa já nalgumas autarquias com as contas para ligar ramais de abastecimento público de água... e depois venham cá falar outra vez!

antonio disse...

Silêncio, “globalização dos mercados”? Sim? Onde? Onde?

No sector financeiro? Não, não existe liberalização. Porque não posso contratualizar o meu empréstimo com um banco na China? Porque não pode um banco chinês abrir aqui uma sucursal com a mesma facilidade com que se abre uma loja china?

No sector dos medicamentos e farmácias? Népias!

No sector dos combustíveis?

No sector automóvel?

Ah! Já sei! A liberalização só existe quando se trata de mão de obra intensiva, só quando se trata de mão de obra escrava!

Adaptemo-nos, pois!

Sei que existes disse...

Concordo contigo, tudo tem de ser muito bem pensado para que não haja um poder absoluto e injusto de uns sobre os outros, que acarreta sempre perda de poder monetário de uns tantos em favor de outros tantos, que como quase sempre também é injusto e incompreensível!...
Beijo grande

mac disse...

Pois, mas quando um serviço é privatizad, assiste-se logo a uma subida em flecha do seu preço, e nem sempre acompanhada duma melhoria da qualidade desse serviço prestado.

E depois há aqueles casos em que o factor lucro é incompatível com a exstência daquele serviço. E já que se falou em televisão, seria o caso do canal 2. Se alguma vez fosse privatizado, das duas uma: ou seria extinto ao fim de algum tempo, por não ter espectadores e não dar lucro, ou então transformar-o-iam em mais um canal generalista...

Diannus do Nemi disse...

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A sociedade ainda é demasiado hipócrita para entender essa hierarquia suja que nos conduz.

Abraço!

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Márcio disse...

Pelo menos damos € para algo que usufruímos, e quer queiramos quer não a RTP faz um trabalho de excelência bem acima dos canais privados (leia-se SIC, TVI).

ANTONIO DELGADO disse...

Caro Quintarantino,

Não sou especialista em economia e aquilo que direi tem mais de intuitivo do que conhecedor de regras de mercados.
Portugal é um pais pequeno e com uma economia domestica. Uma produção que é igualmente caseira, num pais sem estratégia e plano. Vive do dia a dia e daquilo que vai surgindo como as pessoas com um salário que dá (mal) apenas para o dia a dia. O pais nunca passou ao lado de uma revolução industrial ou menta como os países mais desenvolvidos. Sempre dependeu da divina providencia e de um jeito muito peculiar de se governar: As colonia, a riqueza delas, o dinheiro dos imigrantes e ultimamente da comunidade europeia foram a sua a forma de viver. Investir em capital humano para que se pudesse, com a sua criatividade produzir riqueza, infelizmente nunca foi uma prioridade . A Educação que crie emancipação e independência nunca foi estimulada. Fala-se em choques tecnológicos e em novas oportunidades...etc. Mas o que se vê é a escola publica em termos de qualidade com muito baixo nível e sem soluções que se vislumbre para a curto media e longo prazo resolver o nosso problema de criatividade. A tal que torne realmente o pais competitivo para que todos possamos a viver melhor e num pais competitivo. Levará anos mas ainda tenho alguma esperança que isso um dia acontecerá. A nossa vida publica melhorará sobretudo quando a nível da nosso vida privada todos tenhamos consciência que há um projecto e um ideal de pais e não concepções de circunstancia pelo alento de bricoleurs cujo virtude é terem chegado a lideres políticos.

Um abraço
António Delgado

Blondewithaphd disse...

For starters let me just tell you I totally agree with this last remark by Antonio Delgado.
Next, since the vital/strategic importance of water as a resource was mentioned, I think this is something that we, the civil society, shouldn't let go so easily. Just remember that the wars of the 21st century will not be over oil but precisely over water and who owns it.

Again, all the best for the programme today.

ALEX disse...

Este texto é um texto muito bem construído e tecnicamente muito bem
feito. Põe-nos a pensar e ao pôr-nos a pensar assusta-nos por
compreendermos que decisões com implicações profundas sobre as nossas
vidas estão a ser tomadas pela calada da noite. Quando se sabe delas
pela comunicação social já estamos perante factos consumados. O
português só serve para pôr o voto nos partidos porque no intervalo
das eleições é só malhar-lhes na cabeça. Também penso que há sectores
de actividade que deverão permanecer no Estado pela sua importância
estratégica: águas, estradas, saúde, etc. E já agora gostava que
alguém me explicasse porque é que o governo quer privatizar a TAP. A
TAP dá lucro.

Tiago R Cardoso disse...

não acredito coma total privatização dos sectores públicos, existem sectores estratégicos e fundamentais que nunca poderam sair do sector publico.
Não acredito que através de privatizações e entrega de sectores aos privados se melhor a situação.
A aposta devia ser na melhoria desses sectores, garantindo um correcto aproveitamento e qualidade deles, está mais que provado que os privados só vêem negocio, o que significa que em sectores que são de "consumo" obrigatório, seriamos obrigados a aguentar tudo.

C.Coelho disse...

Há actividades que deverão ser privatizadas. Concordo com a privatização da RTP. A RTP é um veículo dos governos sejam eles quais forem. A comunicação está longe de ser isenta. E ainda temos que pagar nos impostos as indemnizações compensatórias. Para isso vejo a Sic Notícias. Agora o Estado tem que intervir em áreas estratégicas sem as quais perde a mão nos poderes que se vão formando e crescendo. Depois nada feito. Só com uma revolução radical.

GIL disse...

Quase que concordo com este texto que demonstra, até à saciedade, que não podemos continuar a viver mamando nas tetas de uma vaquinha chamada Estado. Os portugueses têm que produzir e têm que esquecer os tempos do PREC que já vão longe. É muito bom ter um posto de vencimento de pedra e cal e reivindicar sempre que o pilim não cai na medida do que se quer. Deu para perceber no meu último comentário que afinal isto até é um espaço de camaradas. Então se é um espaço de camaradas sejamos camaradas como deve ser, querendo o melhor para o partido e para o país e não para nós mesmos porque dizer que quem está em baixo é que deve subir não deixa de ser engraçado quando as essas mesmas pessoas acusam o Estado de despesismo e de ter carros de luxo. Porque não sobem até eles?
Mas estou a desviar-me. A única forma de chegarmos à tal racionalização de meios enunciada no texto é privatizar certos sectores de actividade. E não tenham dúvidas meus meninos e meninas que na privada se dá ao litro. Eu que o diga.
Com tudo isto não deixo de reconhecer que este blogue é bom e que os autores têm nível. A discussão é precisa pois se estamos em democracia e cada cabeça sua sentença.... Posso ter a minha opinião, ou não?

António de Almeida disse...

-Para mim esta questão é bastante simples em termos de princípios, ainda que pontualmente me possam apontar esta ou aquela situação a serem merecedoras de excepção. Toda e qualquer actividade passivel de gerar concorrência, deve ser privada, saber se o estado pode ou não estar presente no mercado, como está no audiovisual através da RTP, é outra questão, desde que cumpra as regras a que todos os outros players estão obrigados, só que acaba por ser árbitro e jogador em simultâneo, logo entendo que não deve participar, devendo limitar-se apenas a regular. Mas em actividades cujo monopólio existe, como é o caso das águas, onde o mercado não pode ser tecnicamente liberalizado, o consumidor nada tem a ganhar com a privatização, logo, ainda que admita a existência de concessões, normalmente em Portugal elas são usadas como braço do estado, abuso de posição dominante sem custos políticos, sorvedouros de dinheiros do contribuinte, logo, por princípio não posso ser a favor, admito casos pontuais quando o estado não tem meios para adquirir um bem ou serviço para a sociedade, mas não deverão passar de excepções.

NÓMADA disse...

A globalização é um processo dinâmico que está em curso e que poderá ser entendida e praticada segundo diferentes visões ou teorias económicas. Uma globalização selvagem que se auto-regula é de todo indesejável. Porém ninguém pode fugir às dinâmicas dos tempos. Hoje encontram-se lojas de McDonald´s em praticamente todos os países do mundo. Exactamente com as mesmas características e os mesmos produtos. A maioria das pessoas que se rebela contra a globalização e a abertura dos mercados, que dizem desconhecer, vão às lojas dos chineses e dos indianos, compram a perca do Nilo, e nem se dão ao trabalho de questionar, nas grandes superfícies, as origens dos produtos. Parece que tudo já é natural mas tem um preço. Não podemos querer sol na eira e chuva no nabal. Temos que ponderar as vantagens e os inconvenientes e decidirmos, de uma vez por todas, por e para onde queremos ir.

NINHO DE CUCO disse...

Apesar do vocábulo "globalização se referir tanto à compressão do mundo como à intensificação da consciência do mundo como um todo uno, a verdade é que se as sociedades forem percorrendo um caminho evolutivo comum, tornar-se-ão semelhantes e integradas. Nesta perspectiva a globalização até poderia ser boa. Mas uma globalização auto-regulada. que corresponde a um capitalismo selvagem. está a trazer ao mundo uma conflitualidade latente que, mais dia menos dia, eclodirá de forma violenta. O Estado português tem que intervir, regular e estabelecer regras sob pena de se demitir das suas funções e perder todo o seu peso e influência. De joelhos perante a Europa e o mundo e acoitado num reduto final do pouco que lhe restará quando esbanjar tudo, poderemos estar à beira de roturas perigosas e de consequências imprevisíveis.

M.M.MENDONÇA disse...

Agora já estou a ver melhor. Realmente este artigo dá para perceber porque é que o PS e o PSD são tão iguaizinhos. Tá bom, o modelo é este venha quem vier. A forma como nos enfiam o gorro é que pode ter algumas diferenças.

osbandalhos disse...

Do estado só a defesa, a justiça e a educação até ao 12º. Tudo, mas tudo o resto devia ser privatizado. Só assim se consegue evoluir.

Boris disse...

Entusiasmem-se com as privatizações e verão aonde vão parar.

Francis disse...

O estado deve ter acina de tudo um papel regulador. Isto obriga a uma selacção de recursos muito cuidada. E aqui batemos todos de frente. Não há consenso. O Estado consome mais de metade da riqueza gerada pelo País, como sobreviver a isto ? O sector público centra-se nele, enquanto as empresas privadas são pressiondas pelo peso fiscal do estado para pagar as suas receitas. Tem que haver cisão entre quem pertence a um lado ou a outro.
A água vai ser o gerador de conflitos daqui para a frente, deveria ser gerido com senso, acreditam ? Eu não. Há grupos empresariais que já identificaram este negócio há anos, contrapartidas foram negociadas. O petróleo é um sector privado, certo ? Num mundo ideal a água seria gerida pelo Estado. Já passámos essa hipotese, andámos 30 anos a curtir á conta, acabou-se.
O Estado tem que ser uma entidade reguladora e mais nada.
Eu não quero pagar a máquina Estado. Não quero.

Berdades disse...

Nós temos aquilo que merecemos e só vemos aquilo que queremos, a isso não somos obrigados, por enquanto!

Francis disse...

Se me permites, gostaria de explicar a minha resposta ao assunto "Estacionamento em S João da Madeira", aqui vai ;

As mulheres são merecedoras, devido ao seu feitio, de um conjunto de benesses que fazem todo o sentido em termos de Marketing. Não são as mulheres que vão sempre a refilar ao volante, pedindo um lugar, porque têm mais que fazer ?
Não são as mulheres que se querem despachar, se calhar por causa de algum sentimento de culpa, quando vão ás compras ?
Num Shopping, onde as mulheres são as maiores consumidoras, não faz sentido dar-lhes este mimo ?
Porque é que isto tem que ser encarado como segregação ?
Não entendo.
Gostava de saber a opinião das reais utilizadores, as mulheres de S João da Madeira sobre esta acção.
Eu aposto que ela gostaram.

JOY disse...

Também eu acho que nem todos os sectors do estado devem ser privatizados,os sectores fundamentais devem estar na mão do estado,em relação a liberalização de preços ,meus queridos amigos das que neste pais foram feitas não vimos nenhuma vantagem ,olhem os combustiveis por exemplo.

JOY