O PSD, o Figueiredo e a "medíocracia" lusa!

Quase em simultâneo, o PSD deu-nos provas de que convive diariamente com duas faces.
Luís Filipe Menezes defendeu, no encerramento das jornadas dos Trabalhadores Sociais-Democratas (TSD), que a reforma e modernização da administração pública devem ser alvo de um debate alargado, propondo ao Governo que negoceie a longo prazo com os trabalhadores.

Na Madeira, mais uma vez, o PSD regional prepara nova afronta ao Tribunal de Contas.
Lembram-se de aqui há uns tempos atrás nos termos excitado e alguns até ululado com a perspectiva de na Assembleia da República cada deputado poder passar a dispor de um assessor?

Pois bem, lá pela Madeira, noticiava o “Público” de ontem, os sociais-democratas preparam um reforço das subvenções atribuídas aos grupos parlamentares de função do número de deputados.
Isto um ano após na mesma casa se ter aprovado uma Lei Orgânica da Assembleia Regional que aumentou em 44% as subvenções aos partidos com assento no hemiciclo regional.

A fatia representa a bagatela de 6,2 milhões de euros e, apesar de terem reduzido o número de deputados em 1/3, os “laranjas” locais querem arrecadar 4 milhões para si, deixando ao segundo partido mais representado na Assembleia 800 mil euros.
De acordo com esse insigne vulto da democracia nacional chamado Jaime Ramos, “a lei vai beneficiar todos, mas especialmente os mais pequenos”.

É, o PSD tem destas coisas.
Menezes tem razão no que disse, mas ali mais para Sul os seus correligionários arranjam sempre maneira de borrar a pintura.
O Governo da República, na sua alegada labuta de moralização da Administração Pública, essa cáfila, esqueceu-se, por exemplo, a propósito da que irá ficar tristemente célebre Lei da Mobilidade de auscultar, como é imperativo legal, os órgãos da Administração Regional.

O Governo da República conseguiu insuflar nos ouvidos dos portugueses que os funcionários públicos são uma súcia, todos, uma corja de mentecaptos, alguns, calaceiros, outros, corruptos, também alguns poucos, e privilegiados, todos.

Alegremente os portugueses deixam-se ir atrás e suspiram “ai se isto fosse privado”… esquecendo-se que o picheleiro que é hoje, depois é amanhã e daqui a quinze dias ainda não apareceu não é funcionário público, que o patrão que ostenta o último grito da Mercedes enquanto a mulher abana e pavoneia o silicone não é funcionário público mesmo que se esqueça de pagar à Segurança Social, ao Fisco e aos trabalhadores…
Mas ainda se poderão alegrar mais quando lhes sair na rifa a já quase anunciada privatização das estradas nacionais, das captações, distribuição e abastecimento público de água…

O nosso Governo, o nosso Estado, tem este condão.
Maltrata os seus, desbarata os que têm méritos afirmados, firmados ou que os poderiam firmar, optando por gastar no e com o privado milhões em pareceres, estudos, consultoria e afins.

Ultimamente, deu-lhe ainda uma espécie de diarreia legislativa.
No sector da Administração Pública há um senhor chamado qualquer coisa Figueiredo, que é secretário de Estado de qualquer coisa, mas que eu penso ser da Insensibilidade, que se apresenta todo pipi ante as câmaras televisivas a dizer que negoceia isto e aquilo, quando na verdade a única coisa que tem feito é atropelar e impor.
Ufano, prepara uma revolução na Administração Pública que visa aproximar os portugueses. Por baixo, em tudo. Está claro.

E a inveja nacional aplaude. Preferimos mil vezes combater em prol do mal dos outros, do que suar as estopinhas pelo bem comum!

Mas, como dizia, enquanto Menezes falava, e bem, destas pressas, faltando-nos saber quanto daquilo é verdade e quanto é camaleónico dado que aos nossos políticos assenta como uma luva a máxima de “o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira”, os seus fiéis escudeiros na Madeira tratavam de mudar uma Lei Orgânica aprovada há menos de um ano e tudo em nome do benefício dos mais pequenos.

Lá está… é a teoria do País a duas velocidades na sua plena acepção prática.

Aqui critica-se as pressas legislativas (e bem, e bem), mas lá faz-se ouvidos de mercador ao que o chefe diz e altera-se, muda-se como quem troca de camisa. Enquanto as houver e não nos virmos todos, funcionários públicos ou não, na contingência de nos apresentarmos como aquele personagem de uma comédia italiana (penso que Totó) que vestia fato, gravata e camisa mas esta última só tinha frente, colarinho e tiras a segurarem os punhos!

32 comentarios:

Shark disse...

O amigo chega-lhes bem, mas por aqui só vejo gente a falar. Agora, fazerem alguma coisa está quieto.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Meu caro ,Quintarantino, este post vem de encontro ao meu sentir. Eu acho que os políticos que estão em palco são todos tão bons que eu não os mereço e, por isso, enquanto as alternativas forem estas, não há votos meus em nenhum. E assim, com a minha convicção de voto em branco, à excepção de algum referendo, vou olhando com distanciamente discordando de todos por igual. Uns mais numas circunstâncias e outros mais noutras.

R@Ser disse...

Tomara que as coisas melhorem por aí!

Beijos

Carol disse...

Lá está: «Falam, falam,falam, falam, mas eu não os vejo a fazer nada!».

Tiago R Cardoso disse...

Um dia destes vi o PSD a falar com sindicatos, a dizer que está em sintonia, a defender uma serie de politicas normalmente contadas com a esquerda, pensei que este país esta todo trocado, mas aplaudo esta nova preocupação social do Sr. Menezes, espero é que não seja por questões politicas.

Como já disse mais que uma vez, a Madeira para mim é um estado a aparte, onde parece que vale tudo.

Quanto a Senhor Jaime Ramos, mais um papagaio jardinista.

Privatizar serviços públicos para os entregar a privados gastando mais, realmente que grande forma de gestão.

Para mim é mais do que inveja, o que se passa neste país em relação aos funcionários públicos é puro "preconceito".
Como bem disse o Quintarantino, procura-se criar um inimigo para se justificar os ataques e ter apoio do resto da população.

adrianeites disse...

pluralismo em grande escala..

lol

boa semana!

Tiago estas a ficar mediatico!

lol

GIL disse...

Vou começar por indicar que sou, fui e sempre serei PS e estou grato a José Sócrates pela coragem que tem tido nas reformas que está a fazer. Lamento muito que militantes e simpatizantes do partido se virem contra o nosso PM só porque entrou nos interesses deles. Algumas chamas revolucionárias de contestação não ´são masi que isso, o que quer dizer, uma frustração de quem vê os seus interesses pessoais atacados e se está marimbando para os interesses dos outros.
É o caso dos funcionários públicos que, com grande desonestidade intelectual, se armam ao coitadinho para travar as reformas que, muito bem, estão a ser prosseguidas.
Os funcionários públicos têm usufruido de regalias únicas face a outros trabalhadores que até descontam muito mais do que eles quer emn impostos quer para a segurança social. Esses que descontam mais ficam em longfas listas de espera nos hospitais e centros de saúde se não tiverem dinheiro para pagarem os seguros de saúde. Enquanto isso os funcionários públicos têm a ADSE e, como se isso não bastasse, quando passam a pensionistas levam o dobro de outro funcionário do regime geral que tenha descontado mais.
Como não pode deixar de ser há bom e mau em todo o lado. Conheço vários funcionários públicos que têm postos de vencimento em vez de postos de trabalho e que usam os equipamentos das autarquias e do estado em geral, para se entreterem na internet, tirar fotocópias e telefonar à borla aos amigos.
Para terminar esclareço que não tenho blogue porque não tenho muito tempo nem geito para essas coisas mas que gsoto de ler e comentar e para isso me identifico até porque nem sequer sou uma pessoa desconhecida para alguns.

Maria P. disse...

Mais um excelente apontamento. Por aqui a analise é clara e objectiva.

A prova é a participação de amanhã,parabéns! Em especial ao Tiago.

Um bom dia.

Metamorfose disse...

Lamentávelmente, eu fui uma das pessoas que enganadamente os ajudei a subir as escadas do poder, fui mais uma enganada, acho correcto que se tomem medidas para endireitar o país, nem que para isso se tenham de fazer sacrificios, agora os sacrificios serem para alguns e outros continuarem a esbanjar...!!! Não, isso não, o nosso querido PM e o resto do seu séquito, que me diga quanto ganha, o que come, a que médicos é que vai, etc... engraçado que os acusados de responsáveis pela banca rota deste país, saõ os pobres do funcionários públicos que menos ganham...
Mais um pertinente texto que muito bem mostra como vão os nossos politicos.

Boa semana.

quintarantino disse...

Amigo Gil, faz muito bem em vir aqui desabafar... mas olhe à sua volta e veja a realidade... o nosso Primeiro-Ministro como bem diz tem memória curta... lembra-se? ou também já se esqueceu de algumas promessas feitas?

António de Almeida disse...

-Do PSD actual, para meu lamento, não há que esperar muito, estarão de acordo com A.J.Jardim e com quer que seja, se tal render votos. De qualquer forma, talvez o PSD-Madeira esteja a abrir algo que amanhão não irá gostar, ou muito me engano, ou A.J.Jardim não voltará a ser candidato, e o PSD-M, corre sérios riscos de passar á oposição, só que o PS-M, também não anda lá muito bem. Uns e outros, não querem mesmo a independência? julgo que talvez fosse um alívio para o contribuinte português!...

Sniqper ® disse...

Quanto a esse senhor, Luís Filipe Menezes, nem falo, fiquei elucidado com a telenovela que vi faz tempo de uma família lavada em lágrimas na televisão, cenas que marcam qualquer ser humano, e como humano que sou chorei e ainda hoje choro porque não entendi porque chorei nessa altura, ou seja até sei, ainda pensava que todas as pessoas tinham direito a uma segunda oportunidade, coisa que agora saiu dos meus horizontes, pois comigo cada vez que errei paguei o preço, como tal quem fizer o mesmo paga do mesmo modo, o preço por ter errado.

Na Madeira impera a lei do lenhador, que se julga dono da verdade, da sua fantástica oralidade e que sonha um dia de machado em riste conquistar quem lhe resiste, olha rimou, boa.

Função Pública, lá voltamos nós ao tema do momento, mas meus amigos e amigas, será que nos deixam analisar as situações ou injectam opiniões através da comunicação social, pela boca e mão da nova moda de SÓ ALGUNS TEREM A CAPACIDADE DE COMENTAR E
OPINAR
, como exemplo um pequeno texto do Sr. Miguel Sousa Tavares, publicado no jornal Expresso, on-line do qual deixo o link

(http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/162808)

onde ele com toda a sua clareza habitual, direi em alguns casos diz o seguinte sobre a Função Pública:

3 Os sindicatos da Função Pública caminham alegremente para mais uma "greve nacional" - coisa a que eles ligam imensa importância e o grosso dos portugueses nenhuma. Os tempos mudaram e vão mudar ainda mais, mas há quem se obstine em não o
entender. O Estado português cativa e gasta metade da riqueza produzida no país pelos que investem e trabalham. Nestes últimostrês anos, a luta pela diminuição do défice tem sido assegurada unicamente com o esforço destes: o Estado continua a gastar o mesmo, enquanto exige cada vez mais ao sector produtivo do país. E o grosso da despesa do Estado tem que ver com o pagamento dos salários e reformas aos seus servidores. É claro e legítimo que os funcionários públicos gostassem de receber aumentos acima da taxa de inflação. Há uma maneira de o tentarem: largar o Estado e lançarem-se por conta própria ou no mercado de trabalho do sector privado (onde, todavia, há muita gente que há anos que não é aumentada acima da inflação). Mas, cá fora, não existe a mesma segurança laboral, a mesma facilidade de 'baixas', as mesmas progressões automáticas por antiguidade, as mesmas condições de aposentação. Correm-se muito mais riscos, e, por isso, umas vezes sai-se a ganhar, outras não. Como em tudo na vida, é preciso escolher: não se pode ter a segurança do Estado e a recompensa equivalente a uma carreira bem sucedida no sector privado.
,

Nem comento, porque dia menos dia o meu tom vai subir, e leve em cima as penalizações que levar, vou falar e tratar os assuntos pelo nome próprio, afinal se for falta de respeito não é nada que os que governam este país não tenham em relação aos
portugueses.

Sniqper ® disse...

Só um pequeno apontamento dirigido ao Gil...
Se foi, é e continuará a ser do PS, isso só a si lhe diz respeito, não ao resto dos portugueses, certo?
Quanto ao resto em vez de apontar e criticar diga lá no seu Partido para pegarem nas dezenas de sistemas de saúde deste país e criarem um só, e se o da Função Pública é o melhor, então que seja esse o escolhido, certo?
Quanto a fantástica justificação final do seu comentário, hilariante direi mesmo, eu tenho muito tempo de escrever, de ter um blogue, pela simples razão de querer, nada mais. Bem como por aqui ninguém anda escondido, os nicks utilizados são em português conhecidos por alcunhas, qual era a sua na escola? O Verdadeiro? O Justo? O Trabalhador? O Honesto...
A minha era a de sempre, o enganado e continua até hoje, se nasci numa época em que falar tinha como resultado bater com as costas na cadeia, hoje pouco ou nada falta para tal, ou direi mesmo alguns já lá moram outros estão na mira, por mim quando quiserem sabem onde estou, não ando escondido, tenho IP e publico os meus textos do mesmo, venham, bebemos um cafezinho e depois alegremente irei sofrer as penalizações que merecer só por não estar de acordo com o que se passa em Portugal.

NINHO DE CUCO disse...

Concordo que o Estado actual teria que ser reformador para preparar o país para uma nova realidade mais consentânea com os valores do mercado e da globalização. Vivemos num mundo global e não nos podemos alhear disso. Agora há aspectos que têm que ser ressalvados e valores que têm que ser respeitados. Entre os primeiros temos o direito à saúde como uma garantia inalienável que abrange todos os portugueses. O Estado que arranje os modelos que quiser, que faça as reformas que entender, mas este direito tem que ser garantido. O que é que assistimos? A pessoas em lista de espera com situações de saúde que cada dia representa uma perda substancial de possibilidades de cura ou de permanência sem invalidez. Não posso aceitar isto de forma alguma. Nunca darei o meu voto a um partido que não tenha por prioridade resolver estas situações seja qual for a solução para elas. Depois temos outras situações que revelam uma insensibilidade indigna de um Estado humanista. Tem a ver com Juntas Médicas e as situações amplamente noticiadas e, até, casos pontuais de professores cuja solução não tem qualquer significado no OE. É uma questão de bom senso e de preocupações humanistas. Há outros aspectos que não vou discutir num comentário mas, os que citei, chegam para repudiar o actual executivo que, em pleno período de restrições e de tensões sociais adquire, para o Ministério da Justiça, 5 carros topo de gama no valor global de 176 mil euros. Claro que os 176.000 euros não têm peso no OE mas do ponto de vista moral arranha a nossa sensibilidade.
Por isso,PS para mim JAMAIS (como dizia Mário Lino).
Depois tenho o clube dos patetas, actualmente denominado PSD.Eu concordo com o que diz o Menezes. Se formos ao programa do PSD até podemos acreditar numa social democracia à moda dos países nórdicos o que eu, como quase todos os portugueses, veria com bons olhos.E é por isso que Menezes tem o diacurso à esquerda do discurso neo-liberal de José Sócrates. Se Menezes aplicasse o programa social democrata, estaria mesmo à esquerda. Porém alguém acha que aquela cabeça tem tento para isso? Então se ele até arranjou para líder parlamentar um ex-PM falido, que vai para o parlamento sem fazer os trabalhos de casa!... Nem perco tempo a ouvir o homem discursar, pois para quê?

Fragmentos Culturais disse...

Uma análise social e política excelente, como nos tem habituado, aliás 'Quintarantino'!
E com um humor 'finamemte bandarilhado'!!

Eu, como sempre nunca vou longe nos comentários de análise política por 'promessa' [coisas antigas], mas tenho a consciência de ver o que está mal e de lutar pelo que considero justo, para mim e para os outros!

Este espaço é um esplêndido espaço 'pedagógico' que merece ser mesmo encorajado!

Quanto à Madeira... é mesmo 'um reino' aparte!?!

Não sei qual a frequência da RFM de Matosinhos?!
Também não sei se capto, mas gostava de tentar para ouvir o 'nosso' amigo Tiago...

Sensibilizada pelo olhar atento em 'fragmentos'!

Uma boa semana de intervenção!

NÓMADA disse...

GIL
Ajude-me só a situar-me na minha lógica de raciocínio. Quando o amigo fala das reformas do actual executivo de José Sócrates refere-se àquelas reformas maravilhosas que,de tão direita que são no seu aspecto anti-social, a própria direita não foi capaz de fazer? É isso não é? Concordo consigo. É preciso muita coragem para ouvir tanto gemido e ficar indiferente!...
Relativamente à Função Pública não deixo de não concordar com alguns aspectos do seu comentário mas, no geral, estou em desacordo. Sabe por quê? Porque há uma coisa chamada direitos adquiridos e isso, digam o que disserem, é algo sagrado. A mudança tem que se fazer ou lentamente ou através de um processo que não implique agravamento das condições de vida. Eu explico melhor: se eu tiver pouco dinheiro compro um T2 num bairro social. Se tiver mais algum se calhar compro um T3 bem localizado. Agora o que não pode acontecer é que eu comprando o T3 tenha que ser despejada por não poder assumir os meus compromissos e, dado o agravamento do custo de vida, já nem o tal T2 possa comprar. Reformas sim mas com humanidade e bom senso.
Quanto aos funcionários públicos calões.... de quem é a culpa, amigo? Das chefias que permitem situações propícias "ao desvio". E por que é que permitem? Primeiro porque elas próprias não cumprem. Têm vários empregos, baldam-se e, nalguns casos, também são incompetentes. É que isto de escolher pessoas pela cor e pelos compadrios normalmente não resulta. Depois "facilita-se" a vida aos funcionários para depois arranjarmos argumentos para os crucificar.
Sabe que mais amigo Gil: acho piada ao PS e ao José Sócrates quando comparo o discurso que tinham, antes de terem ganho as eleições, e o que passaram a ter agora. Realmente mudou-se muito em muito pouco tempo.

adrianeites disse...

caro gil até diz umas verdades e precisamente essas põe em causa o louvor que faz ao Ps e a Socrates..

Lembra-se quem engordou a máquina?
Lembra-se quem bonificou tudo e mais alguma promovendo o consumismo desmesurado?


registo de positivo a sua atitude nada hipocrita ao assumir-se como simpatizante do Ps e de Sócrates...

Tenho pena de não conseguir o mesmo!!!

Alma Nova disse...

Meu Caro
cada vez tenho menos vontade de comentar temas relativos à política e aos políticos portugueses. Para além de não me merecerem qualquer crédito, lamento imenso que, debaixo da capa da cor política, as pessoas se tornem injustas e pouco credíveis nas suas opiniões. O tema "funcionários públicos" é apenas mais um em que isto acontece, em que as opiniões se dividem a favor ou contra conforme se pertence ou não a esta classe, em vez de se olhar para o global do país e dos portugueses no geral e se escolherem as melhores soluções que sirvam a todos de igual modo. Se em vez do funcionalismo público se ter tornado o alvo preferencial, se olhasse para os altos cargos da administração, políticos, deputados e todos aqueles que, para além de usufruirem de grandes vencimentos, ainda se dão ao luxo de ususfruir de uma série de outras benesses que, contabilizadas em Euros, aumentam substancialmente o seu rendimento, não seria mais proveitoso? E do despesismo governamental ninguém fala?
Quanto às tão apregoadas regalias dos funcionários públicos, se são tão boas não seria melhor nivelar os restantes portugueses por elas, em vez de se afundar a grande maioria nas más condições dos outros sistemas?
Tenho lido nestes comentários algumas afirmações que não correspondem inteiramente à verdade, quer no que diz respeito aos descontos dos funcionários públicos, quer até em relação à nova lei das reformas aplicada aos mesmos. Mas, volto a perguntar, será esse o caminho, retirar benefícios a quem os tem...ou melhor seria dá-los também a quem deles não usufrui? Afinal queremos uma sociedade em que exista qualidade de vida, ou apenas que todos por igual sofram amargamente o desgoverno a que estamos sujeitos e se aproximem a passos largos das condições de quase miséria em que, infelizmente, muitos já vivem?

Bruno Pinto disse...

Apenas sobre a nota solta final, queria dar os parabéns a este blog pela qualidade e crescimento que tem registado. Isto sim é um blog. E a prova está aí...

quintarantino disse...

Isto sim, fala-se aqui de uma intervenção do líder do PSD, das pressas do PSD/Madeira, dos maus serviços que por vezes também nos são prestadas na privada, e da Função Pública e do tratamento que lhe está a ser dispensado... e só se fala em privilégios!

Agora até já só se acusa o PS de ter engordado a máquina, esquecendo-se que os tarefeiros foram coisa que Manuela Ferreira Leite enquanto Ministra da Educação (lembram-se disto?) mais engendrou.

Podiam também dizer que o nivelamento entre os portugueses devia ser feito por cima, mas não... aliás, bastas vezes aqui aponto para a inveja como um dos nossos males.

E para que não restem dúvidas aos Gil's e afins.

Funcionário público da Administração Local com muito prazer... em que campo de concentração desejam que me apresente?

Quanto a José Sócrates, também não tenho problema de qualquer espécie em dizer que votei nele.

Agora se o amigo Gil tivesse lido tudo de fio a pavio aqui no NOTAS já teria percebido que, pela parte que me toca, arrogância e incoerência é que não.

Sempre gostava que me dissesse o que acha do aumento de 63% das verbas inscritas no Orçamento de Estado para se comprar estudos, pareceres e afins?
Ou dos carros para o Ministério da Justiça?

Blondewithaphd disse...

How I love the word "cáfila"! A great plural noun to describe you know who... And you're getting more and more incisive! Great thing there's no blue pen in blogspace. As for the millions, trillions and zillions you talked about... well, that's peanuts in a country like our own where we spend like maharajahs. Isn't there oil off the coast in Peniche?

The blond chearleader in me will be applauding from the distance;) Go get 'em!

SILÊNCIO CULPADO disse...

Há aqui um ponto de reflexão que tem que ser feito. As pessoas da área do PS sentem-se afrontadas quando se acusa o actual executivo de forma particularmente contundente e não acusamos da mesma forma os anteriores executivos PSD.
Porém a questão é esta: é sempre o partido que está no poder que apanha toda a porrada independentemente do que, no passado, outros tenham feito. Aliás o PS não era nada meigo com o PSD quando o PSD era poder até mesmo em actuações que agora pratica e de forma bem mais agravada. Mas não estamos aqui para discutir a política pela política. Penso que o que é importante é debater os problemas concretos que estão a afectar, de sobremaneira, vários portugueses e a actuação política subjacente à forma como esses problemas são solucionados. Não sei dos dois partidos qual é o melhor, agora que tivémos muito azar com ambos tivémos. Dentro das mesmas áreas ideológicas há quem na Europa tenha feito muito melhor. O meu voto não o vêem tão cedo. A menos que mudem muito.

Lampejo disse...

..........

Lendo-vos.

Tiago que tudo te corra bem, muito bem!

Não sei mais o que dizer e escrever resta-me admirar a sua força e coragem.

(a)braços sempre :)

Carol disse...

Quanto á ques´~ao dos funcionários públicos, posso dizer que também já o fui. Agora, trabalho por conta própria e, como tal, posso opinar sem que o meu coração penda para qualquer um dos lados. Há funcionalismo público e funcionalismo público. Há muito quem trabalhe e se esfalfe e receba um vencimentozinho de caca! Como é óbvio, também os há que ganham balúrdios e nada fazem. Mas isso não acontece no privado, também? Não entendo, nem aceito essa ideia de que tudo o que é funcionário público é parasita, nem que eles são os responsáveis pelo estado a que chegou este país!
Isso é um preconceito grosseiro e descabido, de quem não conhece a realidade que o rodeia!
E também eu votei Sócrates, sim senhor! No entanto, não é por isso que vou achar que o homem é maravilhoso, só faz coisas boas e os outros são umas bestas! Concordo com algumas das medidas, mas aplaudia-o de pé se cortasse com as regalias e desperdício dentro do seu próprio governo!Não posso aceitar calada que a mudança seja feita a qualquer preço, que a arrogancia e a prepotência sejam o caminho escolhido.

Compadre Alentejano disse...

O amigo Gil é uim daqueles PS embrutecido - qualquer secretário-geral lhe serve...mesmo um grande mentiroso...
Então, diga lá quais foram as reformas que o "engenheireiro" fez...
Você chama reforma ao nivelamento pelo mais baixo da tabela?
Meu amigo, abra os olhos! Eu também sou do PS, votei Sócrates mas nunca mais lhe darei o meu voto. Porquê? Porque é o maior mentiroso que encontrei ao longo de toda a minha vida.
Quanto ao post em si, 5 estrelas.
Um abraço
Compadre Alentejano

NuNo_R disse...

Parabéns pelo reconhecimento.
Vocês merecem.

Bom Trabalho!!!


abr...prof...

Fernanda e Poemas disse...

Amigo passei para deixar-lhe um beijinho de boa noite.
Fernandinha

O Guardião disse...

PS e PSD são demasiado iguais e com com os mesmos tiques. Discurso de oposição e de poder contraditórios, mas sem ponta de vergonha.
Privatizações para encher a barriga a pançudos tem sido a receita, mas quando a massa escassear (e já começou) e o Zé for chamado a pagar crescentemente os serviços públicos e a descontar cada vez mais para impostos, a malta acorda... se calhar já alguns se afundaram em dívidas ou na miséria, mas por cá é só assim que se aprende.
Cumps

Sniqper ® disse...

Portugal, o País dos arrependidos...

Será que só depois de votar num partido é que se pode avaliar o trabalho dele? Claro vão dizer os iluminados, desculpem mas não existe outra forma de o dizer, outro termo seria passar manteiga em pão frio.
Basta ter um pouco de tempo para observar o trabalho que fazem como oposição, depois ler o programa que apresentam e em seguida talvez já não tivessem votado, mas claro que sem testar nada podemos falar, podemos é pagar o preço do teste.
Mas quando alguém não executa as funções para a qual foi contratado o que lhe acontece? Despedimento por justa causa, certo? Até e não tenho outro modo de o dizer...por onde anda a coragem dos portugueses? Nas latas de calda de tomate? Nas linhas dos blogues? Ou seja lá por onde for, o certo é que continuamos a pregar e a nada fazer, mas isso já não me admira, é o normal.
Talvez um dia em que o Mundo acorde com as bolsas não a fechar em queda, mas sim em offline, os cartões de multibanco só sirvam para encher as bonitas carteiras da de pele da boutique do chinês da esquina, que acordem, mas será que já não vai ser tarde!!!

João Rato disse...

Valha-nos a Constituição que desta vez até serviu ao Alberto João, o tal que não perde oportunidade de lhe desancar! Apesar de tudo nunca me passou pela cabeça que a Constituição não pudesse ser um travão à privatização da água e das estradas!
Um belo post, demasiado bom para eu poder dizer mais que bom: muito bom.
Abraço

Carol disse...

Tiago, amanhã vou-te ouvir atentamente. Tenho a certeza que vou gostar. Bjs.

antonio disse...

O meu amigo tem alguma coisa contra a Madeira?

Então, primeiro acusam o homem de défice democrático e depois quando ele reforça as subvenções aos partidos, estimulando o regime democrático, criticam?