Nós (sociedade civil) fazemos a nossa parte, Presidente Cavaco!

Na abertura da Cimeira Ibero-Americana, a decorrer em Santiago do Chile e que tem por tema a coesa social, Cavaco Silva defendeu um novo papel para o Estado no combate à pobreza.
No entender do Presidente da República português o papel assistencialista já não é suficiente.

Se insistirmos muito nas velhas políticas de redistribuição de rendimento, se confiarmos exclusivamente na acção do Estado e na protecção assistencialista de outras épocas, dificilmente poderemos cumprir o desígnio de termos sociedades mais coesas, mais equitativas e mais justas, defendeu.

Para alcançar este objectivo “é preciso envolver todos, porque todos são responsáveis e a todos os níveis”.
“Na responsabilidade cívica dos cidadãos, nas redes de solidariedade e entreajuda, na coesão das comunidades locais, na maior eficácia das políticas sociais e na própria cooperação internacional”, apelou.

Cavaco Silva citou os exemplos da Índia e da China para sustentar as suas ideias, considerando que o melhor caminho para promover a inclusão social e combater a pobreza é a educação e formação profissional.

Depreendo que com esta posição, Cavaco Silva não esteja a aderir às teses que pugnam pela liquidação sistemática do papel do Estado na promoção de políticas de intervenção e correcção de assimetrias sociais, alegando-se quase que cada um olhe por si e ninguém olhe por todos.

Não. Entendo, isso sim, que estava a chamar a atenção a cada um de nós para a necessidade de considerar que todo o ser humano é nosso irmão. E que a exclusão, sob as mais variadas formas, nos pode subitamente bater à porta.

E, convenhamos, há formas de exclusão que não dependem unicamente da nossa vontade.
Quando o desemprego bate à porta de um agregado familiar, porque a multinacional para a qual trabalhavam decidiu encerrar a fábrica e ir para Leste a culpa é deles?
E quando o parco subsídio de desemprego não estica e não lhes permite ombrear com as despesas do mês, a culpa é deles?
E quando as portas se fecham porque a idade já não é a melhor para o mercado de trabalho, a culpa é deles?

E não há aqueles que fazem da rua o único destino das suas vidas tendo sido já senhores do destino de outros?
E digam-me, quantos empresários ou patrões dariam trabalho a um desempregado e sem-abrigo que tivesse a felicidade de conseguir transpor as portas ou os portões da empresa?
Pois se qualquer um quando vai a uma entrevista profissional procura caprichar no visual…

A sociedade civil tem vindo, desde há muito tempo, a dar respostas de apoio e solidariedade nos mais diversos domínios.
Das misericórdias às instituições particulares de solidariedade social.
Nalguns casos, substituindo-se mesmo ao Estado que se revela incapaz de atender a todos e a tudo. Da infância à terceira idade.

Quantas famílias deste País encontraram resposta a necessidades tão simples como um infantário, um centro de estudos ou um atelier de tempos livres em espaços de exclusiva promoção da sociedade civil?
Quantas famílias deste País, confrontadas com a necessidade de assegurar cuidados médicos continuados a familiares, encontraram resposta a essa necessidade em equipamentos de exclusiva promoção da sociedade civil?
E quem iniciou o projecto do Banco Alimentar?
E quem são os que nas ruas das grandes urbes andam à noite a distribuir alimentos, agasalhos e algum conforto aos deserdados da vida e da fortuna?

Por isso, quando o Presidente da República apelou à responsabilidade cívica dos cidadãos poderia bem ter mencionado casos destes e que tão bem conhece para exigir que os estados e os governos não se alheiem das suas responsabilidades.

Assim como quando apontou os exemplos chinês e indiano, bem poderia ter apontado exemplos vivos de apostas numa educação de qualidade e capaz de responder às necessidades do tecido produtivo local que as escolas profissionais deste País vêm dado há bastantes anos.

Paradoxalmente, este subsistema de Ensino que o Estado incentivou e apoiou está agora sob a ameaça de vir a ser liquidado pelo mesmo Estado. Explico. Depois da asneirada de se ter feito tábua rasa do ensino das ditas escolas técnicas e comerciais, Joaquim Azevedo (então ligado ao GETAP, Gabinete do Ensino Técnico, Artístico e Profissional) foi um dos motores da aliança entre a sociedade civil e o Estado na refundação do ensino profissional entre nós.

Naturalmente que quase todos os projectos envolveram parceiros públicos e privados e contaram com o apoio de financiamentos públicos. Com resultados que estão à vista de todos. Das escolas profissionais que conheço, poucas são as que não conseguem encontrar respostas no mercado laboral para os seus formandos.
Pois bem, o mesmo Estado que as criou está agora apostado em liquidar anos de experiência e de investimento ao transferir essa aposta para a escola pública. E pelos piores motivos.
Tendo-se instalado a ideia que só os maus alunos vão para a via profissional, logo ali, alguns desses inteligentes que pululam pelos corredores esconsos das estruturas onde se pensa, sua e transpira “eduquês” ali lobrigou uma forma de melhorar números e estatísticas. Criam-se cursos profissionais nas escolas secundárias, manda-se para lá os maus alunos e baixa-se o nível de exigência. Problema resolvido.

E ainda andam para aí todos zangados com o novo Estatuto do Aluno?

22 comentarios:

Blondewithaphd disse...

Such bitterness in these lines! What can I say? You're touching where it hurts! And it hurts like hell! It hurts to see that babyboomers had it all, the welfare state and everything and now what's left for our generations is left for the civil society to decide. Fair, ain't it? Wanna know something? It will get worse, mark my words.
And what's more, sorry to be saying this, wait until the new students coming out from this "eduquês" (nice word!)business get to the work force. Just wait and see!

quintarantino disse...

My good friend, I agry with you!

Fa menor disse...

Desejando bom-fim-de-semana.

Só li o post mesmo na diagonal, sorry... como sempre falta de tempo.

Mas vi que há novidades na barra lateral! muito bem! Clube dos pensadores... boa sorte!

Bjitos

bluegift disse...

Eu concordo com o Estado Providência, com a atribuição de mínimos garantidos que permitam a vida num mínimo de dignidade. Se pagamos impostos também é para conseguirmos viver numa sociedade mais agradável, sem o quadro de miséria a que muitas vezes assistimos. O que me parece preocupar o Cavaco, e isso até compreendo, é que não podemos deixar toda essa responsabilidade para o Estado. Lógico, o nosso Estado nem tem dinheiro para isso.
Os miúdos de uma forma geral estão cada vez mais egocêntricos, mais materialistas, e também não me parece que o futuro vá ser mais risonho na sociedade futura. Talvez o número elevado de idosos vá servir para equilibrar a situação. Esperemos.
Num país de doutores e enhenheiros como queres tu que o ensino profissional seja valorizado? Aqui está-se no outro extremo: os miúdos são obrigados a seguir o ensino profissional a menos que dêm provas de capacidade intelectual. Um país rico não é feito só de rosas...

quintarantino disse...

Eu também concordo que o Estado tem o dever, um imperativo moral até, de não se demitir do seu papel de ajuda.
Compreendi onde queria Cavaco chegar.
Mas os exemplos que apontei pretendem demonstrar que já há muito que o seu apelo foi escutado.
No Ensino Profissional, como na Educação em geral, é que acho que andamos a fazer de conta.

Carol disse...

BWP, I couldn't agree more with you!

Bluegift, dizias «os míudos estão mais egocêntricos, mais materialistas...». Concordo, mas de quem será a culpa? Parece-me que aí nós, geração que os educa, pais ou não, temos grande responsabilidade.

Quin: Um excelente post, como sempre. Tocaste nos pontos essenciais e deste-me vontade de perguntar ao srº Cavaco o que fez/ faz ele para esse combate tão necessário...
Parabéns pelo que o teu blogue, em colaboração com o Tiago e a Silêncio, tem vindo a alcançar. Estou muito orgulhosa, maninho!

al cardoso disse...

Caro Quintanilho:

Tenho que tirar-lhe o chapeu, pois o meu amigo escreveu um artigo do melhor que tenho lido sobre o tema!
Ja quanto aos exemplos da India e da China, o senhor presidente deve estar a tentar enganar-se a ele proprio, pois se e verdade que existem muitos e bons tecnicos nesses paizes tambem e uma verdade irrefutavel, que ainda presciste ai uma enorme franja de deserdados da sorte e marginalizados, que em percentagem ate estaram talvez pior que nos!

Um abraco e bom fim de semana.

António de Almeida disse...

-Toca numa série de pontos que vão desde a proteção social á educação, falta a saúde, para questionar todo o papel do estado. Sendo um liberal assumido, defendo um estado ao mínimo, o que não quer dizer insensibilidade social, ou ausência total do estado, muita gente confunde liberalismo com anarquia. Mas o que pretende o nosso presidente, julgo que seja um sistema misto, equilibrado, onde o estado está presente, mas as instituições privadas também. No entanto Portugal tem um grave problema, é que se procura sempre fazer diferente de quem nos antecede, culpa-se os governantes, mas depois caimos todos no erro, muda-se o governo, tudo o que foi feito até ali estava errado, muda-se uma autarquia ou uma repartição, idem, muda-se um director numa empresa privada, acontece o mesmo, logo falta um rumo, uma continuidade, que nos tem impedido ao longo dos anos, de definir um modelo de desenvolvimento, e sustentá-lo. Nenhum sector foi tão afectado por experiências e mudanças de orientações estratégicas como o da educação, logo esse, que é a base da qualificação dum país, pelo que encaro como natural, que este país esteja numa permanente encruzilhada, não conseguindo decidir que rumo tomar. Isso reflecte-se nas políticas sociais, resta a solidariedade, a qual acho muito bem que exista, mas preferia obviamente que fosse menos necessária, o que seria possível, se o país conseguisse criar mais riqueza, pois melhor ou pior, ela acaba sempre por ser redistribuida, diminuindo as necessidades de apoio social, que num entanto nunca poderão desaparecer, até por existirem fenómenos colaterais que as tornam necessárias. É nestas matérias, como a educação que deveriam existir pactos de regime, para acabar de vêz com o eduquês!

bluegift disse...

Carol, nós estragamos os miúdos ao obedecermos demasiado às suas exigências, caímos no extremo oposto dos nossos avós. Há que ter a coragem de impedir que continuem escravos do marketing e do tipo de competitividade que lhe é subjacente, e fazê-los tomar gosto por actividades mais enriquecedoras do espírito e da solidariedade. Algo muito difícil nos tempos que correm.

R@Ser disse...

A cada dia aprendo um pouco mais sobre vcs!
Também te desejo um enorme Fim de Semana.

Beijos

Keops disse...

Mais uma vez concordo com muitos pontos deste post. Para compor o meu comentário, o meu testemunho de vida familiar. Um dos meus filhos prequentou uma escola pública, via profissional, por opção dele, e nosso total apoio. Não era mau aluno. Depois de concluído o secundário, optou por ingressar na faculdade. Licenciou-se em engenharia informática. Um dos grandes problemas da nossa "educação" é, em meu entender a desarticulação entre a ESCOLA e o mundo do trabalho.Sou a favor da especialização, das escolas profissionais, mas há que valorizar e dignificar os profissionais, A questão fulcral, no meu entender é o complexo de identidade que existe na nossa sociedade.Um trabalho de fundo, que tem sido descorado.

JOY disse...

Amigo Quintanrantino,

Relativamente aos rendimentos minimos de sobrevivência ,não percebo porque não se arranja uma ocupação para essas pessoas ,estão a receber e na sua grande maioria nada fazem e de certeza que haveria muitos sitios onde poderiam ser uteis .è também uma realidade que por exemplo na India para além do desenvolvimento tecnológico que apresentam a grande maioria da população vive na miséria .

Excelente post.
Um abraço
JOY

SILÊNCIO CULPADO disse...

QUINTARANTINO
Está aqui um artigo do melhor e do mais completo que li sobre o tema. Pusestes o dedo em várias feridas e, tudo o que afirmas ou deixas no ar, tem uma importância central para a compreensão do País que temos.
Relativamente ao que disse Cavaco Silva, eu só posso, infelizmente, ler da pior maneira. Ou seja, Cavaco Silva está a apelar a uma consciência de elites que limpe o Estado das responsabilidades que não pode ou não quer assumir. Cavaco Silva é o seguro de vida de José Sócrates e ambos sonham e cumpliciam na base do neoliberalismo que cava e afunda os mais desprotegidos. Cavaco Silva tudo o que faz, faz para segurar José Sócrates e este vive para agradar a Cavaco Silva. O que o nosso PR quer transmitir é uma falsa demarcação do governo para neutralizar a oposição PSD e segurar o PM.
Posto isto não tenhamos ilusões: Cavaco Silva está "a aderir às teses que pugnam pela liquidação sistemática do papel do Estado na promoção de políticas de intervenção e correcção de assimetrias sociais". Estamos aqui para falar claro e contribuir para o esclarecimento e o que eu penso é isto. Com grande mágoa minha que não sou daqueles que diz que nunca aí votei.
Agora acho bem que se chame a atenção para a solidariedade e para o facto de que todo o ser humano é nosso irmão. Só que tarantãtã não enche barriga.
E, como muito bem dizes, e é bom que todos disso tenham uma consciência clara, a exclusão pode bater-nos à porta sem que tenhamos feito para a merecer. Estou a lembrar-me de um filme que vi na Faculdade de Economia sobre os modelos de segurança privada nos Estados Unidos. Pessoas que tinham seguros e descontaram a vida inteira para privados, quando chegaram ao fim da vida ficaram sem nada e foram viver numa tenda em frente à casa onde um dia moraram. Sabem por quê? Porque esses privados entretanto tinham falido e ficaram-lhes com os descontos de uma vida inteira.
O desemprego, a partir de certas faixas etárias, é pura e simplesmente do mais dramático que há. A próxima geração de pensionistas vai sentir de forma muita mais acutilante estas magníficas reformas que estão a ser implementadas. E os nossos filhos, ou lhe arranjamos nós forma de lhes assegurarmos o futuro, ou correm o risco de ir morar para baixo da ponte ou nas ruas das grandes capitais.
Outros problemas que carecem de um debate mais aceso, e que tu abordas, têm a ver com a inserção social que passa sempre pela pessoa sentir-se útil e ter um trabalho que a realize, e que, a determinada altura, deixa de ser possível. Não porque a pessoa não tenha aptidões mas porque tem estigmas e estes sobrepõem-se a todos os valores e a todas as valências nesta sociedade capitalista e desumanizada.
Claro que a nossa sociedade civil tem vindo a dar respostas mas ninguém pode dar aquilo que não tem e as pedinchices de certas Associações junto dos hipermercados chega a ser desumana. Uma senhora que conheço, ao ser confrontada com os senhores do Banco Alimentar e a TV, deu o que não podia porque tinha a dispensa vazia mas teve vergonha de não dar. Isto é cruel!
Há formas de combater a pobreza. Mas essas formas não podem coexistir quando se pretende deixar intocáveis fortunas resplandecentes e até duvidosas. Passei por um blogue, há dois ou três dias, em que este dava conta que os bancos lucram 8 milhões/dia.
Isto é só um exemplo. É claro que o Estado tem que intervir e responsabilizar-se. Como é nos tãos apregoados países nórdicos? O comentário vai longo. Tenho pena que este post esteja apenas um dia porque tem matérias fundamentais que carecem ser debatidas. Nós temos o direito de compreender o país que temos e o chão que pisamos.

pedro disse...

bom post

NÓMADA disse...

Estes post magnífico tem muita substância mas, por isso mesmo, torna-se complicado apanhar todas as vertentes que contém. Penso que estamos a consolidar políticas neoliberais e que palavras do PR são como as medidas sociais anunciadas: operações de cosmética para disfarçarem uma triste realidade.
Entendo que o combate à pobreza cabe, em primeira mão, ao Estado, e são os governos através das suas políticas que determinam, em parte, a má distribuição da riqueza.

Sniqper ® disse...

A Culpa...!?!
Pois e de quem é a culpa, do Governo que se hoje fosse dia de eleições ganhava de novo!
Do Presidente da Reública que já foi Governo e voltou a ser eleito!
Dos sindicatos que não defendem classes a naõa ser o bem estar deles!
De quem é a culpa?
Minha de todos os que consentem a continuidade?
Dos que dividem um país de 700 e poucos kms em nichos de interesses, que se insultam nos debates da Assembleia e depois jantam todos juntos?
Falar, falar, falar....
Eu gostava de ver quem tanto fala se tivesse o Poder nas mãos o que faria, quantos familiares colocaria em cargos, para já não falar de quando o Zé Povinho estoirou com a economia em ocupações selvagens a mando de selvagens até hoje sem punição, sob a sigla da Democracia, haja pachorra, já chega!
Mas será que anda tudo cego, ou sou eu que só gosto de dizer mal?

Shark disse...

Eu venho aqui propositadamente para felicitar os autores deste blogue que diariamente se dão á maçada de nos apresentarem um cardápio variado de reflexões sobre temas actuais e de forma acutilante.
O texto de hoje é um dos exemplos disso mesmo.
Penso que Cavaco Silva ou foi mal compreendido ou se exprimiu mal na questão dos apoios sociais e da solidariedade.
De qualquer forma, o post assinala, e bem, que a sociedade civil já faz a sua parte e até mais que a sua parte.
Quanto ao ensino profissional foram aqui aduzidas razões que justificam a sua manutenção e não a sua destruição no tecido privado.

Tiago R Cardoso disse...

excelente.

Eu acredito no estado providencia, não consigo imaginar um sistema "americanizado", onde o sistema diz que a classe media não existe.
O sistema só cobre quem for muito pobre ou quem pagar e for muito rico, o resto tem de andar a fazer contas.

Acredito no entanto que apesar do esforço feito por muitos, outros continuam a descartar-se da ajudar e da ignorar os outros e o que poderiam fazer por eles.

Podem no entanto dizer que mais que dar um peixe é preciso ensinar a pescar, também não me parece mais correcto, temos de saber se quem ensinamos tem "força" segurar na cana.

antonio disse...

Vamos acabar com a pobreza sem promover a justa redistribuição da riqueza? Boa Cavaco, Sócrates não teria tanta desfaçatez!

Também estou de acordo, depois dos Melos, Jardins Goncalves e Berardos, porque é que os pobres não fazem pela vida?

SILÊNCIO CULPADO disse...

Bluegift
O País de doutores e engenheiros tem a menor percentagem de licenciados de toda a Europa. É por isso que se anda a procurar artifícios para arranjar resultados.

António de Almeida disse...

-Nada a ver com o post, fiz uma consulta ao perfil, e enviei para o e-mail constante do mesmo, umas quantas fotos, para usar como entender, agradeço apenas que me informe se as recebeu! Cumprimentos!

Fernanda e Poemas disse...

Querido amigo, faço minhas as palavras de Cilêncio Culpado, se me é permitido.
Beijinhos,
Fernandinha