Greve à sexta ou fim de semana prolongado ?

Eu tinha pensado não escrever sobre política; tinha decidido deixar isso para o nosso editor de política, o Quintarantino, mas existem algumas situações que não sou capaz de deixar em claro.

Para começar, e abro já espaço à polémica, não gosto de sindicatos, quer dizer, não gosto do rumo que estão a tomar e muito menos da falta de independência perante os partidos políticos.

Hoje temos direito a uma greve geral da Função Pública, que decorrerá entre as 00:00 e as 24:00; foi convocada pela Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.

Até aqui muito bem, todos temos o direito a protestar, direito à greve e principalmente defender os nossos interesses, sejam a que nível for, sendo que neste caso são de natureza laboral.

Embora não pertencendo à dita função pública, gosto de seguir e interesso-me bastante por estas questões.

Ao contrário de outros que entram em entusiasmos e quando são
chamados a realmente pensar, simplesmente desaparecem.

Um dia normal de greve nacional já se torna absolutamente previsível.

Temos os sindicalistas a levantar cedo, ocuparem as suas posições junto dos diversos sectores públicos, transportes fechados, manifestações e os famosos piquetes de greve.

Para quem não sabe, o piquete de greve é um conjunto de indivíduos que monta guarda aos sectores em greve, segundo eles com o objectivo de assegurar que a greve decorre de forma ordeira.

Evidentemente que se podem fazer outras leituras como será certamente o caso de quem quiser trabalhar e der de caras com os grevistas de certeza que tira outra leituras.

Outro aspecto interessante e a que vamos ter novamente direito é, com toda a certeza, a luta dos números. De um lado, os sindicatos, do outro o Governo, evidentemente cada um com a sua leitura e números diferentes conforme melhor lhes interessar.

Numa espécie de estágio para a grande greve de hoje surgiram personalidades de diferentes sectores a aproveitar-se da situação, alguns tentado já condicionar os resultados e outros tentando já agarrar a liderança.

"Havia necessidade de fazer em 2005 o que, em linguagem coloquial, designei com a palavra maldades mas para corrigir o défice de 6,83 por cento herdado do Governo PSD/CDS-PP", afirmou Augusto Santos Silva, logo acrescentado que "foi isso que terminou este ano. Com o Orçamento de Estado para 2008, os funcionários públicos não vão perder poder de compra. Em 2007 e 2008, estamos a prestar justiça aos funcionários públicos".

Ouvindo isto, fiquei-me cá a pensar: "Queres ver que agora o Sr. Ministro resolveu contar anedotas no Parlamento?"

De seguida o Bloco de Esquerda tratou logo de agarrar a capa de herói dos fracos e oprimidos: "Há um manifesto embuste: as maldades continuam e continuarão a ser feitas, as maldades estão para o Tribunal Constitucional, as maldades continuam a ser aplicadas mas não há nenhum sinal de correcção".

Surpreendente a resposta por parte do PS, na voz da deputada socialista, Maria José Gamboa, que saudou os trabalhadores da Administração Pública e acusou o BE de tentar manipular o significado desta greve.

"A greve dos trabalhadores da Administração Pública é um sinal claro e evidente da liberdade que todos os trabalhadores da Administração Pública têm de manifestar a sua indignação e o direito de prosseguirem a luta pelo seu caminho e interesses", afirmou.

Tive que ler varias vezes para ver se estava a ler bem, mas ainda estou aqui às voltas sobre como terá a senhora deputada chegado a tal evidencia?

Ter-se-á esquecido que a indignação é exactamente contra o governo PS e as suas propostas laborais?

Afinal quem é que está a esvaziar a greve e as reivindicações?

48 comentarios:

Kalinka disse...

E esqueci-me:
Façam vocês - os ditos trabalhadores não funcionários públicos - greve, a ver se isso incomoda os F.P....

Por acaso uma pessoa fazendo greve está a roubar algo que é seu?
Quem perde é o F.P. que não recebe o dinheiro desse dia de ausência ao trabalho...

Kalinka disse...

Desculpe o comentário, logo pela manhã...mas irrita-me os ditos trabalhadores não funcionários públicos meterem a colher SEMPRE que há greve da Função Pública...

Li:
Embora não pertencendo à dita função pública, gosto de seguir e interesso-me bastante por estas questões.

Logo vi que não era da Função Pública...pois se fosse já tinha sentido na pele aquilo que este famoso governo tem prejudicado a dita F.P. nos ultimos 17 meses...

Kalinka disse...

pois...fico logo enervada com certos disparates que leio, que acabei por inverter a ordem dos comentários...

Shark disse...

Eu sou funcionário público e hoje não faço greve.
Dá-me mais gozo fazer greve de zelo. Por razões que eu cá sei.

Daniel J Santos disse...

Pois eu também não pertenço à Função Publica, situação essa que não me impede de pensar, acho que todos nós temos por obrigação de debater e pensar no que acontece neste país, não se achando que certos assuntos são exclusivos de um sector.
Considero igualmente que a atitude deste governo em relação aos funcionários públicos uma complete desgraça, como são as afirmações do ministro e as suas "maldades".
Todos temos direito ao protesto e a indignação, como todos temos direito a opinar e a comentar.

quintarantino disse...

Penso que a justeza da greve não merecia que os sindicatos a agendassem para este dia.
Com a escolha de uma sexta-feira dão sempre o flanco a argumentos tipo "lá estão eles, mais uma vez, a querer um fim de semana prolongado".

Este argumento sempre podia ser rebatido com o facto de ir para fim de semana prolongado perdendo o salário de um dia de trabalho apenas dizer respeito ao próprio, certo?

E não se ensaie sequer que o lixo fica nas ruas por recolher, pois quem o deposita bem sabe que o não pode fazer.

De qualquer modo, e independentemente de se gostar ou não dos sindicatos tal como eles hoje se encontram (o que é coisa bem diversa de não se gostar de sindicatos), a verdade é que parte da imagem degradada que as pessoas dele têm resulta da sua própria acção e incapacidade de renovação.

Quanto à greve, a TSF anunciava no seu jornal das 08.00 que 55,5% dos portugueses aprovavam e apoiavam a mesma (curiosamente com um forte apoio de alegados eleitores do PSD).

Sintomaticamente, e quiçá a carecer de análise mais detalhada, o PS alarga para 12 pontos a distância para o PSD.

Sniqper ® disse...

Os nervos afectam o discernimento...

Cara Kalinka, calma, não vale a pena ficar irritada com as opiniões dos outros, afinal são opiniões e valem o que valem.

A minha é simples, GREVE é uma arma que o Poder nos concede para ficarmos DROGADOS, ou seja com a alucinação que ainda podemos de algum modo aborrecer os Senhores, mas vamos ser inteligentes e pensar o seguinte...

Jamais algum partido que governe este país vai tirar esses direitos aos portugueses, pelo simples facto de assim nós andarmos iludidos que vivemos em Democracia e Liberdade, é fácil e controla multidões.

É tempo de acordar e de não nos deixarmos levar nas manobras arquitectadas pelo Poder, porque estamos a pagar a Liberdade de Falar a um preço muito caro.

Carol disse...

Não sou da F.P., mas até podia ser se, por acaso, tivesse colocação enquanto professora. Mas não é por isso que gosto mais de sindicatos do que o Tiago! Não gosto e não acredito neles, nem no seu «trabalho». Os sindicatos estão aí para servir os interesses de alguns e não é do trabalhador certamente.
Quanto à greve, concordo que a façam, mas esta escolha das sextas-feiras já irrita. Parece que são os primeiros a contribuir para a falsa ideia de que o caos em que o país vive é resultado da falta de vontade de trabalhar da F.P.!

Blondewithaphd disse...

Not that my opinion is relevant, but I too don't appreciate unions (sindicatos) very much. And I also think there's not much credibility to have a strike on a Friday. Where I work people didn't mobilise, so it's business as usual, even if it's Civil Service. I know, and I feel it too, that a lot is wrong in the Civil Service, but I don't see any consistent or coherent political speech about the problems of the Civil Service. Union leaders always throw the same arguments and politicians always turn a blind eye. But I mean, on a Friday?, no I'm not convinced (and I'm one of those that strongly believes that striking is a right, a right workers gained very hard and right that should be used and respected).

Joshua disse...

Tiago, eu nunca poderia deixar de te visitar e ler: gosto do tom, gosto da imprevisibilidade da crítica e da abrangência dela.

Agora, já refeito dos meus padecimentos laborais, já dormido e descançado, comido (nos dois sentidos) e bebido. As Graves Gerais são sinais a que toda a gente se quer colar convenientemente e boomeranguizar capitalizadoramente, mas importaria antes implementar outras medidas insurgenciais bem mais cáusticas e criativas e contundentes de reagir contra a merda para que nos vão remetendo.

A este propósito sugiro-te um passagem pelo blogue a que estou associado As Vicentinas de Braganza, onde o Arrebenta diz umas coisas com as quais se tem de estar de acordo.

Aquele abraço
(Tentei dar sequência à tua réplica lá no meu chat, mas o carago do dispositivo deu erro. Passa por lá para que vamos falando.).

Márcio disse...

Comecemos então pelo início. Sindicatos?! Claro e evidente que é só mais uma dita instituição para ganhar taxo, assim como uma espécie de findmaddie mas em versão portuguesa e sem meter estrangeiros – que só dá quem quer, e que no fim não se sabe muito bem para onde vai o dinheiro.

Também concordo que haja direito à greve, embora que agora não me faz tanta diferença porque já não sou estudante, mas na altura e durante aqueles anos todos sabia bem assim um fim-de-semana prolongado.

Quanto à declaração por parte do PS, acho que é um sinal claro que isto não afecta – mesmo sendo “contra o governo e as propostas laborais” – minimamente o percurso do próprio PS. Também penso ser um sinal claro que, como iremos ver, os números por parte do governo irão ser muito apostos dos sindicatos.

Ah, já me ia esquecer… só espero é que amanhã ela escreva em português, sim!? :) Não é por nada, mas dá mais jeito para ler.

Sniqper ® disse...

Eu uso L.S.D.

Ou seja para analisar estas cenas de Greves Graves, uso três formas simples...

Lucidez

Sensatez

Discernimento

Tento deste modo analisar ambos os lados, mas os resultados até agora na realidade são nulos.

quintarantino disse...

Márcio, podes estar descansado... é na língua de Camões que sai o texto...

São disse...

Fui funcionária pública e sindicalista. Com muito orgulho e honra!!
Há funcionários /as que não cumprem os seu deveres? Claro! Como há em todos os sectores e profissões!
Mas, em altíssima percentagem, são competentes e desempenham as respectivas funções...e bastantes vezes em condições terríveis.
São em demasia? Não sei, no meu Serviço não são.
Além disso, não fui admitida por colegas nem admiti ninguém, juro!
Não perdoo de maneira nenhuma esta transformação da Administração Pública no bode expiatório da incompetência e dos desvarios dos sucessivos Governos!
Não admito que me venham dizer que tudo quanto é público é péssimo e que tudo quanto é privado é óptimo!
É mentira!!
Quanto às greves penso que deverá ser repensada -e bem- a sua utilização.
Saudações!

quintarantino disse...

Vitalino Canas "dixit":

«Esta é uma greve que não tem razão de ser. É uma reivindicação no sentido de os vencimentos serem aumentados mais do que é possível», defendeu.
Para o porta-voz do PS, o que as finanças públicas permitem é apenas «manter o poder de compra» dos funcionários públicos, como pretende o Governo, e não aumentá-lo.

MANTER? MANTER O PODER DE COMPRA? ESTE SENHOR VIVE ONDE?

«Todos os portugueses gostariam de pagar mais aos funcionários públicos, mas não podemos estragar o que fizemos até agora com atitudes precipitadas», afirmou.

O porta-voz do PS sustentou que «a maioria dos portugueses compreende o que está a ser feito», dizendo que «isso é visível nas sondagens».

Referindo-se ao barómetro da Marktest divulgado hoje pelo Diário de Notícias e pela TSF, Vitalino Canas salientou a «grande subida» do PS, que «aumentou de novo muito a sua décalage face ao segundo partido».

E DA APROVAÇÃO DA GREVE, NÃO DIZ NADA?

António de Almeida disse...

-Tiago, inteiramente de acordo, os motivos da greve não os conheço, logo não os comento, não gosto de falar do que não sei, portanto vou admitir por princípio a greve como justa, para sossegar alguns espítitos. Mas marcar greves á 6ª feira, é dar um tiro no pé, passa para a opinião pública, a ideia de fim de semana prolongado, queiram ou não, é a ideia que passa, e são precisamente os mais desfavorecidos, os primeiros a criticar greves á 6ª feira, á mulher de César não basta ser séria, também tem de o parecer, é um velho ditado, que se aplica como uma luva aos sindicalistas neste caso. Segundo, congratularem-se com os efeitos provocados? Que efeitos? Adiar sine die consultas marcadas nos hospitais públicos? Causar prejuizos aos cidadãos? Deveriam congratular-se por resultados obtidos com a greve, mas para tal, teriam de enfrentar o governo com outro tipo de greve, por exemplo, por tempo indeterminado, forçando o governo a retroceder. Estarei enganado? Agora um fim de semana prolongado dá sempre jeito, caso eu fosse funcionário público, talvez ponderasse aderir também!!!

JOY disse...

Como conseguimos nós acreditar nas intenções dos sindicatos se á cerca de 25 anos as caras são as mesmas,os partidos que os patrocinam são os mesmos a argumentação justificativa é a mesma as formas de luta são as mesmas os dias de greve são sempre os mesmos pior a mentalidade não muda, peço desculpa mas não acredito neste sindicalismo.

JOY

SILÊNCIO CULPADO disse...

A greve é um direito adquirido a duras custas e que custou a vida a muita gente que lutou em todo o mundo por melhores condições de trabalho.Podemos achar graça na greve à sexta-feira mas os sindicatos e trabalhadores estão no pleno direito de escolherem o dia que quiserem. E quem quer, a sério, uma sociedade mais justa, não pode desvalorizar a luta daqueles que trabalham. Talvez seja bom recordar que muitas pessoas morreram em luta por horários de trabalho que não fossem desumanos. Talvez seja bom recordar que, no período da revolução industrial em que os operários eram aprisionados nas manufactureiras francesas e inglesas, entre outras, em troca de salários que mal davam para os manter vivos, foram construídos labirintos para que estes não pudessem fugir. Pois, séculos mais tarde, aquando de escavações à volta dessas unidades de produção, foram encontrados esqueletos de homens mulheres e crianças que, sabendo que não conseguiam sair vivos, mesmo assim preferiram fugir e enfrentar uma morte certa a sobreviver em condições tão desumanas.
Dirão vocês que isso foi nesses tempos. Pois mas estamos a caminhar no mesmo sentido e aos poucos a desumanização atingirá níveis incomportáveis se não lhe fizermos frente.
Os 500 euros que actualmente se pagam por horários de trabalho alargados e, muitas vezes com sacrifício de períodos nocturnos, fins de semana e feriados, são já um sintoma disso.
Não há liberdade quando não há alternativas. Apoiemos pois aqueles que reivindicam. E já agora um esclarecimento: não sou nem nunca fui funcionária pública e, neste momento, sou patroa e não empregada.

FERNANDA & SONETOS disse...

Olá Tiago, pssei para deixar-te um beijinho e um bom fim de semana.
Fernandinha

NINHO DE CUCO disse...

Acho que não devemos falar na greve e associá-la aos partidos políticos e às manobras de bastidores para tirar dividendos. Obviamente que o PS vai ganhar as próximas legislativas. O PR quer, o PS quer, e o próprio PSD quer também. O PSD sabe perfeitamente que os acordos que está a estabelecer com o PS só beneficiam o PS que fica com a governação facilitada e o ónus divido com o principal partido da oposição. Por sua vez o partido da oposição fica com um ónus do qual não retira contrapartidas. São parvos os PSD`s? Claro que não são. Querem é que o PS continue a fazer o trabalhinho sujo para eles serem poder em tempo de vacas mais gordas e com a casa arrumada. Portanto, deixemo-nos destes joguinhos sujos e vamos ao que interessa. As greves também são objecto de manipulações partidárias. Mas aí temos efectivamente os trabalhadores do outro lado. Aqueles que ainda têm voz através dum vínculo laboral estável. Aqueles que podem mostrar a sua força e, nessa mostra, dar força aos que não têm voz.
Pensem nisso.

Joshua disse...

Não vá dar-se o risco de que não leias, Tarentino, lá atrás o que por último comentei na tua última posta, aqui vai, como um parêntesis que me autorizo ao fecundo debate em curso:

Ó meu caríssimo amigo Tarantino, tu sabes que vir aqui ao copo do costume é para mim obrigatório. Não falho e não falharei nem que sob uma crise de caganeira.

Mas, como bem compreendes, para recarregar as batarias todo o soninho é pouco, daí que, mesmo vindo cá, é tão de fugida que o comentário terá de ficar para mais tarde.

Estes partidos PS-PPD-PSD de Velhos Marretas, já oligarquizados, já retrógrados, com estes cozinhados subtis não nos comem por lorpas. Estamos atentos, mas ainda impotentes para ter um voto SEVERO na matéria.

Ainda ontem ouvia no meu MP4 um debate na RR com Pinto Balsemão, Jorge Sampaio, o Cardeal Patriarca, sob a moderação do Sarsfield, acerca do Populismo Planetário e seus contornos, onde a certa altura o próprio Jorge Sampaio reconhecia a valência emergente da blogosfera enquanto emanação da democracia, reguladora da acção política, blogosfera cuja franca expansão e relevância não poderia deixar de ser cada vez mais levada em linha de conta, mesmo do ponto de vista decisório, sendo um mecanismo basista (quando a base tem a palavra, a base fala!) entre outros.

Por outras palavras, enquanto o Notas vai crescendo para, associado a outros, guarecer de intervenção, vigilância e propositura de alternativas, a vida política nacional, cresce de igual modo a nosso comum esperança de que este tipo de debates por reformas se alargue a outros sectores da sociedade, de que a consciência dos dossiês se expanda e estes sejam delegados por várias instâncias até uma decisão-escolha que não fira de brechas oportunísticas a bondade do seu objectivo essencial.

Tenho confiança que caminhamos para aí. Veja-se a componente inovadora do recurso à internet na presente Campanha Presidencial Norte-Americana: um exemplo a seguir.

Parece-me que o sistema democrático terá de ser reformado rapidamente na configuração das suas estruturas, levando em linha de conta o imediatismo com que nós, as bases individuais e nucleares do pensamento e da emoção, da reacção genuína e das expectativas traduzíveis na actividade blogueana, intervimos criativamente na vida pública.

Aguardo, como quem apressa o amadurecimento da maçã, essa transformação forçosa dos mecanismos da democracia, mais pluto que demo, deve dizer-se.

Abraço

Espero-te para um café lá, no PALAVROSSAVRVS REX do costume.

Zé Povinho disse...

Começando pela sexta-feira, que o Tiago associa a um fim de semana alargado, talvez seja bom esclarecer que eu trabalho amanhã sábado que até é dia feriado. Faço greve, embora discordando da acção dos nossos sindicatos, porque o que está em causa não são essas organizações mas sim a acção e a propaganda enganosa do governo. Quanto aos aproveitamentos políticos, são naturais por parte da oposição, mais difícil mesmo é entender a posição do PS, mas também não gosto dos políticos que temos.
A greve é um direito, e só adere quem assim o deseja. Calculo que haja quem se sinta bem com a situação actual e por isso não veja razão para fazer greve, também sei que há quem esteja com contratos precários e não esteja em condições de aderir ao protesto embora também sejam vítimas, e há os que têm medo e não fazem greve.
Eu teria gostado que a greve fosse pelo menos de uma semana, mas como é de apenas 1 dia, eu estou em greve, hoje!
Abraço do Zé

NÓMADA disse...

Os trabalhadores e pensionistas que atacam esta greve estão a dar um tiro no pé. Esta greve representa a capacidade de mobilização contra um inimigo comum: o capitalismo selvagem que, para obter lucros sobre lucros, criou e alimenta a nova classe de escravos do século XXI. O governo e os partidos que se identificam com este ataque permanente aos direitos e às liberdades, esfregam as mãos de contentes por ver que os trabalhadores não estão unidos nem solidários, condição essencial para continuarem os seus ataques. Acho muita piada áqueles que dizem que a greve não é justa porque pede aumentos salariais superiores àqueles que são possíveis ou que são estimados segundo a inflação prevista. Isso faz-me lembrar a necessidade de reformas para garantirem a sustentabilidade da segurança social. Só que essas reformas foram só para os mais pobres, aqueles que trabalharam e descontaram uma vida inteira. Porque para os grandes senhores que acumulam reformas e complementos chorudos, por meia dúzia de anos de trabalho, não lhes é exigido sacrifícios nem perda de regalias.
Os aumentos que não querem dar haverá também muitos que os vão, ter e pagos pelo dinheiro dos contribuintes e pelo suor daqueles que, não os recebendo, têm que descontar para que os grandes senhores possam ter os aumentos que eles não têm.
Isto é pornográfico, obsceno e revolta-me só de estar a escrever.

GIL disse...

Os funcionários públicos digo, repito e volto a dizer, têm sido uns privilegiados em relação à maioria dos trabalhadores. E é deles que se trata. Os funcionários públicos são privilegiados nos cálculos das reformas, na assistência médica, na establidade de emprego em que praticamente é impossível despedir um funcionário público faça ele o que fizer. Os funcionários públicos podem fazer greve e escolher os dias da greve que não lhes acontece nada. Os outros trabalhadores que não têm contrato ou que têm um vínculo precário têm que meter a viola no saco. Têm aumentos zero ou muito inferiores a estes senhores da função pública. Exorto todos os leitores a pensarem um bocadinho nestes privilégios dos funcionários públicos que são conseguidos com os descontos daqueles que não têm direito a estas mordomias e que se fartam de dar ao litro.
Acredito que o PS esteja a subir nas intenções de voto porque alguém havia de ter tomates para pôr esta rapaziada na ordem.
Agora fazem um belo fim de semana refastelado. Descontam-lhes no vencimento? Pois claro mas se não tivessem o dinheirinho certo ao fim do mês que lhes permite fazer esse desconto eu bem queria ver.

ALEX disse...

Todas as greves são justas se as entendermos que elas são a forma de lutas das classe profissionais representadas nos respectivos sindicatos. Não podemos esperar que as greves sejam feito de forma a não incomodarem nem fazerem mossa. Tal como os patrões usam toda a sua força para oprimir, humilhar e retirar direitos, os trabalhadores usam todas as suas prerrogativas para retirarem o máximo de efeito da sua acção. Hoje muitos trabalhadores não podem fazer greve mas isso não quer dizer que não se organizem e não venham para a rua juntar-se aos trabalhadores que estão em luta. A hora que vivemos exige que estejamos unidos pois já não ganhamos para comprar casa nem carro e dentro em pouco nem mesmo para comer. A desgraça não é mais ecidente porque a geraç
ao anterior mais ou menos conseguiu safar-se e está agora a ajudar aos filhos.
Amigo Tiago não faça a pergunta que faz como título deste post. Junte-se a nós porque por aquilo que me apercebo não é patrão e é também vítima do sistema.

Tiago R Cardoso disse...

O único objectivo da pergunta é exactamente levar as pessoas a pensar, já que se lerem bem o meu texto vão ver exactamente o que eu penso sobre o assunto.

Lampejo disse...

Tiago,

Eu sou contra qualquer ligação da organização de luta da classe trabalhadora com o Estado, com o governo, ou dominado por partidos políticos - que insistem em se dizer operários, socialistas, dos trabalhadores, mas que querem estar acima da classe, dirigindo o movimento.

E com isso reforçam a divisão social entre dirigentes e dirigidos, exploradores e explorados.

O verdadeiro sindicalismo quer dizer união dos trabalhadores.
-lutar por seus próprios interesses de classe.

Enquanto isso, O SANGUE DO TRABALHADOR CONTINUA A ESCORRE PELA SARJETA SEM DESTNO.
E a vida nós a amassamos em sangue.

Seria melhor futucarmos uns versos!
Ou seria apenas um poema.
Feito de garranchos e espinhos?!

Está de parabéns Sr. Tiago pela postagem!

(a)braços e bom fim-de-semana:)

Rui Caetano disse...

Eu sou contra greves principalmente quando têm objectivos pouco claros e que não vão trazer quaisquer efeitos práticos. Eu sou pela negociação entre os sindicatos e os governantes, às vezes, é melhor dar um pouco e receber qualquer coisa do que nada conseguir.

Sniqper ® disse...

Depois de ler todos os comentários até ao presente momento, e de eu próprio por várias vezes ter feito alguns ataques directos ao assunto de hoje, a greve, a função pública e as coincidências das sextas-feiras, reconheço que estamos a fazer o jogo do PODER.

Lendo com atenção o texto escrito pelo Tiago e outros comentários, um deles chamou em particular a minha atenção, foi o da Silêncio Culpado, de facto estamos a deitar fora tantos e tantos anos de luta por condições humanas de vida, a divisão cada dia me parece maior, é um facto que me deixa triste, porque é tão simples mudar e ganhar.

Basta esquecermos classes, cores partidárias, interesses de sindicalistas e JUNTOS fazermos frente a este ataque, que está a minar a UNIÂO de quem já pouco ou nada tem para defender.

Seria bom que independentemente dos resultados obtidos, TODOS OS PORTUGUESES, hoje e sem adiar essa decisão fizessem uma reflexão que SÓ NA UNIÃO DE TODOS A JUSTIÇA SOCIAL PODERÁ VOLTAR A REINAR NESTE PORTUGAL.

Fa menor disse...

Depois de ler o post e ir seguindo os comentários ao longo do dia, com alguma atenção, vejo-me forçada a concordar com este último coment de Sniqper ®.
"estamos a fazer o jogo do PODER."

É triste, mas acho que nunca conseguiremos fazer nada, seja de que maneira for.
O PODER terá sempre mais força, à força!!!
(Mas isto é o meu lado pessimista que está a falar)

Concordo que, como diz o mesmo comentador, "SÓ NA UNIÃO DE TODOS A JUSTIÇA SOCIAL PODERÁ VOLTAR A REINAR NESTE PORTUGAL."

... mas união como?! De que modo nos podemos unir?
União só de palavras não basta!!!

C Valente disse...

aSgrves podem ser justas, e nem ponho em causa, mas que tira um pouco de credibilidade, pois um fim de semana prolongado, logo a primeira ideia, mas será talvez a melhor solução para maior aderencia
Bom fim de semana,
Saudações amigas

Alma Nova disse...

Meus Caro Tiago
Li e reli o post, assim como os comentários que aqui foram sendo escritos. Sou funcionária pública e desde sempre considerei a greve como a última e a mais poderosa forma de luta de quem trabalha, conseguida e "arrancada a ferros" por tantos que por ela lutaram. Sempre aderi às que me pareceram justas, assim como sempre apoiei as que, não sendo minhas e prejudicando a minha vida diária, eram realizadas por quem lutava para alcançar condições sociais e económicas dignas, pois sempre considerei que todos temos, em igualdade de circunstâncias, o direito e o dever de lutar pelo que achamos justo e digno.
Mas, desta vez, pensei maduramente no assunto e percebi que, actualmente, a greve está de tal forma enquadrada no sistema que, queiramos ou não, estamos a entrar no jogo que repudiamos e a seguir as regras com as quais não concordamos. Agora já duvido que seja esse o caminho para chegar à liberdade de que fala a "Silêncio Culpado", a liberdade de escolher com justiça e alternativas. Todo o sistema está corrompido de tal forma que o que já foi uma batalha cerrada, agora não passa de mais uma roda da engrenagem.
Parece-me fundamental conseguirmo-nos alhear de toda e qualquer forma de divisionismo e tentarmos atingir a União de Forças contra o que corrói a dignidade da Vida.
São os alicerces que estão podres e são eles que têm que ser removidos e substituídos por outros novos. Isto não passa por alternativas partidárias nem por ataques a esta ou aquela fatia da sociedade, mas sim pela reconstrução pedra a pedra das fundações do que poderá de novo vir a ser a Liberdade, a Dignidade e a Justiça, hoje completamente escamoteadas da nossa existência.

juvenal disse...

Há muito reaça à solta.

Tiago R Cardoso disse...

Obrigado Senhor Juvenal pela sua participação e opinião, ficámos esclarecidos.

Tiago R Cardoso disse...

Era mais um sábado de inverno, apesar disso estava sol, mais uma vez meti a chave aquela porta, mais uma vez eram 6.30 da manhã e aquelas palavras do meu patrão ainda ecoavam nos meus ouvidos " o horário é de segunda a sábado, das 6.30 ás 19.00, po salário é esse e as horas extras e sábados estão incluidas ", não tendo alternativa e dada a necessidade aceitei.

Durante a semana tinham andado a construir uma pequena estrada ao lado do escritório, obra da autoria da câmara municipal, com a presença de três funcionários, pensei que por aquele andar demorariam uma eternidade.

Nesse sábado, para minha surpresa eis que chegam duas carrinhas da câmara, traziam cerca de 15 indivíduos, chegaram pela 9.30, descarregaram ferramenta, analisaram o que tinha sido feito, deram dois dedos de conversa, começaram a trabalhar pelas 10.30, ao meio dia arrumaram tudo e foram embora.

Lembro-me que alguns eram membros do sindicato da zona, porque eu conheço as pessoas em causa.

Pensei eu, " raios porque é que o sindicato cá do sitio nunca aparece?

Passado uns dias vi que estava enganado, o sindicato apareceu lá na empresa,sim senhor, foi almoçar com o meu patrão.

Pata Negra disse...

Há quem ache que a culpa é dos sindicatos - eu acho que a culpa é do governo.
Há quem não goste dos sindicatos - devo concluir que são pela sua extinção.
Há quem ache que os sindicalistas são políticos - não concebo sindicatos apolíticos.
Há quem ache que os sindicatos são influenciados pelos partidos - desde que sejam por partidos da oposição...
Há até quem ache mal que os sindicatos escolham a greve para dias que favoreçam maior adesão - não entendo essa.
Há quem pense que é fácil fazer greve - pois a mim custa-me muito, descontam-me muito mais do que aquilo que ganho e as coisas não vão assim também como isso.
O direito à greve vai-se esvaindo, o último direito que nos resta para expressarmos o nosso descontentamento. Depois haverá outras formas, cortar estradas, fazer greve de fome, incendiar carros, partir montras, Paris, S.Paulo - caminhamos para aí a passos largos.
Fico chateado, claro que fico chateado!

O Guardião disse...

Tenho acompanhado os comentários ao longo do dia e parece-me que a estratégia dos partidos, e falo no plural, está a ser conseguida, pois a divisão de opiniões reina, ainda que à maioria desagrade a acção do governo. Eu apoio esta greve, porque os funcionários públicos têm sido os bodes expiatórios dos últimos governos. Lamento que haja quem critique os funcionários porque se acha desprotegido para conseguir também fazer valer os seus direitos, porque isso é mesquinho e não leva a lado nenhum. Quando os trabalhadores do Estado desistirem de lutra e de fazer greves, teremos todas as outras actividades também caladas e impotentes para clamarem pelos 'poucos' direitos que ainda possam ter.
Também ouvi alguém dizer que é preciso mudar, e até concordo, mas votando nos mesmos partidos que nos trouxeram até aqui? Não contem comigo, assim prefiro votar em branco porque estou farto deles.
Cumps

7 Pecados Mortais disse...

A greve é um direito democrático e como tal tem que se respeitar. Se há os que aproveitam a Sexta com outros sentidos, há! Mas também existem os que lutam pelas causas justas sociais. Também existem os que nada fazem e tenho pena de ver alguns sindicalistas com anos de casa, a defender a greve, mas no seus locais de trabalho, são piores que os políticos do nosso governo. Eu sei do que estou a falar pois conheço pessoas a trabalhar nos Sindicatos e por exemplo no Sindicato do Professores da Zona Norte, o Sr.João Dias Silva - presidente, pratica medidas injustas com os seus funcionários, medidas essas que ele anda a defender como injustas ao serviço do organismo que representa. Dois pesos, duas medidas? Serão estes senhores sindicalistas? Contudo ainda acredito que há alguém a lutar justamente e nesse sentido, continuem...Abraços e bfs

R@Ser disse...

Falar de Política é sempre uma questão delicada, mas não se pode ficar inerte a tudo e fazer de conta que nada acontece.Os
movimentos sociais estão aí, estampados nos jornais escritos e televisivos, mas esses mesmos movimentos sempre estiveram atrelados a partidos políticos, nunca foram independentes, criam campanhas vazias, que não significam nada na conjuntura política nacional, sempre lutaram pelo poder.Isso sem falar no dinheiro que sempre rolou entre partidos e sindicatos para financiar campanhas. Eu prefiro questioná-los pela legitimidade ou não de sua existência. Acredito que os sindicatos costumam estar mais interessado nas decisões dos partidos do que na própria categoria.
Não acredito em transformações sociais conduzidas por partidos, sindicatos, ou qualquer outro movimento. Pode ser que eu continue uma ingênua, mas para mim, uma sociedade civil organizada é quem tem essa tarefa. Se alguma entidade (ou mesmo a maioria delas) não está cumprindo esse papel, cabem a nós, cidadãos, criticar. E agir.
Parabéns pelo texto...Porque é isso mesmo que devemos fazer: AGIR SEJA DE FORMA FOR!

Carol disse...

Ainda não percebi essa ideia de que todos os funcionários púlicos e todos os patrões são uns pulhas... Já fui funcionária pública e hoje sou patroa. Tal como muitos os que comentaram anteriormente, eu também faço contas à vida e, acreditem, o meu mês está a esticar-se e muito!
Para quem é empregado, as coisas não estão fáceis, mas há muito patrão como eu a fazer das tripas coração para cumprir com as suas responsabilidades!
Não generalizem e pensem que a solução passa, sobretudo, pelo espírito e trabalho de equipa.

Compadre Alentejano disse...

No meu entender a greve dos funcionários públicos é justa.
Se eu fosse f.p. também fazia greve, mas com um pretexto diferente: protestava por o presidente do conselho ter lançado o ódio da população sobre a classe.
Quanto à deputada Gamboa, fez-me lembrar aquele ministro da Agricultura (PS)que veio juntar-se aos que se manifestavam frente ao seu ministério, isto é, o Sr.Gomes da Silva a protestar contra o ministro Gomes da Silva. Palhaços...
Um abraço
Compadre Alentejano

antonio disse...

Morreu-se nas ruas do Barreiro pelo direito de se ter um horário de trabalho, um contrato, o direito ao sindicalismoa e à greve.

Pelos visto vai ser preciso que tal volte a acontecer para que as pessoas percebam que sem o exercício da greve ou do sindicalismo estaremos todos debaixo do jugo do patronato.

Sniqper ® disse...

Resumo Da Derrota

Engula quem tem de engolir, mas melhor do que falar é ver. Aos fundadores deste blogue, endosso o meu pesar pelo vosso comportamento, é triste e a prova evidente que jamais neste Portugal algo se irá alcançar, pela prática que vocês deixaram bem marcada na vossa conduta.

No dia em que o sniqper resolveu como sempre e como o está a fazer agora discordar de uma acção vossa, foi deportado para o caixote do lixo, os vossos comentários no Kolmi como por artes de magia acabaram, as respostas no Notas de igual modo, é triste e acho que se ainda tiverem um pingo de consciência, pensem.

Se alguém que grita e escreve em defesa da Liberdade reage desse modo, então meus amigos, o meu conceito de Liberdade não é o vosso, mas não será por isso que deixarei de vir comentar, nem tão pouco apagar comentários vossos no Kolmi. Não pratico acções que condeno, não acuso quando erro, nem insulto, sou eu como sou e como continuarei a ser, não me vendo por trinta moedas.

SE ESTE É O VOSSO EXEMPLO DE UNIÃO E LUTA, PENSEM. JÁ VI ESTE FILME EM BLOGUES COMO O “DO PORTUGAL PROFUNDO”, ONDE DISCORDAR DO GRUPO ERA PROIBIDO.
SERÁ ESSA A LIBERDADE QUE VOCÊS DEFENDEM?

quintarantino disse...

Diabo... eu estou como sono, mas parece-me que o Tiago não questiona o direito á greve.
Mas sim porque são quase sempre marcadas para dias chamados sexta, segunda ou véspera de feriado.
É isso, não é Tiago?

Sniqper ® disse...

Um Bom Fim De Semana

Espero que a Paz do Senhor ilumine as vossas mentes, que no Domingo nas vossas orações todos os pecados sejam perdoados, sei que sim, ELE tem piedade com as suas ovelhas, mesmo as que tresmalhadas vão pastar em terrenos alheios, sempre a Sua Mão as guia para o redil e lhes dá o conforto da Paz.

Que a Paz Fique Poe Aqui, eu vou regressar para onde me enviaram...

ГУЛАГ: Главное Управление Исправительно— Трудовых Лагерей, "Glavnoye Upravleniye Ispravitelno-trudovykh Lagerey

quintarantino disse...

Pedia a todos os comentadores e leitores do NOTAS que relevassem o escrito do Sniqper.
Deve ser da hora tardia.

Como lhe deu para isto, recorro também eu à máxima: "Perdoai-lhe Senhor..."

SILÊNCIO CULPADO disse...

Todas as pessoas têm o direito de exprimir livremente a sua opinião e gostaria que Notas fosse sempre um espaço de diversidade e partilha de pontos de vista diferentes. Porém, entendo que o comentador deve centrar-se mais no texto que nos comentários que vão sendo produzidos o que, por vezes, não acontece em prejuízo do debate e com alguma negligencia por quem produziu o texto. É este o meu ponto de vista, poderá haver outros igualmente válidos mas a liberdade aconselha a que cada um proceda de acordo com aquilo que acha correcto. Aqui, ou noutro espaço qualquer que se preze, não há pessoas privilegiadas nem sobredotadas. Há pessoas e todas as opiniões são importantes por igual: nem inferiores, nem superiores. Da mesma forma que, quando nos conhecemos na vida real, há pessoas com quem sentimos uma maior empatia e convivemos mais também aqui, e porque os comportamentos geram comportamentos, há pessoas com quem nos sentimos mais próximas. É legítimo, penso eu.

Peter disse...

Quem está a esvaziar a greve e as reivindicações são os Sindicatos que as marcam à 6ª F.