Aeroporto, Ota, Alcochete? Construam-no, porra!

Um ilustre causídico da terra em que habito, e que ao caso para aqui não é chamada, e que fez uma carreira de um só pé na política do burgo (digo um só, porque o outro esteve sempre fora), costumava recorrer à expressão “isso são lá guerritas de campanário” quando pretendia discorrer sobre polémicas de “lana caprina”.

Ora, penso que a guerrilha que para aí vai a propósito (ou será a despropósito?) do novo aeroporto atingiu o ponto das ditas “guerritas de campanário”.

As balizas estão, neste momento, em Alcochete e na Ota, mas desconfio que ao ponto que o torpedeamento chegou também podiam estar nos confins do Cochinchina e nos arrabaldes de Kinshasa. Iria dar tudo ao mesmo.

Como sabem, o nosso Governo apostaria na Ota, com Mário Lino à cabeça.
Ele já se via, qual cavaleiro das obras públicas de napoleónico porte, a lançar a primeira pedra, a apanhar o primeiro avião, a vender o primeiro bilhete… enfim, andava o homem assim embalado no suave encanto de um devaneio (caro, diga-se) quando lhe apresentam, de bandeja, um estudo.

Era a CIP que lhe batia estrondosamente à porta. Podiam ter feito como as palavras do poeta e ter batido leve, levemente mas não… bateram com estrondo que é como as bravatas do nosso patronato se apresentam.

Irritado, condescendeu. Ponham isso aí. Darei uma real vista de olhos quando me aprouver.

Diligente, dizem as más-línguas, que são precisamente as que afiançam que há muito desespera o chefe por o mandar pregar para outra paróquia, terá tamborilado a calvície e descoberto a pólvora. Encomendo outro estudo. Um assim a dar naquele e vou fazendo de conta que inocente informação sai. Melhor. Negoceio a distribuição a conta gotas.

E assim se desenrolava o jogo no meio campo, assim tipo Ota para Alcochete, uma finta, rodopia, passa para Ota, a Ota avança, olha e passa para Ota… pedimos desculpa pela narração mas o Gabriel Alves estava impedido e o lance teve de ser narrado pela prata da casa. Que é de lata!

Como a coisa andava ali pelo meio campo e ameaçava dali não sair, Menezes (o novo lateral direito do plantel) ensaiou uma descida galopante pela sua faixa discorrendo que se já está decidido que o aeroporto é na Ota, então não vale a pena fazer as pessoas perder tempo e estar a gastar mais dinheiro.

Atenta, a equipa da casa, fez-lhe sair ao caminho o carregador de piano de serviço. Sócrates “himself” veio lesto a terreiro falar em pressões sobre o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e que com ele não havia pressões. Nem muitas, nem poucas. E é capaz de ter razão o homem. Tem fama de obstinado, impaciente, teimoso, persistente…

Castiço isto, não?

Um país como o nosso, onde o que menos abunda são recursos financeiros, anda a saltitar alegremente de estudo em estudo, e cada qual com vantagens tais que nem nos épicos tempos das lojas dos trezentos, como se construir um aeroporto fosse como construir um galinheiro.

No fim, quando houver aeroporto, gostaria que se revelasse à Nação quando custaram os estudos, projectos, bitaites e afins para o dito cujo. A sério. Ainda íamos descobrir que dava para fazer umas quantas escolas. Um dois hospitais. Um comprar uma frota inteirinha de Audi’s todos artilhados para um Ministério.

Eu, por acaso, até era capaz de propor que, estando a coisa assim difícil, ficassem por uma solução mais em conta.

Construam o TGV que a malta cá se arranja, em Vigo ou em Barajas sempre arranjamos um avião para o destino que queremos.

Quê? Ai não pode ser?

Então, e de uma vez por todas, lembrem-se que para brincarem aos aeroportos têm aquelas peças chamadas LEGO. No resto, construam-no.
Aliás, já há quem afiance que o local é indiferente quando o principal problema é o atraso que o processo já leva.
Curiosamente, no meio desta bernarda, há uma voz que quase ninguém quer ouvir. E que é a de Jorge Gaspar, que coordenou a equipa técnica do Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território (PNPOT).

Este geógrafo, professor catedrático aposentado, considera mesmo que “todo o processo é vergonhoso”, pois “nunca foi feito um estudo de custos/benefícios para a Ota”.

As grandes dúvidas que considera existir ainda em relação à Ota é a da relação custos/benefícios, que nunca foi estudada, bem como a possibilidade de expansão – que diz não ser impossível mas comportar custos mais elevados do que as outras opções.

Por outro lado, a localização na Ota serve “muito bem” a área metropolitana de Lisboa, mesmo “melhor do que Alcochete”.

O estudo promovido pela CIP é elogiado pelo geógrafo no que respeita ao capítulo ambiental, mas “o capítulo sobre acessibilidades levanta muitas dúvidas por falta de informação”.

Quanto aos interesses que diz que terão promovido agora a opção de Alcochete, diz que serão legítimos, como todos os outros, mas acha que se é para considerar novas opções por uma questão de custos então há que olhar para outras localizações viáveis no eixo do Tejo, mesmo em terrenos do Estado.

Ninguém quer ouvir melhor o homem? Não? Bem me parecia!

Ah, já me esquecia, o Governo concessionou as estradas nacionais por 75 anos.
Rejubilem, senhores. Deitem foguetes. Vão-se acabar os buracos e outros perigos nas nossas estradas. Pois, se agora são “privatizadas”…

34 comentarios:

Shark disse...

Espectacular. Eu não posso dizer mais nada. Por acaso posso. Gostei da solução de construir o TGV e irmos apanhar o avião a Espanha. Os bilhetes lá até são mais baratos.

Mas o seu amigo é capaz de ter razão. Andam agora os da RAVE, do NEAR, da CIP, do LNEC, o Lino e náo sei quantos a puxar dos galões e nós a olhar para eles.

Queria também felicitar o vosso blogue por ontem ter tido a oportunidade de ser referenciado e entrevistado, na pessoa do Tiago, na Rádio Clube de Matosinhos no clube dos Pensadores.
Só foi pena que o entrevistador quisesse falar mais que o entrevistado.
Mas tenho de dizer que vocês estão lançados.

Francis disse...

Quint, tu sabes que um aeroporto hoje em dia é um centro de negócios brutal ?
Uma plataforma logística impressionante ?
Que o LAX ( Los Angeles ) factura, por ano, quase 40% do nosso PIB ?
É a loucura, as pressões que este projecto está sujeito devem ser, para nós, comuns mortais, inimagináveis.
As promessas que se fizeram na Ota. Tens assistido, concerteza, á explosão de resorts e campos de golf, no Oeste...porque ? Claro.
Resumindo, em nome da sobrevivencia da TAP, construa-se porra. Se nós não perderdermos a hipotese de fazer um Hub para África e países sul americanos, Brasil, Venezuela, etc...o TGV funcionaria ao contrario, a Estremadura espanhola vinha apanhar o avião a Lisboa.

Peter disse...

O seu texto tem "pano para mangas":
- Ota
- TGV
- Concessões de auto-estradas até 2099 ( o Louçã mostrou o DR onde está publicado.)
Porque misturam OTA com TGV? Fica mais barato voar de Madrid para Lisboa, do que apanhar o TGV na OTA para vir para Lisboa.
Com certeza já ouviu falar no "Grupo de Macau"?
Há tanto, mas tanto, para falar ...
Chegou a ler: "O erro da OTA e o futuro de Portugal", de vários autores, publicado pela Tribuna da História em Maio deste ano?
Mas, como diz o comentador aí acima:
"em nome da sobrevivencia da TAP, construa-se porra" e o mais rapidamente possível. Hoje já é tarde.
Onde? Não sei, mas também não sou ministro.

Carreira disse...

Eles fazem contas...e mais...contas...a malta da OTA pensa no que vai perder (porque investiram muito, para colherem a multiplicar)...a malta de Alcochete clacula: soma, multiplica, somo, multiplica.
$$$$$$$$$$$$$$$ $$$$$$$$$$$$$$$4

O que dizer mais...o Quintino disse quase tudo.

7 Pecados Mortais disse...

Como disses e bem, venha o TGV que depois nos arranjaremos. Pelo que se preve por cientistas dentro de 3 anos há o serio risco do petróleo acabar. Se assim for queremos o TGV. Quanto às indecisões é a constante decisão do governo que nos sustenta, aliás, sustentamos. Há estudos, não há estudos e a embrulhada continua. Como disses, construam...pois quer seja na Ota, Alcochete ou no "raio que a partam" a factura já está apontada a nós. Haja Paciência! Nota: Sou a favor da construção que menos despesa pública traga. Pelo que vi até agora, sou a favor de Alcochete. Mas o governo que pense, pois eu com a minha calculadora cheguei a esta conclusão. Certo ou errado, mas cheguei a uma conclusão.

7 Pecados Mortais disse...

Perdão, refiro-me a 30 anos em relação ao esgotamento do petróleo.

amigona avó e a neta princesa disse...

Não sei que diga perante tanta e valiosa informação! Vem uma pessoa para o público e privado e já está outra a chamar a nossa atenção!
Acho que este é (mais) um negócio vergonhoso deste governo que gasta, gasta assim o erário público...dava, de certeza, para construir muita coisa necessária...quanto aos privatizados muitas vezes fartam-se de ser lucrativos à custa dos dinheiros públicos que o Estado (nossos impostos)lá deposita!

try disse...

ugh..I don't understand at all..anyway, it's a nice blog : D

SILÊNCIO CULPADO disse...

OTA, ALCOCHETE?
Talvez nenhum. Quem está com pressa em gastar ao país uma verba que o hipoteca por muitos e muitos anos? Os estudos sobre as várias opções ao aeroporto de Lisboa estão concluídos há já quase uma década.E todos, PS, PSD e afins, os conhecem de cor e salteado. Aliás seria interessante criarmos um espaço de opinião sobre esta matéria e convidar alguns dos estudiosos a comentarem. Porém, à falta de melhor, vou tentar recordar algumas premissas. Nada nos garante que o aeroporto de Lisboa esteja esgotado ou venha a estar esgotado nos próximos 10 anos ou 20 anos. Aliás se formos para a Alta Velocidade o transporte aéreo sofrerá um rombo sério quer internamente quer na relação Lisboa Madrid.O comboio será mais rápido por implicar menos tempo de espera nos aeroportos e pelo fácil acesso à Rede de Alta Velocidade.
Ora se se optar, por exemplo, e esta é a minha opinião, pela Portela+1, poder-se-ia ir para Alverca que, com poucas obras poderia albergar o low coast e já temos Lisboa desimpedida. Isso de que tem que ser Ota ou Alcochete é ver quais interesses (grandes e poderosos) que servem um e outro. Por isso eu acho que nada do construam-no porra! Façam hospitais e tratem os doentes que bem precisam!

adrianeites disse...

"Um país como o nosso, onde o que menos abunda são recursos financeiros, anda a saltitar alegremente "

é bem verdade ...

e para além disso é ridicula a discussão entre engenheiros que se está a fazer..

as estradas concessionadas por 75 anos... hum... rótulas, braços de direcção, foles, ponteiras, amortecedores, jantes...vai tudo com os buracos..

Por causa desses buracos ja gastei bastante dinheiro.. e agora como vais ser?!?

Já agora: 75 anos!!!!! anada tudo louco ou quê? daqui por 75 anos, segundo os filmes que tenho visto sobre o futuro, ou isto já ardeu tudo ou então os nossos carros vão-se conduzir auomaticamente e circularão pelo ar...

NÓMADA disse...

Para quê um novo aeroporto? Para servir os nossos deputados? Esses sim que têm dinheiro para as viagens. Agora com a subida do preço do petróleo e o agravamento das condições de vida é que os portugas vão esgotar o aeroporto da Portela?
Quanto a TGV já cá devia estar. É uma alternativa às energias fósseis e um vector de competitividade para os produtos portugueses. Não interessa nada o TGV na relação Lisboa POrto. O Alfa Pendular é mais que bom. Mas escoamento dos produtos portugueses para mercados que estão no coração da Europa e em que as entregas têm que ser "just in time" é fundamental para o arranque da economia e competitividade dos nossos produtos. Por que razão este projecto está tão atrasado?
Quais são realmente os interesses dos nossos governos?
Seria bom perceber.

Joshua disse...

O verdadeiro aeroporto está na calva de Mário Lino. Aquilo é um fartote de pistas diante de um tráfego aéreo congestionado de moscas.

Essa sátira está bem e recomenda-se, Tarantino.

Pulp Notas, Ideias Fiction.

Enfim, tu é acertos de casting para cima!

Sniqper ® disse...

Caro Quin...

Uma abordagem completa de temas que nem vou comentar, estão mais que esgotados, por muito que os portugueses, os que aindam falam apresentem as suas razões, mais uma vez a prepotência e/ou os interesses vão falar mais alto...concessões de 75 anos? Pémio Nobel Da Longevidade, existe?

Eu sou estou para ver no dia em que algum louco ou vários estoirem com a globalização, de uma forma muito simples...
Adeus sistema informático, caos no Mundo! Se quando se liga o pc e a Internet está em down, o blogger não aceita textos ou o messenger não funciona, fica tudo com os nervos aos saltos...
Então no dia em que as bolsas não funcionem, as caixas de multibanco não debitem euros, eu quero ver!


Nesse dia tanto faz ter 1 euro como 1 milhão, em seguida como comer faz parte de sobreviver lá vão os supermercados ter visitas em excesso e sem filas de espera, quando acabar as fontes de alimentos, não será que começamos a pensar qual o vizinho mais gordinho para matar a nossa fome?

Hoje não estou nada bem...

JOY disse...

Boas Quintanrantino,

Excelente post ,este assunto do novo aeroporto já se percebeu que entrou por caminhos obscuros que de certeza Mário Lino ,mais tarde ou mais cedo vai ter de dar muitas explicações ,vamos aguardar o verdicto do LNEC que se for a favor da alternativa Alcochete estou cá para ver como vai Mário Lino descalçar a bota.

Um abraço
JOY

NINHO DE CUCO disse...

UM NOVO AEROPORTO!!????
Para quê? Um país tão pequeno e, só no continente, já temos 3 aeroportos internacionais. Relativamente ao TGV contribuo com o seguinte esclarecimento: Não está em causa o comboio TGV (Très Grande Vitesse) mas sim o traçado da linha de Alta Velocidade que vai ligar Portugal à Europa. Para quem não se recorde, a rede ferroviária da península ibérica tem uma bitola (distância entre carris) diferente de todos os países da Europa. Por isso na fronteira franco-espanhola ou se muda de composição ou se aguarda a mudança de eixos da composição que segue. A mudança de eixos, para além de onerosa, o que no caso das mercadorias agrava o preço do produto no consumidor, demora sempre umas horas. As suficientes para Portugal perder mercados tendo em conta que é um país periférico e os produtos têm que percorrer maiores distâncias. Neste momento a Espanha já substituiu as linhas de saída para França por linhas de bitola Europeia de Alta Velocidade. Portugal está a ficar isolado e sem capacidades para negociar os traçados. Esta demora vai hipotecar o nosso desenvolvimento futuro e agravar os custos ambientais por recorrer ao transporte de pesados que, em custos sociais, levam qualquer coisa como 17% do nosso PIB. E é isto que os portugueses têm que saber.

Tiago R Cardoso disse...

O sr. Mário Lino já nos habitou ao constante mudar de posição, mas acima de tudo já mostrou que ser ministro não é a sua vocação.

Pode vir o Sr. Sócrates e o Sr. ministro dizer que não, mas a imagem que é dada é que estão a torpedar o estudo da CIP, seria altura de se deixar de andar com camuflagens de decisões, o governo devia de uma vez por todas dizer a sua posição.
Andar a fazer perder tempo as pessoas, dando um espírito de dialogo, quando já temos a certeza que a decisão já foi tomada à muito.

Uma coisa se pode ter a certeza, o objectivo neste momento é a construção de "obras de regime", para se deixar uma marca na historia, infelizmente parece-me que vai ser uma marca muito negra.

Márcio disse...

Ora bem… em relação ao primeiro assunto da novo aeroporto, no princípio (como quem diz) nunca achei boa ideia ser na OTA. E espero que não seja essa a opção do governo. Posteriormente veio o estudo de Alcochete e dizer que era melhor e nível ambiental e coisa e tal, bem… achei que realmente seria uma boa opção, mas depois de ouvir dizer que há graves falhas e que realmente não é como o estudo diz, começo a não perceber muito disto. Contudo… penso que a decisão final cairá sobre a Portela + 1.
É natural que nestes primeiros tempos, seja tipo as secretarias… olhe é ali, não, você estava bem… é ali, não, é no segundo andar… Mas chamem lá o Gabriel Alves para ser até que ponto se pode fazer a revienga.

Quanto à privatização… acho que é uma boa medida, e por favor deixam essas coisas do tempo e não sei quê… há que dar mérito a quem de mérito tem.

António de Almeida disse...

-Ota, sei que definitivamente não é uma solução razoável, entre as duas, prefiro Alcochete, mas gostaria mesmo era de ver estudada a solução Portela+1! Quanto ao TGV tenho sérias dúvidas quanto á rentabilidade de tal investimento, talvez uma linha directa Lisboa-Madrid, ou Porto-Vigo, pudessem ser estudadas individualmente, e se for o caso avançar na que for rentável, ou em ambas se forem igualmente viáveis, aqui não tenho tantas certezas. Mas Lisboa-Porto, quando ainda não se tirou a rentabilidade dos investimentos feitos na melhoria da linha do norte, e nos pendulares? Para ao que parece se ganharem uns míseros 20 minutos? Quanto custa? Porque razão países "pobres" como Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, não possuem TGV, nem projectos para a sua construção? Mesmo na Alemanha, apenas existe localizado. Áustria, Itália e Suiça, estão igualmente fora. Porque razão, Portugal, esse país desenvolvido, com uma economia pujante, avança? Talvez porque os nossos governantes, após deixarem o governo, encontram emprego nas empresas que lucram com estes projectos faraónicos?

GIL disse...

Ora aqui está um Márcio com bom senso. Concordo com tudo o que diz, Márcio.
É que andar a criticar e ridicularizar as privatizações numa economia de mercado, é um exercício que não leva a lado nenhum, bem pelo contrário. Os autores e comentadores que atacam as privatizações devem rever as suas posições caso votem ao centro ou à direita.A economia ou é de mercado ou planificada. Se querem uma economia planificada votem no PCP. Têm é que se decidir de uma vez por todas.

Francisco Castelo Branco disse...

Penso que a solução de um novo aeroporto já se arrasta ha algum tempo! Acho que a principal questão é tirar o aeroporto da portela. Só assim e que se vai conseguir evitar situações como a que aconteceu em Sao Paulo este verão.
Alcochete ou Ota, venha a solução mais barata ou a que tenha mais capacidade e duração.........
e ja agora o que fazer à Portela quando existir o novo Aeroporto ?

ALEX disse...

Eu sou daqueles que dizem: PORRA NÃO O CONSTRUAM!
Portela+1 é mais que suficiente.
Sr.Francisco Castelo Branco, o senhor acredita mesmo que um novo aeroporto evita perigos como o desastre de S.Paulo? O senhor acha que na Ota, ou em Alcochete, os terrenos circundantes não se vão encher de prédios em terrenos comercializados a preço de outro? Pois se o móbil do crime (leia-se da construção de um novo aeroporto) está exactamente aí: interesses, meu senhor, interesses. O povo português esse é que está fora do processo.

antonio disse...

OTA, nem o meu SLK aceitaria outra coisa.

Será na OTA e em reconhecimento aos meninos bem comportados da CIP, será antecipada a travessia Trafaria Algés... e fica tudo em família.

R@Ser disse...

Olá Quintarantino coom sempre um ótimo texto,uma pena que eu não tenha muito conhecimento para comentar.
Bjos

Miss Vader disse...

Não percebi. Mas como ele é o meu pai, vou perguntar-lhe que confusão é esta.

mac disse...

Quer se opte pela OTA ou por Alcochete, o pandemónio dos aeroportos nacionais irá sempre existir, ou porque os pilotos estão em greve, ou porque o pessoal de terra está em greve, ou porque perderam a bagagem...
Isto causa moça na imagem dos nossos aeroportos, e se calhar à gente que até foge de passar por 1 aeroporto português.
Tratem de melhorar a qualidade dos serviços!!
O que interessa 1 mega aeroporto internacional, se depois há esta imagem decadente desse mesmo aeroporto?

SILÊNCIO CULPADO disse...

MISS VADER
Não há confusão alguma. Há só ideias diferentes.Há quem pense que o aeroporto de lisboa é pequeno para o movimento. Há quem pense que é suficiente e apenas deverá haver um pequeno aeroporto de apoio.
E entre os que pensam que se deve construir outro aeroporto há quem considere que é melhar a OTA e há quem considere que é melhor Alcochete.
Face a todas estas opções, a Miss Vader quer pensar no assunto e dar a sua opinião? Tenho a certeza que vai ser uma opinião com bastante substância.

aryanalee disse...

Eu também diria...não construam outro aeroporto "chiça"....

Keops disse...

A MINHA OPINIÃO? Longe da Ota pois perturbam-me o descanso. Se as opiniões gerais forem como a minha, interesseiras, tecnicamente nada valem! Que percebo de aeroportos? A discussão passa pela desconfiança que temos nas decisões dos nossos políticos. E eles muito se têm esforçado para o justificar. Claro que é obvio que tem de ser construído um novo aeroporto. Onde? Não sei! 75 anos de concessão das estradas? Proponha-se o mesmo prazo a uma potência estrangeira para gerir este País!

Carol disse...

E haveria alguma potência europeia interessada? Não me parece...
Que se escolha o que trouxer mais benefícios e menos custos... Diz? Ah, a coisa não é assim que funciona? Os vossos interesses económicos? Pois, não tinha pensado nisso, ó sr Tubarão da economia portuguesa!

Compadre Alentejano disse...

Quintino:
Gostei do post. Parabéns.
Pois, entre a Ota e Alcochete venha o diabo e escolha.
Eu escolhia Alcochete, até porque os terrenos já são do Estado.
Mas, há sempre um mas, há muito dinheiro em jogo, e qualquer que seja a solução passará pela corrupção. Aqui não são milhares, serão milhões...
Um abraço

Compadre Alentejano

Bruno Pinto disse...

Quintino, óptimo texto e com uma dose de imaginação futebolística irresistível... :)

Blondewithaphd disse...

I could swear I had been here before! (strange!)

In any case, how can one comment on such a text? You've said it man!

My vote: Portela+1, end of conversation!

Fernanda e Poemas disse...

Querido amigo, li e reli com muita atenção o seu texto.
Belíssimo!
Como disse um nosso amigo comum;
" Venha o diabo e escolha. "
Um País com tanta gente na miséria,e a preocupação do nosso governo é brincar conosco.
Mas já somos grandinhos, para sermos sempre enganados.
Muitos beijinhos desta sua amiga do coração,
Fernandinha

Um Momento disse...

òh Quint... e posso deitar os foguetes em segurança?... ainda me queimo , ou me explodem nas mãos;o)

Beijo

(*)