Menezes timoneiro, o PSD está contigo!

Animados pela embalagem da nova liderança, os militantes e entusiastas do PSD rumaram a Torres Vedras.
Apesar de se anunciar rotineiro, o Congresso revelava ter sido preparado ao milímetro. A presença de Domingos Ferreira, bem visível em imagens transmitidas pela SIC, e que se tem notabilizado por conseguir assegurar de forma eficaz manifestações políticas de maior dimensão. Sejam do PS, sejam do PSD. Consta que também a “Cunha Vaz e Associados” assegurou a sua colaboração.

Num discurso de abertura que lhe serviu para começar a colocar estacas, Luís Filipe Menezes disparou para fora (essencialmente sobre o Governo e o Governador do Banco de Portugal), mas não se esqueceu de mandar recados internos. Nomeadamente que ia estar atento a certas manobras e que não deixaria de querer levar o partido às bases.

Vasco Pulido Valente, ontem, assinalava já que se tratava do “pós-cavaquismo” no PSD, enquanto que páginas antes era patenteado um notável artigo assinado por Rui Valada intitulado “O problema do PSD” que serve perfeitamente para enfiar a carapuça na casa laranja ou na casa socialista. Os responsáveis editoriais do “Público” destacaram, neste artigo de opinião, a seguinte frase lapidar: “Cada facção (ou seja, cada partido) tenta bloquear as inscrições dos novos militantes trazidos pelas outras”. Não é preciso dizer mais, pois não?

Assinalo ainda, na minha modestíssima qualidade de analista e sem saber o que dirá Marcelo, que não sei qual o acordo secreto celebrado entre Luís Filipe Menezes e Pedro Santana Lopes mas, para mim, um homem que se quer afirmar começar por pactuar, e ainda por cima secretamente, com um putativo rival é prova de fraqueza. Resta aguardar.

Aproveitei ainda o dia para procurar informar-me melhor sobre as propostas orçamentais para 2008.
Uma das novidades, no que concerne às deduções à colecta, prende-se com um adicional no montante da mesma para os dependentes com idade até os 3 anos.
Não percebi… então um filho com 10, 14 ou 6 anos representa menos encargos para os pais que um de 3?
No resto, ninguém se aflija. Pouco muda.

20 comentarios:

SILÊNCIO CULPADO disse...

Relativamente ao congresso do PSD segui-o sem interesse. Ando enjoada do centrão embora considere que as ditaduras não são desejáveis.Gosto de ser coerente com o que sinto, ainda que seja só senso comum recolhido das ruas. Não gosto dos modelos de Sócrates mas também não me agradam os de Menezes.Se as eleições fossem hoje não saberia em quem votar. Mas não estou amorfa, estou apenas há espera que surja uma solução que não seja nenhuma destas. Relativamente aos abatimentos no caso dos filhos eu nem sequer comento.Ou melhor, sempre comento. É que um filho quanto maior mais despesa dá e com a precariedade do emprego para enfrentar a vida têm que ser os cotas a entrar. Os jovens não têm condições de subsistir sozinhos. Como é que podem constituir família, terem filhos, comprar casa etc, etc a recibos verdes?
Deve ser da idade mas sinto ânsias revolucionárias. Tive um colega que enlouqueceu e quando o médico lhe perguntou o que é que ele sentia respondeu que sentia vocação para ser presidente da república. Eu estou quase igual, não consigo rever-me nestes rapazes.

Fa menor disse...

Sinto-me exausta...
Tudo isto me cansa, me desgasta sobremaneira! Cada vez sou mais descrente neste país... qualquer dia emigro...!

R@Ser disse...

Olá MIB,MIB,MIB..ah chega tô parecendo sapo,sapo não melhor perereca na lagoa!!!
E aí vem a Politica essa maledita que não larga do nosso pé!.
Como não entendo nada de nadinha de nada de coisa nenhuma..Te desejo um Bom Domingo.
Bjim

Tiago R Cardoso disse...

Primeiro um aparte, Silencio pode contar com o meu voto para a sua corrida a Presidente.

Sinceramente pareceu-me um congresso tão interessante que eu vi pouco, tirando aquela do convite a Ferreira Leite e respectiva recusa não vi nada de relevante, mas eu também ligo pouco a certos "festivais" politico.
Depois de tão relevante medida, ficámos a saber que até aos 3 anos os filhos dão despesas e depois é a altura de os mandarmos ir trabalhar para contribuírem para as despesas...
Entretanto parece que dentro da "pen" onde ia o orçamento alguém colocou lá umas "gralhas", gostava de saber como é que os animais couberam num sitio tão pequeno ?

Márcio disse...

Congresso PSD
Claro que tudo está no início e tal, essas coisas todas... mas a verdade é que a eleição de Menezes veio agitar o partido. Claro que nem toda a gente gosta de sopa com couves, mas a verdade é que existe mais gente que gosta do que desgosta!
Embora que eu continuo a achar que neste momento não há um homem capaz de fazer uma oposição rija ao Sócrates (ou talvez haja, mas está no partido errado para conseguir alguma coisa), mas Menezes parece-me mais capaz do que M. Mendes! A imagem de Mendes já estava demasiado desgastada para conseguir algo de novo!

Em relação ao seu último apontamento: trata-se de um apoio à taxa de natalidade (julgo eu), como tal não vejo muito sentido a essa sua questão. Depois, sabe bem muito melhor que eu, que não se pode querer tudo de uma vez! Há que colocar prioridades...
Depois quanto ao resto, existem para além desta... muitas outras notícias positivas!

Carol disse...

Ponto um: Congresso

Boring, é tudo o que me aprazdizer sobre este acontecimento! De facto, parece-me positiva a mudança, mas apenas porque já não sugpogtava veg o Magques Mendes a falar ou, até, em silêncio. Esse homem compactuou com muito do que afundou o nosso país, pois, na minha modesta opinião, tudo começou com Cavaco e não com Guterres, como muitos afirmam.
O pai de Menezes dizia-me, já em 1994, que ele ia ser presidente do partido e que essa era a sua grande ambição política... Parabéns, conseguiu-o. Só lamento que a sua grande ambição política não seja levantar Portugal!

Ponto dois: O.E. 2008

Pois é, maninho, a ideia é pôr o pessoal a fazer filhos! Daí essa ideia que referiste e o tal abono dado durante a gravidez.
Só ainda não percebi uma coisa. Explica-me como é que eu (que como sabes tenho 32 anos) que trabalho a recibo verde, que volta e meia tenho que pedir ajuda aos pais, que tenho um namorado que, após 18 anos de casa, levou um pontapé no dito cujo e teve de começar do zero noutra firma, sujeito a contratos de sete meses, posso decidir ter filhos?!
Para isso, mais valia pedir à mãe para nos dar outro irmão!

Mia disse...

"Se não os podes vencer, junta-te a eles"
Beijinho e bom fim de semana
Mia

Boris disse...

Enquanto houver quem diga que quando não os pudermos vencer nos juntemos a eles temos bons motivos para continuarmos na trampa. Nós devemo-nos juntar a quem não conseguimos vencer ainda que sejam ladrões e assassínos? Deixemo-nos de chavões e olhemos bem para o que se está a passar. Então o incentivo a ter filhos é apoiar na gravidez e até aos 3 anos de idade? E depois? Matam-se os filhos? Atiram-se para o lixo? Se calhar. Estamos num País em que o crime compensa e quanto pior melhor.
Francamente!!!!!!!!!!!!!!!!

quintarantino disse...

Márcio, nem todas as críticas que se possam fazer, têm de ser positivas.
Mais a mais, um cidadão exigente deve apontar as falhas. E sabe porquê? Porque para as boas notícias já lá estão os assessores!

Os apoios à taxa de natalidade devem ser fomentados através de políticas de solidariedade social apostando-se, por exemplo, no reforço do abono de família (o que foi feito e é de louvar), no apoio às grávidas (o que foi feito e é de louvar), no reforço da rede de pré-escolar e jardins de infância públicos.

Já quanto ao "apontamentozito", o Márcio fará o favor de me explicar porque é que em termos de dedução à colecta de IRS um filho de 3 anos vale X e um de 4 vale zero. É que, bem vistas as coisas, se calhar representam mais encargos para os pais os filhos em idade escolar do que os de três anos.

Quanto ao resto, se ler com cuidado a proposta de Orçamento de Estado para 2008 é mais do mesmo. Não traz mudanças radicais.
Agora se o Márcio quer interpretar isso como uma crítica oposicionista...

NINHO DE CUCO disse...

Os Congressos dão visibilidade à mediocridade dos políticos e aos seus jogos de poder.Menezes só pensa no poder. O homem vive para o poder. Paga quotas aos militantes, esmiufra-se todo para chegar ao poder e ali anda arrebanhando apoios num ambiente inóspito. Para desgraças já temos o Sócrates com a sua frieza e insensibilidade a fazer aumentar o fosso entre ricos e pobres. Ja llega!
Portanto vamos ao que interessa: este estado social é tudo menos social e essas medidas de protecção à maternidade são demagogia pura. Mas estamos em democracia e temos direito à indignação. Discordo em absoluto que se apupe o PM e ainda mais em frente a câmaras de TV a darem imagens para todo o mundo. Também não concordo com o insulto nem com o dizer mal por dizer. Mas, bolas, nós não temos que ser carneirinhos a dizer mé, mé, todos em uníssono e bem comportadinhos. Nós somos seres pensantes e com olhos para ver. Bem sei que às vezes nos afastamos da realidade ao fazer parte de um mundo que a não espelha e estando nós demasiado ocupados para tomar contacto com o mundo real. Ao olhar para mim e para as minhas actuações passadas vejo-me numa pessoa mais fria e calculista do que me sinto agora. Porém, e porque entendo que, se errare humanum est, persistir no erro é burrice ou maldade sem perdão. E assim sendo, e olhando honestamente para os partidos existentes, constato vícios e interesses que não servem a democracia. Dito de forma clara: precisamos de uma alternativa mas uma alternativa que se preocupe com as pessoas e os seus problemas. Que não veja só cifrões. Que não se vergue ao poder do grande capital. Mas que seja democrática.

NÓMADA disse...

Gosto deste post simples e claro, parabéns ao autor. E gosto também do post porque não impõe uma determinada forma de pensar deixando espaço para cada um dizer de sua justiça. Porque um blogue não deve cingir-se a um espaço lúdico na blogosfera. Deve servir também para um exercício de cidadania e este tem todas as condições para isso, em meu entender.
Relativamente às questões aqui colocadas, o Congresso do PSD não serviu para fortalecer Menezes porque o PSD já não tem capacidade de regeneração. É destas coisas: é melhor desmanchar e começar de novo. O PS tem maior capacidade de resistência porque serve para tudo como todo o bom produto de banha da cobra. O PS ultrapassa pela direita o próprio PSD que, se por acaso quisesse ser social-democrata conforme lhe compete, ficaria muito à esquerda do actual PS.
Quanto aos incentivos à maternidade, não me lixem: as mulheres são preteridas no trabalho por causa de terem filhos. Têm que prometer não ter filhos para ascenderem a determinados cargos. Claro que ninguém assume que é por isso, a culpa é sempre do perfil, de ter ou não ter perfil. Um administrador de pessoal na empresa onde eu estava, disse-me uma coisa que ele também disse que negaria se eu fosse dizer. Disse que contava comigo para um projecto que exigia dedicação e continuidade permanentes e que portanto contava que eu não engravidásse. Já foi há muito tempo mas não esqueci. Estava casada e tinha um filho pequeno.

Márcio disse...

Sr. Quintarantino,

Claro… e acho muito bem continuar a apontar realmente aquilo que está mal ou menos bem!
Ninguém lhe pede para elogiar o governo…nem o que ele realmente faz de bom (que é tão somente por acaso, aquilo que os outros não o conseguiram fazer).

Sendo a minha cultura política, que é mínima (se é que se pode colocar assim os termos), volto a dizer que parece que está a dar uma opinião de um agricultor (com todo o respeito para quem o é): se chove, há que derreie que destrói os campos todos; se faz sol há que derreie que não há água para regar os campos.
Há que dar tempo também ao governo, não é em meia legislação (acho que não estou a dizer asneiras) que se mudam pelos menos duas más legislações!

Quanto à questão do “apontamentozito”, se formos tocar conta pelo seu ponto de visto, entraríamos num ciclo em que o governo deveria apoiar em todas idades (se calhar até deveria o fazer), mas não sendo possível há que tentar definir uma idade que se pense ser mais apropriada por enquanto. O incentivo à natalidade, sendo incentivo à natalidade, não pode entrar numa idade já externa ao que é considerado.

Em relação ao orçamento de estado, como deve imaginar não o fiz por razões óbvias, nem vejo razões para estar o fazer… acho que não escreveu aquilo tudo para estar a discutir o resto do OE. Só queria fazer duas referências. Acho que não estamos (o país) para fazer “mudanças radicais”, nem interpretei como “crítica oposicionista”.

Momentos disse...

Olha, keria comentar, mas fikei sem palavras
Cheguei aki atras vez de um blog amigo, e fikei encantada
Não sabia em kal deles comentar
Se permitir, volto outras vezes
Um otimo domingo
Parabéns

Um beijo

quintarantino disse...

O Márcio aponta um dos grandes problemas com que a oposição se bate hoje em dia. Nomeadamente o PSD. É que o Governo está a fazer aquilo que o PSD prometeu e em muitos casos não cumpriu.
Nalguns aspectos a acção é positiva.

Quanto às legislaturas, não sei se quer aí abarcar o último Governo de António Guterres. Presumo que sim.
Quanto ao de Durão e ao arremedo de Santana Lopes, não me pronuncio.
No mais, não se exige que os cidadãos tenham a dita "cultura" política para se pronunciarem.
Padece ainda o Márcio de um outro problema de análise e que o leva a equiparar-me aos agricultores: se hã sol, peça-se um subsídio; se chove, peça-se um subsídio.
Está equivocado. Profundamente. Espero ter oportunidade de lho demonstrar.

Na questão da dedução à colecta, o Márcio tera de admitir que o seu argumento é tão válido quanto os que expendi.
Mas então, e para reflectir, aflore-me, por favor, porque é que existem limites às deduções com a rúbrica de Educação?

No resto, creia que é sempre um prazer registar as suas vindas aqui e, especialmente, os seus comentários.
Quanto à questão da crítica oposicionista, foi para o "picar" (desculpe, são defeitos adquiridos na vida profissional e política). E, muito aqui entre nós, conforme ja lhe disse há coisas e medidas tomadas com as quais concordo, nunca esperei, sinceramente, era ver que alguns sectores do PS ao fim de uma legislatura incompleta estivessem com os mesmos tiques de "autoritarismo" dos governos finais de um certo PSD.

antonio disse...

Calma rapazes, assim que o menezes acordar a coisa anima... ah, já acabou?

C Valente disse...

è tudo farinha do mesmo saco, mas vamos aguardar sem grandes expectativas, pois novidades novidades só...
Saudações amigas, desculpa o meu atrazo

Márcio disse...

Só para saber que li com atenção a sua resposta... mas acho que não vale a pena continuar a prolongar esta troca de opinião.
Quanto às suas perguntas, vou toma-las como perguntas retóricas.
Estou aqui é também para aprender um bocado mais...

migvic disse...

Meneses é como aquelas mulheres aperaltadas, que quando se despem, verifica-se que os belos seios eram fruto do soutien e que as restantes formas eram por causa das cintas que usam.

Já Sócrates, não há nada a fazer, já o vimos nu e sem cabeleira postiça.

Francis disse...

não é preciso falar muito nisto...

demagogia ao melhor nivel.

Carreira disse...

Só há uma explicação plausível as fraldas vão aumentar o preço.