A memória do Dr. Menezes aguentará quanto tempo?

É habitual ao sétimo dia descansar-se. É o que farei.
E não é porque tenha andado na campanha do novel presidente do PSD.
É só porque me apetece. E porque, por enquanto, como trabalhador ainda tenho direito.
Por falar em Luís Filipe Menezes, vamos ver quanto tempo demorará a esquecer que disse (conforme foi dado à estampa pelo “Correio da Manhã” no dia 23 de Setembro) o que se segue:

Vai ser um PSD diferente. Não vai ser um PSD voltado para dentro, a autoflagelar os seus militantes. Não é um PSD que vai entregar de bandeja ao Partido Socialista fatias importantes do poder político, como aconteceu em Lisboa. Não é um PSD em que todos os dias se demite um vice-presidente do partido ou um membro da comissão política nacional. Não é um PSD que tem propostas de combate político casuísticas, pouco consistentes".

Uma pequena revolução.
(…)E verifiquei algum afastamento doa agentes mais dinâmicos da sociedade portuguesa da militância partidária. É preciso fazer alguma coisa. É preciso recriar a vontade de militar no partido
".

“(…) Uma é as pessoas acreditarem que pelo facto de militarem num partido político vão ter uma palavra decisiva naquilo que tenha a ver com a escolha das pessoas que o representam no exterior (…)”

” (…) eu quero referendar o candidato a primeiro-ministro. Eu quero que os militantes escolham e decidam. E não digam que isto é demagogia e populismo".

“ (…) Não é um PSD que deixa 100 mil funcionários públicos na rua, 30 mil professores a protestar, notários, farmacêuticos, magistrados em pé-de-guerra e não consegue nuclear um discurso para dar corpo a essa contestação. Não é um PSD que não ganha um debate parlamentar”.

De qualquer forma, adivinham-se novos tempos (quiçá mais arejados) na política nacional.

16 comentarios:

elsa nyny disse...

olá!

passo por ´cá!!

Convido-te a escrever uma carta por Darfur!
http://eu-estou-aki.blogspot.com

Joshua disse...

Olha, Tarantino, Gaia está lançada. A partir de Menezes não é possível piorar.

Quanto aos discursos e observações menezianos de 23 de Setembro, não acho justo que nos vinculemos tremendamente ao que em certos momentos alguém possa ter dito (salvo o caso de Santana que aí meteu sobeja água e mais lhe valeria ter estado caladinho a fazer o que melhor sabe, porque também sabe, trabalhar), atendo-nos demasiado a isso.

Os nossos discursos estão em perpétua reformulação, ajustando-se às nossas necessidades e ao aprofundamento que fazemos dos problemas que enfrentamos e somente uma perspectiva holística permite uma decisão definitiva bem pesada, bem medida.

O que sei é que a inocuidade liderante terminou.

Só mais uma coisa: não descanses ao 7.º dia. Não descanses porque eu quero ler-te amanhã!

Joshua disse...

Que é como quem diz 'ler uma posta tua nova'.

Boa noite, Tarantino.

Fa menor disse...

"De qualquer forma, adivinham-se novos tempos (quiçá mais arejados) na política nacional."

Olha, Deus te ouça!!

Bom domingo

Fa-

SILÊNCIO CULPADO disse...

Só vejo um luzinha muito, muito pequenina com a vitória de Menezes. É que Menezes já compreendeu que, para ganhar as próximas eleições legislativas, não se pode colocar à direita de Sócrates. Ou melhor dito: tem que se colocar à esquerda de Sócrates defendo o modelo social democrata e evidenciando como referência os países do Norte da Europa. Quem visitar o blogue de Menezes depressa se apercebe desta estratégia. Bom, e o que resulta daqui? Bem o que resulta é que o PS vendo-se atacado pela esquerda por um partido que pode ser alternativa à sua governação, vai bater a bola pianinho. E esta é a única vantagem porque se Menezes ganhar teremos uma versão laranja da mesma política o que significa, em princípio, exactamente a mesma coisa que está. E isto porque os galifões que governam a política e o poder económico continuam nas mesmas posições estratégicas e imutáveis na medida em que estes dois partidos, num acordo tácito, vão-nos protegendo quer esteja um quer esteja outro.

Mia - Castelo da Mia disse...

Vamos ver se a garra dele não esmurece..
Beijinho e bom domingo.
Mia

Rui Caetano disse...

Eu sou madeirense e Socialista, e embora não nos traga grandes novidades, esta mudança do Marques para o Menezes só vem beneficiar o primeiro-ministro Sócrates.
EStou curioso para ver que tipo de oposição fará.

SIMPLESMENTE.... C disse...

Eu tbm quero assinar a baixo do q escreves.
abracinhos...

Lampejo disse...

Quintaratinho?

Olhar, esse homem, de sorriso largo.
Irradia palavras verdadeiras por onde passa, nem parece virtual...:)

(A)braços...:-)

Zé Povinho disse...

Quintarantino (?)
Porque não?
Sobre o post e concretamente sobre as palavras do Menezes, pergunto-me se com os ares de Lisboa também não vai ser contaminado pela amnésia que ataca os nossos políticos?
A propósito do 7º dia, e do descanso, afinal há quem também tenha aproveitado...
Abraço do Zé

Bruno Pinto disse...

Amigo... Quintarantino? Bem visto!
Quanto ao Luís Filipe Menezes, apesar de não ser grande conhecedor de política, o que posso dizer é que simpatizo com o Presidente da Câmara do meu concelho e acho que tem feito coisas positivas. Agora se manterá a postura num cargo bem mais exigente, é esperar para ver. De qualquer forma, sempre acho que o PSD fica em melhores mãos que aquelas em que se encontrava.

NINHO DE CUCO disse...

Penso que cada cabeça sua sentença e que, muito dificilmente, no quadro democrático poderemos piorar em termos de retrocessos de direitos e agravamento das condições de vida.
Resta-nos pois acreditar que Menezes possa fazer uma oposição saudável a Sócrates e espicaçar o interesse dos portugueses pela política. Mas não acredito em grandes mudanças tais são os compromissos e interesses instalados.

Márcio disse...

É verdade... concordo consigo! O Marques Mendes já não estava lá a fazer nada, independentemente de tudo, para bem da política nacional foi bom o PSD mudar de líder!

o guardião disse...

Será que a frase "tempos mais arejados" não é uma referência sibilina à diferença de alturas entre Menezes e Mendes? Afinal são do mesmo partido, não são?
Cumps

migvic disse...

Fiquei muito surpreendido com a vitória de LFM.

Ganhou por insistência e falta de alternativas.

Penso que não vai conseguir unir o partido e que vai "saltar" no próximo congresso.

Uma coisa é certa, nunca vai ser primeiro-ministro, enquanto existirem as imagens dele a chorar e a dizer que ia abandonar a politica aquando apanhado no rol das viagens fantasma da assembleia da república.

Um Momento disse...

Ai... esta politica ;))

(*)