Hoje começou a escola do futuro!

Vinte e duas escolas portuguesas do sistema de ensino público vão poder passar a ter uma gestão autónoma a nível dos seus recursos financeiros, humanos, pedagógicos e curriculares.
A lógica passa por os estabelecimentos de ensino, melhor, os seus responsáveis, passarem a fazer opções de gestão.
E isto numa perspectiva de equilíbrio financeiro e prossecução do interesse público, uma vez que terão de prestar contas à Tutela.
A ministra da Educação, em declarações ao “Jornal de Notícias”, edição de hoje, dá mesmo um exemplo: "até aqui uma escola tinha um orçamento fixo, e estava impedida de gastar em obras o que poupasse em gastos com pessoal. A partir daqui, vai poder fazê-lo".
Outros pontos abrangidos por esta nova forma de gestão passam pela faculdade das escolas poderem organizar as turmas, os currículos e até a própria estrutura escolar.
Poderão ainda homologar contratos de prestação de serviço docente, autorizar a nomeação e a transferência de docentes, por exemplo.
As vinte e duas escolas que agora arrancam com esta medida serão avaliadas daqui a quatro anos.
As restantes têm de esperar por 2009.
Tendo já sido acusado de excessivamente negativista, radical nos comentários, assim como também devo dizer que já me acusaram de por vezes encostar demasiado ao rosa, mesmo assim corro o risco: esta é uma boa medida.
Se calhar, teria sido preferível o Ministério da Educação ter dado mais atenção e prioridade a esta medida em desprimor de outras. Digo eu.

14 comentarios:

Tiago R Cardoso disse...

E que tipo de "contas" vão ter de ser prestadas?
Será pelos prejuízos?,
Pela avaliação de alunos?
Será de temer que se a escola der grandes prejuízos, a direcção vá borda fora,será de temer que não der grandes prejuízos mas o a qualidade de ensino for má, tudo está bem.
Quais os critérios, economia ou educação?

Bruno Pinto disse...

Não tenho tido muito tempo para estas coisas da net, só agora vi as alterações neste blog. Parabéns à nova 'cara' deste espaço. Sempre a melhorar!

quintino disse...

Amigo Tiago, penso que o que se pretende é aliar racionalização de despesas à maximilização de resultados.
Note, eu digo penso...
De qualquer modo, esta também é uma oportunidade para que a classe docente (onde há de tudo, queiram ou não), nomeadamente os que optaram por enveredar por administração escolar ou presença em órgãos de gestão, mostre os seus argumentos.
E também para os que exigem maior autonomia à escola.

Amigo Bruno Pinto, obrigado pelo comentário.

Jay Jay Jellyfish disse...

Já deviam ter avançado com esta medida há muito mais tempo.

antonio disse...

A parte de que mais gostei foi a de que agora pode-se gastar em obras o que se poupar em gastos com pessoal.

Isto somado à autonomia para contratar professores, o que dá?

Professores em início de carreira a ganhar 500€ a 11 meses e 11 ordenados ao ano!

Finalmente o progresso que tardava!

quintino disse...

Não penso que seja assim.
A autonomia das escolas, nas matérias que falou, António, estará subordinada às condições fixadas no Estatuto da Carreira Docente e demais legislação para a Função Pública.
Se fosse como diz, eu retirava o que disse e escrevi.

Carol Ferreira Pinto disse...

Finalmente!!! Aí está a oportunidade desses professores mostrarem o que valem... Vejamos se a medida (que é muito boa) traz inovações e evoluções ao sistema de ensino. Gostei muito do novo look, bro!

Paulo disse...

Fiquei a pensar na qualidade do ensino em Portugal quando um aluno do 4º ano de escolaridade chegou a casa e perguntou à mãe: - Mãe porque é que "tudo junto" se escreve separado e "separado" tudo junto?

Com perguntas deste tipo ficamos com vontade de equacionar o drama da linguagem das crianças enquanto futuros depositários de um grande legado, falado por 150 000 000 milhões de criaturas, a "língua portuguesa!
O «simplex» e a retórica dos políticos não são, penso eu, a solução para um ensino de qualidade.
Os pais, esse...também não ajudam nada...
Abraço.

PS: Obrigado pelas suas visitas e "chamadas de atenção". "da discussão nasce a luz".
A ministra, por vezes; tira la piedra y esconde la mano.

O Primeiro Ministro entende, que a «máxima» a seguir é: "the right man in the right place". Só que nem sempre as pessoas nomeadas têm as qualidades apropriadas à função.

Depois ficamos - o «Zé Povinho» - a "filosofar" assim:
-Omne ignotum pro magnifico;
-Le vrai peut quelquefois n, être pas vraissemblabe;
- Nessum maggior dolor che ricordasi del tempo felice nella miseria;
Paulo Sempre

Paulo Sempre disse...

Desculpe!!
O comentário anterior, por lapso, foi escrito com o perfil do meu irmão. Estou a ensinar o "puto" a construir um blogue e...upssssssss, pratiquei esta "gafe".
Devia apaga-lo mas..., salvo melhor opinião, não me parece necessário.

Paulo sempre

SIMPLESMENTE.... C disse...

Vou esperar que isso aconteça no Brasil.
Abracinhos..

o guardião disse...

Sempre que me falam em medidas que visem a redução de despesas, fico com o pé atrás. Repare-se que se fala apenas na possível redução de gastos em pessoal para se gastar em obras. Portanto, ou o ministério geria muito mal os recursos humanos, o que até será plausível, ou então pretende reduzir despesas com o pessoal necessário ao funcionamento da escola. Como é que isso vai ser feito? Será que pretendem contratar professores a ganhar menos e fazer o mesmo com os auxiliares e administrativos? Ou será que vão fazer turmas maiores para necessitarem de menos professores?
Como alguém disse antes, vão avaliar a qualidade do ensino prestado ou valorizar apenas as poupanças? São talvez demasiadas questões, mas são as minhas reais preocupações.
Cumps

o guardião disse...

Já me esquecia: sobre o diferendo entre as duas marcas que dominam a F-1, nada de novo, porque só na sexta-feira é que vão ser analisadas as provas recolhidas. A espionagem neste desporto tem sido uma constante e só não tem saído para a opinião pública porque têm existido acordos por detrás do pano. Parece que agora a Ferrari foi apanhada de surpresa e pôs a boca no trombone. Aquilo maxa com muita massa, por isso é permeável a situações dessas, condenáveis no campo meramente desportivo.
Cumps

adrianeites disse...

pese embora a pertinência das questões levantadas pelo tiago parece-me que esta medida se executada de forma séria pode ser positiva..

a VER vamos!

cp's

Euzinha disse...

Não me agrada a ideia de fazer o obras com redução de custos de pessoal, mas quem sabe? Logico que há uma tabela salarial, mas não reduzirão o numero de horas de aulas aos professores? Não irão retirar pessoal administrativo? Auxiliares de educação? A ver vamos. Acredito que às vezes a gestão a longa distãncia não é a mais certa. No terreno é que se vêm as necessidades.
Espero resulte e que realmente Portugal fique nos 5 mais europeus, conforme é vontade do 1º ministro.

Um grande beijinho
E.