Estado poupa, poupa... e depos gasta mais a comprar fora!

A maralha que conduz os destinos da Nação devia ser obrigada a regressar aos bancos da escola primária para aprender as mais elementares regras de aritmética. Depois destas aprendidas, poder-se-ia dar-lhe umas luzes sobre regras mais delicadas de operações matemáticas e macroeconomia e microeconomia, também.
Os dois “meninos” que iam para a fila da frente, carteira ali mesmo coladinha à secretária do “setôr” (ou da “setôra”), seriam, naturalmente, os meninos Joselito Sócrates e Teixeirinha dos Santos.
Os amigos que do outro lado do ecrã fazem o obséquio de me ler devem estar-se a interrogar onde quero chegar.
Ora, porque o segundo veio ainda há dias dizer que as crises financeiras que se passam lá na “estranja” dificilmente afectam cá os rapazes.
Os rapazes são os bancos, que eles borrifam-se para a plebe.
Em primeiro lugar, um ministro das Finanças que propagandeia que podemos escapar porque somos pequeninos revela bem o nível de ambição que norteia os decisores desta mixórdia.
Depois, porque o homem já devia ter aprendido a pensar duas vezes antes de falar. É que já foi desmentido por instâncias comunitárias que vieram dizer o óbvio… não aguentamos os efeitos do bater de asas da borboleta!
Pior que isso é ter vindo agora a lume que a despesas com aquisição de serviços atingiu os 387 milhões de euros.
Dito doutra forma, subiu 3,9%, mas os encargos com a massa salarial subiram 0,6%:
Para quem ainda não descortinou a piada, eu troco por miúdos.
O Estado anda a mandar pessoal embora (é este o verdadeiro nome para a tal mobilidade) mas depois, em muitos casos, vai entregar fora (e mais caro) aquilo que era feito com recursos seus!
Mas não é só no Estado que isto acontece. As autarquias seguem-lhe o exemplo. Ele há por aí cada história de alegadas poupanças que, no fim, se revelam autênticos sorvedouros…

15 comentarios:

damularussa disse...

Oh Quintino

Não me diga que vamos ter que guardar as poupanças debaixo do colchão.

Poupanças? Mas há alguém que consiga poupar nesta Aldeia?

Escolinha com eles!!

;)

Texuga disse...

Ou então como no meu caso que apesar de ser um recurso humano que trabalha para o Estado não existo sequer nestes 0,6% de aumento porque, na realidade... sou uma aquisição de bens e serviços! Não é extraordinário? E assim andam as rubricas orçamentais deste país. Espero é que os senhores comissários não se lembrem de vir inspeccionar o que de facto se passa nos organismos...

Tiago R Cardoso disse...

Como todos sabemos, muitos desse negócios de mandar o pessoal embora e depois entregar a privados, tratam-se de negócios de "amigalhaços".
Em vez de se utilizar os recursos que se tem,não despede-se e depois paga-se mais nesses "negócios", então a nível camarário, esses negócios são verdadeiras faltas de vergonha e respeito pelo cidadão, tomam o povo como estúpido e cego.

migvic disse...

Já farta a conversa de que o país está mal, etc, etc.

Eu paguei sempre os meus impostos, todo o dinheiro que ganho e que depois vou gastar, uma fatia vai para
o estado.

Por isso, apetece dizer, se está mal o que é que eu tenho avir com isso?

Jay Jay Jellyfish disse...

Óbvio não? Ou deixa de pagar impostos ou manda estes gajos todos para o caraças.

antonio disse...

Eu propunha que se votasse, mas não neles, no centrão... mas, talvez seja estúpido.

SIMPLESMENTE.... C disse...

É sempre assim.
Todo mundo rouba e ninguém faz nada.
Abracinhos..querido.

Jay Jay Jellyfish disse...

E então? Vota-se? Não se paga os impostos? Emigramos? Vocês decidam-se.

Zé Povinho disse...

Economia e finaças. não são a mesma coisa, por isso foram separadas. O ministro das finanças diz que poupa, com a política de redução dos efectivos, o das finanças fala logo a seguir da abertura de novos negócios para as empresas. Fazer contas? Para quê? Que eu saiba não existe o Ministério das Contas, até porque essas são para os otários dos contribuintes se encarregarem de pagar.
Foi esta a cartilha utilizada ...
Abraço do Zé

SILÊNCIO CULPADO disse...

Percebo aonde queres chegar. Aliás aprecio muito esta forma de dizer as coisas. Mas já agora faço um pequeno acrescento.Uma das faces do poder é a capacidade de agarrar alguns sectores de actividade favorecendo (não posso dizer favorecendo se não vou ter problemas) por isso substituo o "favorecendo" por "realizando" concursos transparentes, em que se escolhe sempre o melhor, o que dá mais garantias a menor custo, para realizar serviços em que são especializados e não são da vocação da organização que os contrata.E para que a mesma usufrua de um bom serviço também é aconselhável fazer algumas concessões. Tudo legal, legalíssimo e transparente.

Quint disse...

Como contratar empresas respeitadas no mercado das auditorias e pô-las a auditar aquisições efectuadas ao abrigo do 197/97 e empreitadas com o RJEOP? Com auditores que nem sequer conhecem os diplomas que, mesmo para quem os conhece, dão no que dáo?

aryana disse...

Pague-se às forças policiais para prenderem os criminosos, e logo logo estão cá fora....e depois tudo recomeça.Mas que linda e cara brincadeira!!!
Mas não têm que ter receios de maior, dizia o outro há pouco....
E assim vai este cantinho à beira do precipício plantado!!!

SILÊNCIO CULPADO disse...

Já agora Quint deixa-me fazer só um pequeno acrescento a este teu comentário. Eu estive numa grande empresa pública em que o Director dos Aprovisionamentos e Compras seleccionou, com mais alguns figurantes, a empresa que iria auditar os seus serviços.

Mi... disse...

Eu vou-me cingindo á contenção de despesas( mas um pouco dificil... pois mal se troca um bocado de papel... lá vem aquele chocalho todo de miniaturas de circulos)
Noite serena desejo
(*)

Texuga disse...

Oh Quintino, parece-me a mim que andamos a braços com o mesmo parecer da IGF, não?