O sobe e desce fiscal na guerra do PSD.

Luís Filipe Menezes, candidato à liderança do PSD, veio ontem a terreiro acusar a candidatura do seu oponente (Marques Mendes) de falta de credibilidade.
Tal ausência de credibilidade resultaria da contradição insanável entre o seu adversário e Eduardo Catroga (um dos apoiantes de Mendes e redactor da sua moção) em matéria de mexidas na carga fiscal.
Enquanto Marques Mendes apregoa a necessidade da redução de impostos, o segundo bate-se pela manutenção.
O candidato adversário dissertou sobre a situação afirmando que “é caricato que, numa questão vital, num pilar fundamental das opções de política económica, o responsável pela redacção da moção venha desmentir a proposta mais veementemente defendida por Marques Mendes”.
E numa estocada para si final ainda aduziu que “eu não vou correr esse risco, ninguém vai desmentir as minhas propostas porque sou eu que vou escrever a minha moção”.
Para conversa da treta não está mal, não senhor.
Do que consegui ler fiquei sem saber qual é a posição de Luís Filipe Menezes sobre este assunto. Ou será que, também aqui, vai adoptar aquela postura de estar com os trabalhadores das fábricas que fecham pela manhã e à tarde reunir com os patrões que fecham fábricas?
Já quanto ao Senhor Mendes não se consegue vislumbrar como só agora atingiu o nirvana em matéria fiscal. O homem já esteve em quantos governos? Alguma vez piou?

1 comentarios:

Tiago R Cardoso disse...

o reflexo exterior do que se passa no PSD, contradições, mais contradições...
A posição do Sr. Menezes é fácil de entender, o homem vai escrever a
sua moção, mas primeiro precisa de consultar os conselheiros, para se escrever alguma coisa é preciso saber do que se fala.