O inimigo da Nação é a função pública, diz o PS de Sócrates

Está visto que um homem não se pode distrair.
Então não é que tendo-me ausentado uma mísera semana deste lodaçal quando regresso constato que me querem arvorar à categoria de facínora?
Eu desde já aviso que estou a escrever de ouvido porque as minhas férias são sagradas e tenho mais que fazer que andar à cata de notícias… mas fiquei com a sensação que o Governo se prepara para abrir a possibilidade, com a bênção do Tribunal Constitucional, de os funcionários públicos poderem ser alvo de processos disciplinares, por mera comunicação dos serviços de Finanças ao serviço do funcionário, que aquilo que ele aufere e aquilo que tem como património não bate certo.
Pois. Está bem.
Eu também juro que fiquei com a sensação que a coisa também pode meter o Ministério Público pelo meio…
Eu não é querer armar-me em burro mas estes tipos querem o quê?
Arranjar uns bodes expiatórios para a generalidade dos males da Nação e do País?
Lançar sobre todo e qualquer servidor público o manto da suspeita que é, ao mesmo tempo, corrupto, ladrão, calaceiro e um lastro para a sociedade?
Eu assumo publicamente que votei em José Sócrates (não sou como muitos que ladram agora mas na altura votaram, a fazer lembrar um pouco o que acontecia com Cavaco em que ninguém votava no homem e ele tinha maiorias absolutas), mas também assumo que começo seriamente a ponderar deixar de me dignar colocar os pés em qualquer secção de voto para futuro.
Estes senhores que estão no Terreiro do Paço não têm, definitivamente, vergonha. E o problema é que na oposição descaramento e desfaçatez é coisa que não falta.
É a choldra no seu melhor.

4 comentarios:

Tiago R Cardoso disse...

Com isto tudo o governo está a dizer que, o que paga não é suficiente para alguém ter alguma coisa, se alguém tiver mais é desonesto.

Arte da Pedra disse...

Pois, se calhar o Tiago tem razão... O pior é que, nessa ordem de ideias, todos são desonestos pois a grande maioria dos portugueses ganha muito pouco!

antonio disse...

Cá está o que eu sempre disse:isto de atacar os professores anda ía sobrar para alguém!

Só lamento qe não façam uma experiência piloto: começavam pelos gestores, deputados e autarcas, se resultasse logo se generalizava aos funcionários públicos. Que tal?

C Valente disse...

E os gestores, nomeados pelo estado, e os cambalachos, é preciso arranjar um bode expiatório, e é sempre a parte mais fraca
mas isto é só fumaça, creio
saudações amigas