Isto da economia é mesmo esquisito!

Andava à cata de qualquer coisa que me permitisse divagar e deparo-me com as intenções de uma multinacional inglesa (Unilever, acho eu) que pretende despachar 20.000 para o desemprego.
Atenção, que eles em Portugal têm 4 fábricas e não dizem onde vão diminuir ao pessoal.
Leio e dou comigo a pensar, mais uma vez, que estou como o outro (não me lembro quem) que também não percebia esta política de despedir para criar emprego!!!!
Também continuo sem perceber como é possível manter-se este ciclo por muito mais tempo. Alguém me ajude nesta dúvida, por favor: “Um tipo quando está desempregado pode comprar calças a 150,00€, sapatilhas da Nike a 200.00€, por exemplo? Não pode, pois não? Então os tipos vão para a China, onde pagam muito menos (quando pagam), deixam-nos aqui desempregados às centenas e daqui a uns tempos querem vender a quem?”.

5 comentarios:

Cathrine disse...

quitino, thank you for your very generous comment at my snapshots :)
have a good weekend
cathrine

Tiago R Cardoso disse...

Não vão vender a ninguém, deslocam-se para países onde a mão-de-obra é muito mais barata, depois de terem "sugado" bem todos os incentivos que lhes damos, mas já reparastes que a maior parte anda com roupa de "marca", também ando, mas não posso divulgar aqui onde vou aos "saldos", não vá a ASAE estar a ouvir.

antonio disse...

Se eu ganhar 4 ou 5 milhões de euros por ano, por atingir os meus objectivos de lucro, não tenho que me preocupar com o impacto das decisões que tomo. Em particular se elas só se manifestarem daqui a meia dúzia de anos...

Esta é a mentalidade generalizada dos gestores europeus ou na europa.

Bruno Pinto disse...

Se um tipo desempregado enveredar pela distinta carreira de arrumador de carros talvez dê para comprar as caçlças de 150€ e as sapatilhas da Nike... Já não os posso ver à frente, "ai de ti que me risques o carro!"!!

Zé Povinho disse...

O liberalismo que nos estão a impôr e a flexibilidade nos despedimentos resultam nesta lei da selva. Talvez um dia isto dê para o torto. Quem sabe?
Abraço