IMI, IMT... isso é o quê, pai? Roubalheira, meu filho!

Mais uma bomba. E das grandes.
Segundo a edição online do “Diário Económico”, a partir do próximo mês, os proprietários de prédios devolutos em Lisboa e no Porto vão ser obrigados a pagar o dobro do valor do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
Se os proprietários dos tais prédios tiverem o azar de os mesmos já estarem avaliados, não sabem nas que estão metidos.
Se não estiverem, rezem para que não vão lá avaliar a coisa.
Não acreditam? Eu dou um exemplo.
No início deste ano decidi-me a comprar 15 metros quadrados (que eu já ocupava) de terra com uns míseros centímetros de cimento em cima lá no prédio onde moro.
Falo, obviamente, de um lugar de aparcamento.
Nas Finanças foi declarado um valor de 1650,00€ (cuidado que eu moro na província, o prédio tem 11 anos e foi lá que me aconselharam a dar tal valor).
Paguei já não sei quanto de IMT.
Chegou-me à dias uma carta toda catita lá do tal senhor Paulo Macedo a dizer que aqueles míseros metros de terra com cimento em cima valiam 3.950,00€ e que, assim sendo, tinha até 31 de Agosto para pagar mais não sei quanto de IMT e, naturalmente, sendo devido, o diferencial do Imposto de Selo.
E eu pensei cá com os meus botões: ”Estou rico e não sabia”.
Então, se uns miseráveis metros de terra com cimento em cima valem quase 800 notas de conto das antigas, imaginem quanto não vale a minha garagem que tem paredes e portão…
E o T3, esse então… upa, upa…
Razão tem o outro quando diz: “Não roube, o Estado não gosta de concorrência”.

Em jeito de rodapé: vão ao sítio electrónico das Finanças ver quantos carros têm em vosso nome. Quem avisa amigo é!

2 comentarios:

Jay Jay Jellyfish disse...

Porte-se bem, porte-se bem. Veja lá se quer ter o senhor fiscal das Finanças à porta de casa!

Tiago R Cardoso disse...

3.950,00 euros ! É pá, o amigo talvez se colocar lá uma "camita" ainda pode fazer negocio, há muita gente que vive em casas mais baratas que o seu lugar de aparcamento.