Estado (até) ajuda quem o quer enganar. E esta?

Como diz por aí uma empresa em publicidade a serviços que presta (e alguns, enfim…), “há coisas fantásticas, não há?”
Então não é que uma empresa prestadora de serviços tem débitos à Segurança Social e consegue concorrer a um concurso público e, ó mistério, vencê-lo?
Isto em 2005.
A dívida, nessa altura, já tinha quase 6 anos.
Começou em 1999 com 20.033,00€ e hoje já ultrapassa os 600.000,00€ euros.
Que me recorde, à altura dos factos, para concorrer a um concurso público era obrigatória a apresentação de uma declaração de situação contributiva regularizada relativamente à Segurança Social.
A dita declaração é passada mediante a verificação da existência de uma das seguintes situações: ou a inexistência de dívida à Segurança Social ou a existência de um acordo com a Segurança Social para o pagamento da dívida.
A verdade é que na altura a única coisa que existia era a dívida!
Fica por saber onde é que a empresa arranjou a tal declaração que atestava uma coisa que não existia, mas deve ter sido no mesmo sítio em que, segundo o “Diário de Notícias”, em 2007 três certidões alegando situação contributiva regularizada.
E assim se demonstra que é o próprio Estado que se engana a si próprio!

9 comentarios:

Euzinha disse...

Amigo Quintino.
A falsificação de documentos hoje em dia com as novas tecnologia tornou-se comum.
Se realmente o estado se deixa enganar, é grave, gravíssimo
Mas o tempo em que o aperto de mão era o firmar de um compromisso de cavalheiros, onde vai esse tempo..
Estamos na era do safe-se quem puder e não se olha a meios para atingir fins.

Beijinho
E.

Ps... deixou de me visitar?

Euzinha disse...

Ps...
Voltei, e agradeço a visita. Falei cedo demais.
Fica uma promessa não volto a prevaricar na via publica... :)
Beijo
E.

quintino disse...

Eu não deixarei de visitar os amigos. O problema é que como estou (ainda) de férias, ando a navegar em horas soturnas...

Ema Norte disse...

Talvez...
Um bom dia.

Tiago R Cardoso disse...

Será ?
Não acredito, para mim o funcionário deve ser daqueles que assina de cruz,
mas com os olhos bem abertos.

adrianeites disse...

cheira-me a esturro isso!
cp's

o guardião disse...

Não há maneira de se descobrir quem forneceu as declarações a dizer que estava tudo regularizado? Porque é que não é o próprio Estado a investigar esse requisito na altura do concurso?
Se alguém souber responda-me por favor.
Cumps

SIMPLESMENTE.... C disse...

Contratos de trabalho fictícios, assinatura falsas, diplomas falsos etc, etc...
Isto ainda acontece?!
E ninguém faz nada.
E quem são os culpados?
Nós lógico, que não sabemos votar!

abraçimhos...

damularussa disse...

Quais quê, o estado a enganar-se? Ora a responsabilidade é do funcionário que nesse dia até era um "tarefeiro" (hihihi)

Cumprimentos