Cá o mexilhão já está farto...

Eu bem vos digo.
Bem, para ser justo, não sou só eu.
Devo ser eu, mais 99,95% da blogosfera.
Mas voltando ao que eu vos digo e para resumir: Esta malta não vai parar enquanto não nos der cabo do canastro.
Quem, perguntam vocês?
Calma que já lá vamos, está bem?

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou menos 0,7% em comparticipações de medicamentos do que em igual período do ano passado.
E isto num período em que as vendas de fármacos aumentaram 4,5%.
Isto em notas de euro dá um total de 1918 milhões de euros.
O Estado pagou 824,3 milhões, ficando resto a cargo dos utentes.

Eu vou-vos contar… isto nem a Rainha Santa Isabel conseguia fazer.
Aliás, tenho para mim que Nosso Senhor Jesus Cristo, com o devido respeito e ele é muito, se ia ver à rasca para almejar milagre deste calibre.

Quer dizer, as farmácias vendem a mais 82 milhões de euros e o Estado gasta menos 9,6 milhões de euros e não é um milagre? E da rosa, meus caros...
Consta por aí que quem não achou piada foram os que tiveram de suportar os
92 milhões de euros que faltavam.
Mas isso também é tudo gente incapaz de se mostrar agradecida…e que merece ser castigada.
Ah, e fica aqui o aviso, àqueles que têm filhos em idade escolar: preparem-se. O preço dos livros também subiu.
É ou não é uma maravilha este jardim murcho à beira mar poluído em que vivemos?

9 comentarios:

Euzinha disse...

E a quem o dizes, um dia destes paguei quase 60 euros na farmácia, só porque a receita que apresentei era de uma instituição privada que tem clinica para funcionários e como tal não era válida a partir não sei de quando. Fiquei zangada, mas como não fui eu que fui à farmácia, que remédio tive senão pagar. Mas estou a tentar dar a volta à questão, pois entre 8 euros e quase 60 vai uma diferença enorme.
Felizmente não tenho filhotes em idade escolar, mas sei por casos próximos a quantidade de dinheiro que se gasta nesta altura. é uma verdadeira loucura.
E não há quem regue este belo jardim.

Ps. Fotografia aprovada, ou não?

Há empatias que se criam, sem quaisquer intenção que não seja empatia mesmo.
Um beijinho
E.

quintino disse...

Aprovadíssima...

SIMPLESMENTE.... C disse...

Sou prof universitária sei como isso é difícil.
Realmente é preciso ter uma conta bancaria muito gorda.
Penso que o material escolar pra população de baixa renda deveria ser gratuito.
Porque abrir os cordões à bolsa para investir na educação de um filho. As despesas, como as exigências dos professores, são cada vez maiores e arrebatam significativamente o orçamento familiar. E se for na "conversa" do marketing, lá vai dinheiro!
Não ha como argumentar sobre medicamento é um absurdo!
-Eu sei o que passo com meus pais.

abraçimhos..

Jay Jay Jellyfish disse...

Isto é sempre assim. O Zé é que se trama. E sempre. Mas essa do milagre ainda ser maior que o da raínha virtusa esposa de D. Dinis. Querem ver que daqui a muitos anos ainda vamos ter o Beato Sócrates?

Zé Povinho disse...

Segundo as estatísticas oficiais, de que recentemente falei, a inflacção homóloga até nem sofreu variações, e o fosso entre que ganham salários mais altos e os que ganham os mais baixos também não aumentou, sendo apenas três (?) vezes maiores. Isto é a informação oficial, mas nós que andamos cá por fora, talvez devido ao sol do Verão, sentimos que é tudo uma treta pegada.
è do Sol.
Abraço do Zé

adrianeites disse...

a saúde esta a ser vitima de um atentado.. proliferam os hospitais privados e as seguradoras..

quem lucra com isto?

Tiago R Cardoso disse...

O estado agradece, presumo que neste caso, quem quiser que espere pelo dinheiro, se fosse ao contrário a história seria outra.

antonio disse...

Julgo que chegou a altura de termos um governo de esquerda, por exemplo do PS, o que é que acham?

SILÊNCIO CULPADO disse...

É preocupante a ausência de garantias em áreas tão sensíveis e vitais como as da saúde e da educação.É chocante verificar que existe uma saúde para ricos e outra para pobres, uma justiça para ricos e outra para pobres e daí por diante. E que os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres e que, fazendo parte da família humana, não existem pontes entre uns e outros.