Secretário de Estado garante: livros escolares só sobem 4,00€... aahhh...hahahaaaa....

Mais uma enorme medida desses senhores e senhoras sem rosto que verdadeiramente mandam na Educação deste País: os manuais escolares vão deixar de ter espaços para a realização de exercícios.
Para quê? Para poderem ser reutilizáveis.
Dizem que é útil para quem tem mais que um filho estudante.
Parece-me que as mentes iluminadas que se saíram com esta não conhecem a qualidade desse produto final chamado livro escolar, mas está bem…
Paralelamente, com isto arranjaram, isso sim, que os estudantes sejam confrontados com a necessidade de carregar agora com o manual e o livro de exercícios.
È um dois em um em desfavor dos estudantes e dos pais que lhes pagam os livros, mas a favor de quem os vende…
Quanto ao anunciado aumento dos manuais escolares, o senhor que é secretário de Estado sabe-se lá de quê afirma que o aumento total ronda os quatro euros.
Eu acho que ele está equivocado, mas aguardo que alguém faça as contas como deve ser.

Estado (até) ajuda quem o quer enganar. E esta?

Como diz por aí uma empresa em publicidade a serviços que presta (e alguns, enfim…), “há coisas fantásticas, não há?”
Então não é que uma empresa prestadora de serviços tem débitos à Segurança Social e consegue concorrer a um concurso público e, ó mistério, vencê-lo?
Isto em 2005.
A dívida, nessa altura, já tinha quase 6 anos.
Começou em 1999 com 20.033,00€ e hoje já ultrapassa os 600.000,00€ euros.
Que me recorde, à altura dos factos, para concorrer a um concurso público era obrigatória a apresentação de uma declaração de situação contributiva regularizada relativamente à Segurança Social.
A dita declaração é passada mediante a verificação da existência de uma das seguintes situações: ou a inexistência de dívida à Segurança Social ou a existência de um acordo com a Segurança Social para o pagamento da dívida.
A verdade é que na altura a única coisa que existia era a dívida!
Fica por saber onde é que a empresa arranjou a tal declaração que atestava uma coisa que não existia, mas deve ter sido no mesmo sítio em que, segundo o “Diário de Notícias”, em 2007 três certidões alegando situação contributiva regularizada.
E assim se demonstra que é o próprio Estado que se engana a si próprio!

E é só na Figueira da Foz que se assina de cruz?

Na Figueira da Foz o executivo camarário viu-se na contingência de pedir à Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) que proceda a uma inspecção ao seu Departamento de Urbanismo depois de o director deste ter afirmado que havia processos que eram assinados por si de cruz.
Pessoalmente, não tenho dúvidas que assim seja.
Só quem não conhecer as infindáveis remissões do Regime Jurídico de Urbanização e Edificação para outros diplomas legais, as intermináveis exigências que o legislador formula, às quais se junta muitas vezes uma sucessão anacrónico de pedidos por parte dos serviços é que poderá não admitir que assim seja. Estou em condições de garantir que existem processos de loteamento que atingem as 10, 15, 20 pastas à vontade. Ora, entre plantas disto e daquilo, alçados e cópias de instrumentos de gestão territorial em vigor, mais as informações dos técnicos, os despachos, os seguros caução, os requerimentos e afins, cada uma dessas pastas pode ter as suas 100 páginas.
Se tudo aquilo tramitar em papel, digam se até não se compreende que o dito director assine de cruz baseado apenas na informação técnica que lhe é prestada?
O problema estará em saber se este assinar de cruz resulta desta galopante “burocracite aguda” que gera uma espiral de documentos que só visto ou se há ali mãozinha amiga a despachar o que é do amigalhaço numa penada e a apertar o torniquete ao desconhecido… A ser assim…
Vamos aguardar a ver o que dali sai.

E o campeão é... Nélson Évora

É tão simples como isto: temos um campeão do Mundo.
Mórbido mesmo é querer saber o que achará disto aquele senhor do PNR?

Cá o mexilhão já está farto...

Eu bem vos digo.
Bem, para ser justo, não sou só eu.
Devo ser eu, mais 99,95% da blogosfera.
Mas voltando ao que eu vos digo e para resumir: Esta malta não vai parar enquanto não nos der cabo do canastro.
Quem, perguntam vocês?
Calma que já lá vamos, está bem?

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou menos 0,7% em comparticipações de medicamentos do que em igual período do ano passado.
E isto num período em que as vendas de fármacos aumentaram 4,5%.
Isto em notas de euro dá um total de 1918 milhões de euros.
O Estado pagou 824,3 milhões, ficando resto a cargo dos utentes.

Eu vou-vos contar… isto nem a Rainha Santa Isabel conseguia fazer.
Aliás, tenho para mim que Nosso Senhor Jesus Cristo, com o devido respeito e ele é muito, se ia ver à rasca para almejar milagre deste calibre.

Quer dizer, as farmácias vendem a mais 82 milhões de euros e o Estado gasta menos 9,6 milhões de euros e não é um milagre? E da rosa, meus caros...
Consta por aí que quem não achou piada foram os que tiveram de suportar os
92 milhões de euros que faltavam.
Mas isso também é tudo gente incapaz de se mostrar agradecida…e que merece ser castigada.
Ah, e fica aqui o aviso, àqueles que têm filhos em idade escolar: preparem-se. O preço dos livros também subiu.
É ou não é uma maravilha este jardim murcho à beira mar poluído em que vivemos?

Porque ontem foi Domingo, hoje temos fruta variada

Porque ontem foi Domingo, hoje temos fruta variada.

Os indígenas estão a jogar menos no Euromilhões.
A falta de “jackpots”, daqueles que põem um tipo a imaginar-se a fazer as coisas mais delirantes, é uma explicação para essa falta de apetite.
Cá por mim, tenho outra: a malta vira os bolsos do avesso e só saem 5 cêntimos!!!!

O Dr. Marques Mendes anda arreliado e acusa o Governo de desgoverno pois Portugal continua a ser ultrapassado na classificação da União Europeia.
Dito doutra forma, estamos cada vez mais tesos.
O tipo é um tratado. Já nos tempos finais de Cavaco começamos a descolar mas o “baixote” assobia para o lado.

Em Viana do Castelo, estranhamente, poder e oposição estão de acordo que o acesso ao novo parque urbano seja pago. Mesmo que simbolicamente.
Eu disse estranhamente porque por cá o hábito é fazer-se uma coisa na oposição e, uma vez no poleiro, concretizar no sentido diametralmente oposto.
Bem fez Marcello Caetano quando deu pisca à esquerda e virou à direita.
O homem foi é coerente. Mais nada.

A finalizar, Pedro Proença fez a vontade a Paulo Bento e teve coragem.
Assinalou uma falta, mandou marcar livre indirecto e…
Rui Santos já deu a sua opinião. O árbitro esteve mal.
Aguardo agora pelo resto das carpideiras.

E Sócrates vai fazer o quê?

Não muito frequentemente dá-me para comprar um dos semanários de fim-de-semana.
Tempos houve em que era leitor quase compulsivo do “Expresso” mas gradualmente fui questionando se valia mesmo a pena comprar quilos de papel para meia dúzia de linhas mais ou menos interessantes e quase zero de jornalismo de investigação, reportagens de fundo…
Ora, este fim-de-semana deu-me para comprar esse sucedâneo chamado “Sol”.
Deparei com a entrevista, ou será inquérito, a Mário Zambujal onde o mesmo tecia umas loas a Cavaco e andava ali meio periclitante sobre Sócrates.
Claro está que a Zambujal não lhe foi dado o tempo, nem a oportunidade para aprofundar ideias e é pena. O homem, para além de escrever bem, não é tolo e sabe o que diz. Nomeadamente quando aflorou a questão do modelo de desenvolvimento do Governo passar por esmagar a classe média e concentrar riqueza e poder em grandes grupos.
Mais certeiro é José Carlos de Vasconcelos, no artigo que assina na edição desta semana da revista “Visão” sob o título “Desigualdades e «decência»”. Com a devida vénia, permito-me transcrever a seguinte passagem: “ Não só por ser líder do PS, mas por uma questão de decência, Sócrates deve dizer ao País o que vai fazer para diminuir a escandalosa desigualdade social”.
Eu, cidadão, tenho receio da resposta.
Temo que a mesma seja: “Nada!”

"Los cojones" de Sócrates...

O secretário-geral do PS que, por mero acaso, é o Primeiro-Ministro de Portugal vai estar ausente da festa anual do PS/Madeira, noticiava ontem um dos diários de referência.
Eu não sei porque é que se deram ao trabalho de dar a notícia. Facto e notícia seria, isso sim, que José Sócrates fosse à Madeira.
O chefe do PS parece que se refugiou em dificuldades de agenda, designadamente responsabilidades relacionadas com a presidência portuguesa da União Europeia.
Não tenho apreço nenhum, mas mesmo nenhum, por Alberto João Jardim mas o homem deve dar umas sonoras gargalhadas com estas públicas demonstrações de coragem do nosso Primeiro.
O homem tem-nos no sítio mas é lá enfiado no bafio de S. Bento.

O Macário assedia? Assediará mesmo? Sabe-se lá!

Leio e nem quero crer até prova em contrário.
Macário Correia, presidente da Câmara Municipal de Tavira, é alvo de uma queixa por assédio sexual e moral a uma funcionária da autarquia.
Nem mais, o antitabagista inveterado anda nas bocas do mundo por causa desta denúncia.
A vítima, Teresa Sequeira, 43 anos, licenciada em Direito, a actual chefe dos serviços jurídicos da edilidade e afirma-se agora perseguida pelo autarca.
Assédio sexual e moral, diz ela.
Louvo-lhe a frontalidade de dar publicamente a cara. Como disse, no resto não sei que diga.
Tenho alguma alergia ao PSD, mas sou capaz de reconhecer o bom trabalho de Macário em Tavira (embora de visita, o que é bem diferente de lá viver) e de o achar incapaz dessas coisas. Mas…
Aqui entre nós, assédio moral é o que não falta por essas autarquias fora. Daí que veja como muito temor os efeitos que o novo sistema de avaliação possa causar neste domínio!

Ao "bloger" Doutor Luís Filipe Menezes...

Doutor Luís Filipe Menezes, meu caro amigo, não me empresta aí o seu assessor para manter actualizado o meu blogue?
Sabe, é que isto, parecendo que não, dá cá uma trabalheira!
De qualquer modo, meu caro, deixe que lhe diga que apreciei quando disse “ao menos, eu sei o que é um blogue” e “sei escrever”.
É que, postas as coisas nesses termos, eu, se fosse militante do PSD, não hesitava nem um segundo. Era voto pela certa no Dr. Menezes. Quer dizer, o Dr. Mendes (presumo que era para ele a indirecta) não sabe escrever, nem sabe o que é um blogue e imagina-se já Primeiro-Ministro em 2009?
Como diria o outro, vai lá vai…

Alegrem-se, (se calhar) vêm aí centros de Saúde privados

A ideia, a avaliar pelo embrulho, parece ser uma excelente prenda. Para os cidadãos.
Com efeito, o próximo ano, deverá ficar marcado pelo avanço dos centros de saúde de gestão privada. Entidades privadas, sociais ou cooperativas de médicos, entenda-se.
O objectivo é colmatar a falta de médicos de família pois estima-se que ainda há meio milhão de pessoas sem médico de família.
Reparem, por favor, no uso do “estima-se”. É um dom nacional isto de se achar que deve haver, que serão para aí, não tenho bem presente mas acho que…
Depois, e aqui entra cá o má-língua, se não há médicos no público como raio vão aparecer os mesmos para assegurar a coisa através do privado?
Os optimistas que criaram a ideia apontam os médicos aposentados como potenciais candidatos. Eu, por meu turno, junto outra possibilidade: os estudantes do curso de Medicina, não?
E para nos sossegar – especialmente a mim que já vislumbrava os senhores doutores a pensarem como poderiam conciliar as coisas e que, se calhar, até podiam encaixar as consultas no privado na hora do lanche público – até afiançaram que isto é um pequeno negócio.
Ah… pois… Quer dizer, eles criaram a ideia, mas parece que nem eles confiam nela!

Estes tipos do PSD (mas podiam ser do PS) são do melhor. Do melhor!

O calor é pouco, é certo, mas o sol anda-me a fazer mal.
Vocês vejam que estava eu pasmado a olhar para o ecrã do computador quando dou por mim a ler que um vereador social-democrata estava contra outros social-democratas numa câmara municipal.
Eh pá, pensei eu, deixa lá ver isto…
E ainda fiquei mais entusiasmado quando vi que o tal vereador é da Câmara Municipal de Loures e estava contra a nomeação de dois membros do PSD para o Conselho de Administração de duas empresas municipais locais.
Temos homem, pensava eu.
E ainda mais reforçava a ideia quando via passar ante os meus olhos atónitos que o homem considerava que um dos nomeados não tinha currículo, nem perfil e que tudo aquilo era uma negociata.
Só fiquei verdadeiramente elucidado quanto me apercebi que tudo tinha a sua génese no facto de o executivo ser de maioria socialista.
Afinal, o homem só está contra porque a Câmara tem uma maioria PS.
Aposto que fosse a Câmara de maioria PSD e a questão nem se punha.
O PSD tem o condão de só escolher gente com currículo, perfil e sempre através de métodos transparentes. E eu sei do que falo…

Vem aí mais um tiro na carteira.

Preparem-se portugueses, pois vem aí mais um assalto à carteira!
Acaba de ser dado à estampa no Diário da República o diploma que procede ao aumento dos capitais mínimos do seguro de responsabilidade civil para efeitos de indemnização.
Para os mais distraídos, até agora o capital mínimo do seguro obrigatório de responsabilidade civil era de 600 mil euros.
Com a nova lei verifica-se uma actualização faseada (o ciclo só se vai fechar em 2012) passando a partir de meados de Outubro próximo os capitais mínimos do seguro obrigatório de responsabilidade civil para 1,2 milhões de euros por acidente para danos corporais e para 600 mil euros para os danos materiais.
Depois disso é sempre a subir.
Há por aí quem garanta que no bafio dos escritórios das seguradoras se esfrega as mãos de contentamento.
Quanto a mim, garanto-vos que quando o ciclo se fechar (2012 porque querem atender à nossa realidade, isto é, reconhecem que somos uns tesos a ser empurrados para a miséria) há quem vá esfregar a cabeça a pensar como vai pagar o raio do seguro.

Dr. Marques Mendes: já há ensino profissional em Portugal!

Tenham paciência, mas hoje deu-me para isto.
Numa prova evidente de que também ele é um candidato derrotável, Marques Mendes deu-nos ontem um ar da sua graça.

Primeiro apodou Jaime Silva de incompetente e insolente.
Depois acusou Rui Pereira de explicações incongruentes.
E até disse, pondo-se em bicos de pé, que aquilo exigia Parlamento. Aquilo é a história de uns energúmenos terem dado cabo de um hectare de milho transgénico lá para os lados de Silves ante a passividade (já habitual, já habitual quando a coisa mete confusão) da GNR.

Mas o que me deixou perplexo foi Marques Mendes atirar-se como gato a bofe ao Governo e a um “funcionário” (“eu não respondo a funcionários”, afirmou mesmo) a propósito do Ensino Tecnológico e Profissional que, segundo este político veterano e candidato a Primeiro-Ministro, não existe em Portugal.
O homem devia ter apanhado um golpe de calor. Só pode.

É bem verdade que as antigas escolas comerciais foram extintas mas, quando o PSD era Governo com Cavaco Silva (lembra-se, doutor Mendes?), Joaquim Azevedo avançou com o Ensino Profissional de novo.
Até este Governo, quase todas as ofertas formativas eram asseguradas pelas ditas escolas profissionais (quase todas privadas).
Numa asneira monumental, o Governo de Sócrates prepara o esvaziamento de um modelo com provas dadas e quer fazer das escolas secundárias, escolas profissionais. É um velho hábito português, este de se gastar fortunas numa coisa para, de repente, a deitar fora.

Ora, Marques Mendes não se contentou com um disparate. Tinha de lhe juntar uma incongruência.
Se o PSD é o partido que anda sempre a encher a boca contra o excesso de Estado em tudo que mexe em Portugal, porque é que o Dr. Marques Mendes quer o ensino profissional nas escolas públicas?
Fica, também aqui, outra pergunta: a ANESPO serve para quê? Não serviria para reagir ante tamanha asneirada?

A soma(gue) que o PSD fez...

Numa altura em que a “blogofesra” anda particularmente assanhada contra o Governo, convém, de vez em quando, dar-se uma vista de olhos ao que se passa lá para os lados do PSD.
Quanto mais não seja porque essa é, por idiossincrasias inerentes ao nosso espectro político-partidário, a única alternativa real de poder.
Ora bem, depois de nos ter brindado com um sucedâneo de Guterres numa prova evidente que em muitas coisas da vida mais vale estar calado, o PSD vê-se agora enredado em mais uma historieta que, aposto, não vai dar em nada.
Podia, contudo, servir para algumas das almas caridosas que por lá andam deixarem um pouco de lado a arrogância que lhes é típica e se calarem com as tradicionais “glorietas” à honestidade moral e intelectual de todo e qualquer tratante que se diga de Direita.
A historieta resume-se a isto: o Tribunal Constitucional deu como provado (de forma cabal) que a “Somague, SA” pagou 233.415 euros de serviços prestados ao PSD e à JSD.
Em 2002 ou 2001, como afirma o PSD de Marques Mendes atirando para cima de Durão Barroso um hipotético ónus. Ou será de Santana Lopes, já que se fala que o “pilim” serviu para pagar despesas de campanhas autárquicas?
Curioso, não é?
Especialmente num partido que se vangloria de ser um exemplo de verticalidade.

E os nomeados são...



THE POWER OF SCHMOOZE AWARD

Se bem percebi, há que escolher cinco.
Sem qualquer explicação, elas cá ficam:

Comfixadores
Sem Penas
Guardião
Zé Povinho
Cegueira Lusa

O inimigo da Nação é a função pública, diz o PS de Sócrates

Está visto que um homem não se pode distrair.
Então não é que tendo-me ausentado uma mísera semana deste lodaçal quando regresso constato que me querem arvorar à categoria de facínora?
Eu desde já aviso que estou a escrever de ouvido porque as minhas férias são sagradas e tenho mais que fazer que andar à cata de notícias… mas fiquei com a sensação que o Governo se prepara para abrir a possibilidade, com a bênção do Tribunal Constitucional, de os funcionários públicos poderem ser alvo de processos disciplinares, por mera comunicação dos serviços de Finanças ao serviço do funcionário, que aquilo que ele aufere e aquilo que tem como património não bate certo.
Pois. Está bem.
Eu também juro que fiquei com a sensação que a coisa também pode meter o Ministério Público pelo meio…
Eu não é querer armar-me em burro mas estes tipos querem o quê?
Arranjar uns bodes expiatórios para a generalidade dos males da Nação e do País?
Lançar sobre todo e qualquer servidor público o manto da suspeita que é, ao mesmo tempo, corrupto, ladrão, calaceiro e um lastro para a sociedade?
Eu assumo publicamente que votei em José Sócrates (não sou como muitos que ladram agora mas na altura votaram, a fazer lembrar um pouco o que acontecia com Cavaco em que ninguém votava no homem e ele tinha maiorias absolutas), mas também assumo que começo seriamente a ponderar deixar de me dignar colocar os pés em qualquer secção de voto para futuro.
Estes senhores que estão no Terreiro do Paço não têm, definitivamente, vergonha. E o problema é que na oposição descaramento e desfaçatez é coisa que não falta.
É a choldra no seu melhor.

Casamento, segundo João Jardim


Segundo o Sr. Alberto João Jardim, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é "deboche" e "degradação".
"Querer o casamento de homossexuais e tudo isso que o Governo socialista prepara, essas não são causas, são deboche, são degradação, é pôr termo aos valores que, nós, portugueses, a nossa alma nacional, tem desde o berço e que os nossos pais nos ensinaram"- Alberto João Jardim.
Pessoalmente, não tenho nada contra o casamento homossexual, cada um tem direito as suas opções. Aliás, até me considero a favor.
Sr. Jardim, eu sou Português e nem a minha alma nacional, nem os meus valores são destruídos pelo casamento homossexual, antes pelo contrário, considero que um País que dá liberdade aos seu cidadãos de tomarem as opções que entenderem na vida é um país mais forte e democrático.
Para mim degradação e deboche é não cumprir as leis de um Estado, colocando em causa esse próprio Estado de Direito, por em causa a alma nacional é acenar com a separação dessa mesma "alma nacional" quando as coisas não correm bem.
Felizmente, os meus pais não me ensinaram esse valores defendidos pelo Sr.Jardim, graças a Deus.

Mil novecentos e oitenta e quatro.



Eu nunca fui apoiado para ler livros, infelizmente não era hábito em casa ler livros, mas desde que conheci a minha actual esposa tudo mudou.
Este foi o primeiro livro que eu li com atenção, é um livro que faz parte do meu imaginário que de vez em quando volto a ler como se fosse a primeira vez.
Escrito por George Orwell em 1947, mantêm hoje uma actualidade preocupante, podemos em muitos aspectos actualiza-lo para os nossos dias.
A contra-capa do livro merece ser lida.

Feriado dos prémios


The Power of Schmooze Award

Este prémio é uma tentativa de reunir os blogs que são adeptos dos relacionamentos "inter-blogs" fazendo um esforço para ser parte de uma conversação e não apenas de um monólogo.
Foi criado pelo Mike do Ordinary Folk.

Regras:
1. Se, e somente SE, você receber o "Thinking Blogger Award" ou "The Power of Schmooze Award", escreva um post indicando 5 (cinco) blogs que têm esse perfil "schmoozed" ou que te tenham "acolhido" nessa filosofia se não entendeu, leia a explicação no parágrafo anterior de novo).
2. Acrescente um link para quem o indicou. No meu caso, Márcio do "Canto do desconhecido".
3. Opcional: Exiba orgulhosamente o "Thinking Blogger Award" ou o "The Power of Schmooze Award" com um link para este post que você escreveu.

E os 5 (isto escolher só cinco, deixou-me chateado) vencedores são...

Canto do Desconhecido (já ganhou de outro blogue, mas para mim também lhe dou um).
Adrianeites
Notas soltas, ideias tontas
O guardião
Zé Povinho

Todos os que estão na minha barra lateral "blogues a fixar", no "Com Fixadores", são tão importantes como os outros, menciono alguns, o amigo Carreira do "Cegueira Lusa", os meus colegas do Blogue inglês "Portuguese man of war", o amigo António do "Sem Penas" e as nossas trocas de ideias, em resumo todos.

Subsidio de férias

Ao contrário de muitos portugueses, incluindo o Sr. Sócrates e a Sra. Ministra da Cultura (caso contrário teriam passado por Coimbra), eu não tenho férias.
Como tive um acidente de trabalho, estou à quatro meses em casa.
Até aqui nada de especial.
Todos os meses recebo o meu salário pela seguradora (já falei nisso anteriormente), mas o subsidio de férias é pago pela minha empresa. Ora, chegou o final do mês e... nada...
Pensei eu, será que se esqueceram?
Perguntei à direcção e a resposta foi simples, segundo a lei os subsídios são pagos quando o trabalhador regressar ao trabalho.
Raios e eu que andava a planear uns investimentos, mas se a lei permite, quem sou eu para contrariar?
A questão que se coloca é a igualdade dentro da empresa. O encarregado geral, no ano passado, esteve de baixa nove meses (tendo apanhado as férias e o Natal) e eu tive conhecimento que ambos os subsídios lhe foram pagos na mesma altura que aos outros funcionários.
No meu caso, não é muito complicado, eu não tenho hipóteses de ir de férias.

Fixador : Então e aqueles que não indo de férias, porque não têm dinheiro e aproveitam estes subsídios para tentar compor, monetariamente, as suas vidas?
Fixador : Espero que este tipo de lei não se aplique a quem precisa.

Incultura governamental.

"É uma falta grave, uma omissão grave de cumprimento de um dever cívico", disse António Arnaut, um dos fundadores do PS, em relação à ausência de uma representação de alto nível, por parte do Governo, nas comemorações dos 100 anos do nascimento de Miguel Torga.
Eu diria mais, é uma falta de vergonha mandar o delegado regional da Cultura do Centro, Sr. António Pedro Pita (sem desprimor para o senhor), mas é realmente ter uma visão muito fechada.
Parece que a Sra. Ministra não estava no país.
Então e o resto do governo?
Foi tudo de férias?
Ou será que a cultura em Portugal é discutir com um presidente de Câmara onde acaba um túnel, ou mandar gente competente embora por discordarem da Sra. Ministra?

Fixador : "A ausência da ministra da Cultura, do secretário de Estado ou de um membro do governo mostra que o governo não compreendeu a grandeza e o significado do que aconteceu em Coimbra. É um acontecimento nacional" - António Arnaut.
Fixador : Apoiado, bem dito !

Miguel Torga - 100 anos

Devo desde já confessar que nunca fui muito de poesia, mas há pouco tempo descobri esse gosto.
Agradeço publicamente ao Márcio e ao Cavaleiro Estugarda do blogue Canto do Desconhecido.
Deixo humildemente a minha pequena homenagem a Torga :

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Um "blogger" pára, mas o blogue continua...



O expediente será temporariamente assegurado pelo Tiago R Cardoso, ilustre bloguista do "comfixadores.blospot.com", cuja colaboração desejo aqui agradecer publicamente.

Eles tratam-nos da Saúde cá com uma pinta!

Confirmando uma suspeita antiga e que já aqui aflorei anteriormente, constata-se agora que existem medicamentos de venda livre que estão a sair da fábrica com o dobro do preços por unidade do que em 2005.
Paradoxalmente, os preços sofreram este aumento galopante desde que o mercado foi liberalizado.
Portanto, e conforme dizia, confirma-se a minha suspeita que devemos ser o único país onde as regras da economia de mercado sofrem de perigosas distorções e onde a liberalização resulta sempre nisto: parece que se juntam todos, combinam entre si os preços e depois põem-nos à venda!
Mas as novidades no sector não se ficam por aqui já que existem hospitais, centros de saúde e sub-regiões que estão a dispensar os seus funcionários contratados a termo.
De acordo com o “Diário Económico” marcham 3.000 enfermeiros e 180 médicos.
O Ministério da Saúde garante que este pessoal contratado a termo “serve para cumprir necessidades excepcionais dos serviços e agora vão acabar, porque o Governo pretende reduzir a precariedade” no sector.
Ah, afinal, tudo está bem quando acaba bem.
O Governo não nos quer matar à míngua de assistência médica ou lavando as mãos como Pilatos lá na questão dos preços, quer, isso sim, acabar com os precários no Saúde.

Xanana Gusmão não se enxergará?

Kay Rala Xanana Gusmão tomou ontem posse.
Será, à semelhança daqueles detergentes para as máquinas de lavar louça, um quatro em um: Primeiro-Ministro, ministro da Defesa, da Segurança e dos Recursos Naturais.
Dificilmente se conseguiria descortinar em Xanana tão abundantes capacidades, mas ele lá saberá as malhas com que tece a sua teia.
Que primeiro passou pela eleição de Ramos Horta para o cargo de Presidente da República, a fundação de um partido político e uma aliança que, à primeira vista, mais parece ter como grande desiderato impedir que a Fretilin (o partido mais votado) possa tentar sequer formar um Governo.
Recordando o nosso PRD, dir-se-ia que Xanana, pelo menos, aprende com alguns dos erros alheios.
O que não deixa de ser confrangedor, no meio desta tragédia grega, é que um homem que tinha tudo para ser um herói pareça estar a fazer tudo para acabar a ser visto como um vilão!

O sobe e desce fiscal na guerra do PSD.

Luís Filipe Menezes, candidato à liderança do PSD, veio ontem a terreiro acusar a candidatura do seu oponente (Marques Mendes) de falta de credibilidade.
Tal ausência de credibilidade resultaria da contradição insanável entre o seu adversário e Eduardo Catroga (um dos apoiantes de Mendes e redactor da sua moção) em matéria de mexidas na carga fiscal.
Enquanto Marques Mendes apregoa a necessidade da redução de impostos, o segundo bate-se pela manutenção.
O candidato adversário dissertou sobre a situação afirmando que “é caricato que, numa questão vital, num pilar fundamental das opções de política económica, o responsável pela redacção da moção venha desmentir a proposta mais veementemente defendida por Marques Mendes”.
E numa estocada para si final ainda aduziu que “eu não vou correr esse risco, ninguém vai desmentir as minhas propostas porque sou eu que vou escrever a minha moção”.
Para conversa da treta não está mal, não senhor.
Do que consegui ler fiquei sem saber qual é a posição de Luís Filipe Menezes sobre este assunto. Ou será que, também aqui, vai adoptar aquela postura de estar com os trabalhadores das fábricas que fecham pela manhã e à tarde reunir com os patrões que fecham fábricas?
Já quanto ao Senhor Mendes não se consegue vislumbrar como só agora atingiu o nirvana em matéria fiscal. O homem já esteve em quantos governos? Alguma vez piou?

A TAP falhou, mas quem leva com a PSP são os outros!

A polémica entre a TAP e o Futebol Clube do Porto não devia ter existido.
Não devia ter existido porque é inadmissível que, com tantos sistemas de controlo informático, se vendam mais bilhetes do que os lugares que uma avião tem.
Porque é inadmissível desviar um voo, que já partiu com duas horas de atraso, para um destino a mais de 300 quilómetros de distância porque, segundo os jornais, a tripulação era necessária para assegurar um voo para Paris.
E porque é inadmissível, face às circunstâncias, que quem deu origem a toda esta cadeia de acasos não tenha aparentemente providenciado por encontrar alternativas que ajudassem a resolver o problema criado.
Quer dizer, vem uma pessoa para o aeroporto a tempo e horas, parte com duas horas de atraso, está a pensar que sai no Porto e, quando topa a coisa, está em Lisboa e a TAP queria o quê?
Que ninguém fizesse barulho?
Tenham paciência!

Millennium? Que é isso? Um banco? Quem diria!

Não perdi o sono com a Assembleia-Geral do Millennium.
Os meus carcanhóis não me permitem sequer ser um modesto accionista de tão nobre instituição pelo que me estou completamente borrifando para as lutas pelo poder.
Logo aqui fico trespassado com uma dúvida e não sei se haverá por aí alguém que me saiba responder a tão aflitiva questão: então se os dois galarós que disputam o poder são do "Opus Dei" não era suposto que fossem ainda mais beatos que aquele que lá para os lados de Torquemada criou o Santo Ofício? E andando assim a distribuir caneladas por baixo da mesa e agora até por cima do tampo da mesa, não incorrem em nenhum pecado?
Dei-me ao trabalho de ver a coisa no pequeno ecrã. E então em metendo o Joe Berardo é gozo pela certa e explicação em meio português, "half english" que eu sempre percebo melhor que muito daquele conjunto de vacuidades que aquela malta de gravata Hermés ao peito debita...
Finalmente, eu que sou dos portugueses que teimam em afundar as esperanças aos homens do "Millennium" de um dia me apanharem lá como cliente, ainda mais rebolado de gozo fiquei quando topei que um erro informático lhes estragou a guerra!
Ia eu lá agora ser cliente de um banco onde os manda-chuva são da "Opus Dei" e dão aqueles exemplos pouco pios de disputa pelo poder, e onde os computadores e os misteriosos programas que lá estão arruinam uma reuniãozita de sócios...
Cruzes, canhoto!

As "vacances" de Monsieur Sarkozy...

As férias de Sarkozy ainda não tinham começado e já eram alvo de polémica.
O Presidente francês escolheu os Estados Unidos para veranear e alojou-se numa casa que custará mais de 20 mil euros por semana.
Parece que a família presidencial vai por lá pernoitar durante duas semanas o que aponta para um custo acima dos 40 mil euros.
Ora, como “Sarko” só ganha – oficialmente - seis mil euros por mês houve quem quisesse saber donde vinha o dinheiro.
"Não tenho a intenção de me esconder, não tenho a intenção de mentir, nem tenho a intenção de me desculpar", respondeu o visado. Como se já não chegasse, iniciou as férias com um pequeno quiproquó com uns fotógrafos à procura daquele retrato especial.
Enfim, o homem pode tê-los no sítio em muitas coisas, mas em matéria de férias convinha que também tivesse cabeça.
Primeiro foi a história do iate, agora estoura 40.000€ num aluguer de duas semanas.
Cá do nosso Primeiro que vai de férias e nem dá cavaco às tropas. Mas que, obrigando os outros a apertar o cinto, se brinda com idas à neve, safaris e quejandos.
Devem ter aprendido com o outro, o Durão, depois Cherne e agora José Manuel que também apreciava uns acepipes destes.

Lewis Hamilton (também) não é santo nenhum!

A má-língua, a crítica mordaz, o palpite assente no ouvir dizer ou feito da verdade que a memória reteve meteu hoje uma folga.
Quer dizer, meteu no que concerne à insonsa da política caseira e à dolência ronceira do nosso Portugal. Este bocado de terra sonsa banhado pelo mar.
Dediquei, confesso, uma parte da tarde dominical a um estado de refastelamento no sofá a olhar para o ecrã enquanto lá pelas terras magiares o ronco poderoso dos motores abalava o silêncio.
Aquilo não puxava interesse porque cedo percebi que a marca das minhas preferências não ia ali fazer um brilharete.
E, entre uma ou outra pausa “roncal”, ainda dei comigo a pensar se teria sido mesmo necessário que a Federação Internacional do Automóvel (FIA) fizesse aquele pequeno favor a Lewis Hamilton.
Quer dizer, quando a FIA lava as mãos como Pilatos fez num caso esconso da mais rasteira espionagem, como pode intervir num caso ocorrido dentro da mesma equipa e onde, consta, a alegada vítima até terá sido o instigador e o actor maior da controvérsia?
Se fosse má-língua diria que o facto de Hamilton ser um novato, estar à frente do campeonato e ter a cor de pele que tem teriam sido o motivo. Fosse ao contrário e queria ver como era…
Aliás, penso que Hamilton (excelente piloto) nem precisa destes pequenos jeitos (assim como não também não precisa da velhacaria de se armar em vítima) para mostrar que Alonso poder ser bicampeão mas não é um piloto excepcional!

Costa risca 111 assessores!

Você sabia que na presidência de Carmona Rodrigues, incluindo partidos de
oposição, foram contratados 178 assessores para a Câmara de Lisboa?
Pois é, eu também não.
Mas mais grave é que, provavelmente, nem os lisboetas o sabiam.
António Costa propôs - e foi votado por unanimidade - que não podem existir mais de 67 assessores na autarquia lisboeta.
Parece que a medida vai permitir poupar 1,1 milhões de euros!
Isto porque cada assessor também não poderá ganhar mais que 2.450 euros por mês.
Se quisermos ser moralmente honestos, goste-se ou não do homem, tem de se admitir que é um sinal interessante.

Isto da economia é mesmo esquisito!

Andava à cata de qualquer coisa que me permitisse divagar e deparo-me com as intenções de uma multinacional inglesa (Unilever, acho eu) que pretende despachar 20.000 para o desemprego.
Atenção, que eles em Portugal têm 4 fábricas e não dizem onde vão diminuir ao pessoal.
Leio e dou comigo a pensar, mais uma vez, que estou como o outro (não me lembro quem) que também não percebia esta política de despedir para criar emprego!!!!
Também continuo sem perceber como é possível manter-se este ciclo por muito mais tempo. Alguém me ajude nesta dúvida, por favor: “Um tipo quando está desempregado pode comprar calças a 150,00€, sapatilhas da Nike a 200.00€, por exemplo? Não pode, pois não? Então os tipos vão para a China, onde pagam muito menos (quando pagam), deixam-nos aqui desempregados às centenas e daqui a uns tempos querem vender a quem?”.

Vinte anos na Europa serviram para quê?

Duas décadas após a nossa integração na então Comunidade Europeia, o Instituto Nacional de Estatística deu à estampa “Portugal, 20 anos de integração europeia”.
O que se pode imediatamente concluir é que se isto (Portugal) está mau, então como estaria se não tivéssemos entrado na CEE naquela altura.
Procure-se recordar de como era a sua rua, a sua vila, a sua cidade no início da década de 80 e veja como é agora. Presumo que qualquer um dirá, sem qualquer favor, que estará melhor.
Pudera. Com os rios de dinheiro que cá desaguaram.
E contudo… ah, dizem vocês, lá vem a ave agoirenta... contudo, verifica-se um aumento da desigualdade social na distribuição do rendimento.
Na pobreza, mesmo quando contados os apoios estatais aos indivíduos e famílias, temos valores acima da UE dos 15.
Mantemos uma posição pouco favorável no índice de desenvolvimento humano (em que entram factores como a saúde e saneamento).
E na Educação gastamos comparativamente mais recursos face aos ainda fracos resultados.
É assim, em pinceladas largos, o nosso Portugal de hoje.
Agora imagine como seremos quando se acabarem os benefícios ($$$$$) de estarmos na União Europeia!

IMI, IMT... isso é o quê, pai? Roubalheira, meu filho!

Mais uma bomba. E das grandes.
Segundo a edição online do “Diário Económico”, a partir do próximo mês, os proprietários de prédios devolutos em Lisboa e no Porto vão ser obrigados a pagar o dobro do valor do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
Se os proprietários dos tais prédios tiverem o azar de os mesmos já estarem avaliados, não sabem nas que estão metidos.
Se não estiverem, rezem para que não vão lá avaliar a coisa.
Não acreditam? Eu dou um exemplo.
No início deste ano decidi-me a comprar 15 metros quadrados (que eu já ocupava) de terra com uns míseros centímetros de cimento em cima lá no prédio onde moro.
Falo, obviamente, de um lugar de aparcamento.
Nas Finanças foi declarado um valor de 1650,00€ (cuidado que eu moro na província, o prédio tem 11 anos e foi lá que me aconselharam a dar tal valor).
Paguei já não sei quanto de IMT.
Chegou-me à dias uma carta toda catita lá do tal senhor Paulo Macedo a dizer que aqueles míseros metros de terra com cimento em cima valiam 3.950,00€ e que, assim sendo, tinha até 31 de Agosto para pagar mais não sei quanto de IMT e, naturalmente, sendo devido, o diferencial do Imposto de Selo.
E eu pensei cá com os meus botões: ”Estou rico e não sabia”.
Então, se uns miseráveis metros de terra com cimento em cima valem quase 800 notas de conto das antigas, imaginem quanto não vale a minha garagem que tem paredes e portão…
E o T3, esse então… upa, upa…
Razão tem o outro quando diz: “Não roube, o Estado não gosta de concorrência”.

Em jeito de rodapé: vão ao sítio electrónico das Finanças ver quantos carros têm em vosso nome. Quem avisa amigo é!

A lata da "independente" Roseta

Assim se vê a coerência dos independentes.
Helena Roseta, esse arauto de várias coisas, queria pelouros mas não se comprometia em qualquer acordo com o novel presidente da maior Câmara Municipal do país.
Só posso dizer que é preciso lata.
Aliás, propagandeia-se por aí agora as virtudes e o assomo de coragem de Alegre e Roseta porquê e para quê? Só porque são o Alegre e a Roseta?
É que há por aí muito cidadão independente a dar o corpo ao manifesto nas autarquias e desses raramente se fala com tanto desvelo.
Cá para mim, fala-se deles apenas e só para chatear o Sócrates.

Nova Lei das Rendas é fracasso

Num universo de 390 mil contratos, só 70 terão sido actualizados e que só estão a funcionar 27 comissões arbitrais municipais num total de mais de três centenas de municípios (mais informação no "Correio da Manhã" online).
Quem já tiver lido a lei compreenderá, certamente, porque é que as coisas andam assim.
Quem ainda não a leu, pode aproveitar uma noite de insónia...

"Habemus"... Engenheiro Sócrates!

Goste-se ou não, há que colocar um ponto final em boa parte da polémica.
O homem é engenheiro.
Ponto final parágrafo.
Isto porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou o inquérito à licenciatura em Engenharia do Primeiro-Ministro José Sócrates.
No decurso do inquérito ter-se-ão realizado 27 inquirições, 2 buscas e recolha de variada documentação proveniente da Câmara Municipal da Covilhã, Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Direcção-Geral do Ensino Superior, Inspecção-Geral do Ensino Superior e Ordem dos Engenheiros, relata a Agência Financeira.
Num comunicado emitido pela PGR pode mesmo ler-se, a determinado passo, “resultou não se ter verificado a prática do crime de falsificação de documento autêntico (...), na modalidade de falsidade de documento, ou de crime de uso de documento autêntico falso, envolvendo a licenciatura em Engenharia Civil de José Sócrates”.
Resultado: autos arquivados.
Ora, se não há falsificação de documento, o homem será engenheiro.
Aguardemos serenamente pelas reacções, especialmente de certos sectores…
Aliás, para mim o acento tónico nem estava no facto de o homem ser engenheiro ou não. Estava, isso sim, na possibilidade de uma falha de carácter expressa no uso indevido do título ou em mentir sobre um assunto relativamente fútil.

Sá Fernandes dá "chito" a António Costa!

No dia em que o Costa toma posse como Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, informa o ‘Jornal de Negócios’ que PS e Bloco de Esquerda (BE) terão chegado a acordo para formar um executivo ainda minoritário.
Até aqui nada a dizer, embora se estivesse no lugar de Costa preferisse governar em minoria.
E querem ver porquê?
É que, segundo o periódico, o alegado acordo de governação foi uma espécie de 6 em 1. Um acordo, seis condições.
Uma prevê obrigar os construtores a vender ou arrendar 20 por cento das casas a preços sociais. Falta saber o que é isso de preços sociais.
Outra é o cancelamento da permuta que envolveu os terrenos da Feira Popular.
A reestruturação do universo empresarial da autarquia, a proibição de novos empreendimentos na frente ribeirinha, a implementação do Plano Verde do arquitecto Ribeiro Teles, e a proibição de atribuição de qualquer pelouro aos vereadores eleitos pelas listas do PSD e do anterior presidente da CML, Carmona Rodrigues fecham o ramalhete.
Pergunta aqui o ignorante: quem é que ganhou as eleições? Foi o Costa ou o Fernandes.

BCP + BES + BPI + TOTTA = lucros + 23%. E pode?

A soma dos lucros dos quatro maiores bancos privados portugueses subiu 23%, para 1,137 mil milhões de euros, no primeiro semestre, face a igual período de 2006 noticia o “Diário de Notícias” de hoje.
E não foram maiores porque o BCP à conta da OPA baixou a sua performance.
Já o BES teve um lucro de 366,8 milhões de euros, em alta de 82,8 %!
O BPI subiu 30%, para 193,1 milhões de euros, e o Santander Totta viu o seu lucro aumentar 28,1%, para 271,1 milhões de euros.
Que me perdoem todos aqueles que adoram “economês”, mas num tempo de crise generalizada na sociedade portuguesa isto é quase como estarem a cuspir na cara da maioria dos portugueses.