A verdade é que nada pode valer a este País.

No espaço de nove horas a entrada em serviço de uns míseros radares detectores de excesso de velocidade apanhou 1912 ignorantes.
Uso deliberadamente o termo “ignorantes”. É o que são. Ou pior, se pensarmos que um foi detectado a 133 quilómetros por hora numa via em que o limite máximo é de 80 quilómetros.
Uma selecção portuguesa foi a um Mundial qualquer de sub-não sei quantos e sai de lá enxovalhada. Pelos resultados desportivos e pelo comportamento dos atletas.
Um, com o jogo parado, deu um encontrão num adversário.
O outro, mais ladino, vendo que o árbitro ia exibir um cartão vermelho, tirou-lho da mão.
Acompanho um familiar a um hospital privado. Tudo impecável, sim senhor.
Só que, enquanto espero, tenho oportunidade de escutar três funcionárias (administrativas, suponho) com tiques de tias, uma com uma tremenda falta de chã a atender o telefone e outra a contar umas graçolas sobre alguns pacientes.
Assim, sem mais e eu penso: se fosse na função pública, tudo falavar!
Face a estes três exemplos, só podemos concluir que nada pode valer a este País.
Com um povo assim, nado e crescido nos tempos do facilitismo na Educação e do dinheiro fácil que os milhões comunitários nos trouxeram, estamos tramados.
Melhor, derrotados por nós próprios. Essa é que é essa!

1 comentarios:

Anónimo disse...

Já lá dizia o Eça que isto era uma choldra.
O Guterres falava no pântano.
Duma forma ou outra, penso que lhe assiste alguma razão no que diz. As pessoas também contribuem, e muito, para o estado miserável a que o País chegou.
Mas, como sempre, é muito mais cómodo colocarem as culpas nos outros: nos políticos, no chefe, no colega de trabalho, na mulher a dias, na função pública, nos professores dos filhos...