Sol na eira, chuva no nabal... neve no galinheiro...

Na Inglaterra não é a época da monção. Isso é lá para os lados da Índia, mas mesmo assim parte do Reino Unido está submerso em água.
Como diria o outro, até os cães bebem de pé.
A Roménia e a Sérvia não têm desertos. Os mais próximos ficam no Médio Oriente e no Norte de África, mas as temperaturas têm rondado regularmente os 40 graus Celsius e, segundo os meteorologistas, deverão subir nos próximos dias.
A Hungria até fica mais a Norte que aqueles dois países e também já registou temperaturas na casa dos 41º/42º graus Celsius.
Em Portugal, a Norte, temos tido uma espécie de entremeada… ora chove, ora sol… temperaturas que nem trazem frio nem cumprem a promessa de calor...
Pode-se argumentar que são fenómenos naturais sem qualquer relação com o aquecimento global, mas que dão que pensar dão!
É que atrás destas cheias e ondas de calor vêm um conjunto de outros problemas: desalojados, rupturas em sistemas de abastecimento, infra-estruturas destruídas, prejuízos a serem reclamados às seguradoras e pagamentos por estas a serem recusados, absentismo…
Se o aquecimento global não é motivo de preocupação para os capitalistas do mundo, mostrem-lhes que atrás disso podem vir autênticos maremotos nas suas carteiras… os gajos preocupar-se-ão logo. “Subito presto”, diria eu…

5 comentarios:

Bruno Pinto disse...

O aquecimento global é um dos principais problemas do nosso tempo, sobretudo nos países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento. A ambição pelo lucro desmedido, faz com que os capitalistas do mundo descorem o respeito pelo ambiente levando ao chamado efeito-estufa, que, se não nos afecta ainda significativamente a nós, poderá hipotecar a qualidade de vida das gerações futuras. Cuidar do meio em que vivemos é um dever de todos. Quem não o fizer... mão pesada para aprenderem a fazê-lo. No entanto, não há políticas ambientais credíveis, muitos não cumprem e as autoridades sabem disso... Crescimento económico é o que interesssa, desenvolvimento sustentado nem por isso.

Arte da Pedra disse...

Pois é,ocomentário anterior, apesar de politicamente correcto, revela que ainda há muito caminho a percorrer no que diz respeito a esta temática.
Na verdade,o aquecimento global não é um problema sobretudo para estes ou aqueles. Este é, sem sombra de dúvidas, uma prometática global, que afecta os países em vias de desenvolvimento e todos os outros.
Para além disso, este é um problema que já nos afecta e muito. Não só pelas férias e idas para a praia estragadas, mas também porque este sol é muito mais perigoso do que o que nos inundava de luz em anos anteriores e os seus efeitos nas peles menos precavidas vão-se fazer sentir.E não vai sr só nessas peles, mas nas carteiras de todos nós pois os tratamentos oncológicos não ficam nada baratos ao Estado. Por outro lado,as súbitas mudanças climáticas já estão a afectar as colheitas nacionais e estrangeiras. Acredite que, em breve, as suas idas ao supermercado vão ficar-lhe mais caras. Quando lhe apresentarem a conta, vai-se lembrar de mim, certamente.

Anónimo disse...

Na Grã-Bretanha, para já, os efeitos são estes:

- a água potável foi cortada,
- os carros estão a ser saqueados
- mais de 48 mil casas estão sem energia eléctrica
- vários milhares de pessoas continuam alojadas em abrigos de emergência
- "pânico de compras" de alimentos levando ao esgotamento dos stocks de bens essenciais na maior parte dos supermercados.

No meio de tudo isto destaca-se ainda que afinal os "snobs" dos ingleses são como os somalis: já se puseram a pilhar carros.
Nada como uma desgraça para o ser humano deixar vir ao de cima o pior e o melhor de si.

Arte da Pedra disse...

Bem, eles sempre fizeram questão de dizer que não são continentais (leia-se europeus)... E parece-me que têm toda a razão! Mas o que interessa é que, de facto, os efeitos não se vão fazer sentir nas gerações vindouras. Eles estão aí, ao virar da esquina!

antonio disse...

Uma das consequências do aquecimento global, era a desertificação da Península Ibérica, com o fim da chuva e a necessidade de se proceder à transfega entre rios. Lembram-se? Parece que estes últimos dois anos adiaram um pouco essas conclusões!