Peixe sem "e$pinha$" ao consumidor

Quando tinha pouco juízo, menos anos em cima da "carcaça" e apetite mais voraz, dispensava peixe. Ida ao restaurante? Carne na mesa.
Hoje ainda continuo a ter pouco juízo, mas tenho mais anos em cima e um apetite menos comparável ao de Honoré de Balzac. Ida ao restaurante? Peixe na mesa (quase sempre).
Não digo não a um arrozinho de pato, a um “cozidito” à portuguesa ou a um arroz de pica no chão, mas aumentei-lhes os intervalos.
Um tipo chega aos quarenta e fica assim, pensei eu? Pelos vistos, alguns ficam.
E vem isto a propósito de quê?
De ter lido que o nosso Governo quer produzir um verdadeiro milagre: aumentar o retorno dos pescadores e reduzir o preço do peixe no consumidor por via de uma actuação na distribuição.
Tendo eu recentemente pago 37,56€ por uma dourada de mar, está-se mesmo a ver porque é que a hipotética concretização deste milagre seria para mim um maná.
O problema é que a gente lê e não acredita.

2 comentarios:

Tiago R Cardoso disse...

Não sou grande apreciador de peixe, até gostava de mudar mas o que fazer quando o peixe é mais caro de que a carne ?

Anónimo disse...

A dieta mediterrânica, meus amigos.
O nosso problema é que, por um lado, faz bem à saúde, mas por outro também sai cara.
Aliás, hoje em dia o que é que não sai caro?