A província... credo, cruzes canhoto!

O fiscalista Saldanha Sanches, na sua cruzada muito particular, veio recentemente a lume afirmar que na província há representantes do Ministério Público, que pela proximidade local, ficaram reféns do poder político.
E como ficaram reféns do poder político local, campeia a corrupção pela província.
Coisa a que, naturalmente, Lisboa, quiçá Cascais, Oeiras e Sintra estão, certamente, imunes pois não integram o círculo eleitoral da Província.
Neste momento, já mil e uma declarações se fizeram, muita análise se teceu, o Conselho Superior do Ministério Público reuniu, advogados pediram ao Procurador-Geral da República que investigue e o próprio já veio esclarecer que, mantendo o que disse, não disse aquilo que outros pensaram que disse.
Pessoalmente estou-me nas tintas se o fiscalista disse ou não disse.
A mim o que me interessa é que, até ao momento presente e que eu saiba, ninguém discorreu sobre a utilização do termo província.
Eu não sei se vocês estão bem a ver a coisa…
Província, provincianos…
Fica só por esclarecer onde acaba Lisboa e começa a província para o fiscalista Saldanha Sanches, mas eu cá tenho para mim que a província começará sempre para lá das portagens de Alverca e das pontes Vasco da Gama e 25 de Abril. Só pode.
A única explicação para existirem ali portagens é para impedir que os perigosos provincianos pudessem entra sem mais, nem menos no impoluto reino dos 40 ladrões que é como se devia designar a cidade que tem a sede de tudo quanto é ministério!
Assim, com aquelas câmaras sempre podem filmar cada movimento dos provincianos.
Eu até parece que os estou a ouvir: "Ó Filó, avise aí o Engenheiro que o parolo do presidente da Câmara Municipal de Alguidares de Riba vem aí"... "Tá lá... óóóó Zefa, olhe querrriiiddaaaaa, diga ao Doutor que o Manuel Ribeiro, aquele doutorzico, coitado, que mora ali no deserto, está para chegar"...

1 comentarios:

carol disse...

Pois, o srº SAldanha diz as palermices e os outros é que são da província...